domingo, 26 de junho de 2022

RENUNCIAR PAIXÕES DO MUNDO E VIVER O CHAMADO!

Na longa estrada a caminho do encontro com o ressuscitado á quem diga que a marcha para Jesus se transformou na marcha do "messias", outros dizem que os feriados cristãos católico é hoje, empreendedorismo do turismo religioso politico, que investe muito em marketing e outros ainda dizem que a pregação missionária da boa notícia saiu de foco, para dar lugar ao poleiro dos "lideres que atraem, fiéis hipnotizados".

Em tempos de obesidade espiritual em uma sociedade polarizada, o mundo enterra os seus mortos e utiliza-se da ingenuidade das famílias que sofrem, em parceria com os esquemas de pastores pop star, que oferecem cura e salvação para conquistar o sucesso da audiência junto aos fiéis devotos em diversas localidades, através da tele evangelização.

As famílias ou o povo que sofre, vai sendo manipulados em suas consciências e a partir dai, torna-se como que escravos da massa consumidora de diversos produtos por influência dos esquemas da cultura de auto conservação e manutenção das mídias: livros de autoajuda, bíblias autografadas, camisetas, DVDs, entre outros produtos. 

Parece que diante a conjuntura, todos levam vantagem: as redes atraem patrocinadores, os políticos são destacados nas solenidades da fé, sendo, notícias em destaque e esses, proporcionam concessões e auxílios na pirâmide em troca do apoio das lideranças da instituição, para o marketing com foco na massa eleitora que os interessa e assim a magia do espírito midiático controla o seguimento, mantendo-o alienado para a realidade que sustenta a ordem dominante.

É dentro desse contexto que hoje, Javé faz o chamado na esperança que você que vem pelo caminho do ressuscitado, encontre os sinais da semente enterrada, onde muitos já cansados de sofrer, passam a se conformar com sua condição submissa de mortos e aceitam viver as normas do espírito desse mundo para preservar os benefícios do sistema de poder.

  

Em nosso tempo, quem procura escutar o chamado e conhecer quem é Jesus? É cancelado, no entanto no martírio da modernidade, faz, a experiência com o ressuscitado e trabalha com a vida do eterno, em prol da construção do reino de Deus, na firme esperança que quando o Senhor voltar, encontre os frutos da semente da Fé no mundo.

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

REFLEXÃO: 2022 E O FERIADÃO DE CORPUS CHRISTI.

Reflexão: Sem a motivação da confecção do tradicional tapete de Corpus Christi, nas comunidades, fiéis saem em viagem no feriadão de Corpus Christi.
Papa Bento XVI: Não basta observar o rito, mas se requer a purificação do coração e o envolvimento da vida. Apraz-me sublinhar que o sagrado possui uma função educativa, e seu desaparecimento inevitavelmente empobrecerá a cultura, de modo particular a formação das novas gerações.
Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada e não mais necessária de sinais sagrados, fosse abolida esta procissão urbana de Corpus Domini, o perfil espiritual de Roma resultaria “esvaziado”, e nossa consciência pessoal e comunitária se tornaria enfraquecida. Também pensamos em uma mãe e em um pai que, em nome de uma fé dessacralizada, privassem seus filhos de qualquer ritual religioso: na realidade terminariam por deixar o campo livre a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, e a outros ritos e a outros sinais, que mais facilmente poderiam se tornar ídolos.
Deus, nosso Pai, não fez assim com a humanidade: enviou seu Filho ao mundo não para abolir, mas para dar cumprimento também ao sacro. No cume desta missão, na última Ceia, Jesus instituiu o Sacramento de seu Corpo e de seu Sangue, o Memorial de seu Sacrifício Pascal. Assim fazendo Ele mesmo se colocou no lugar dos sacrifícios antigos, mas o fez dentro de um rito, que mandou os Apóstolos perpetuar, qual sinal supremo do verdadeiro Sagrado, que é Ele mesmo.
Com esta fé, queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje e cada dia o Mistério Eucarístico e o adoramos como centro de nossa vida e coração do mundo. Amém.

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI presidiu no início da noite desta quinta-feira 2012, Festa de Corpus Christi a Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, às 19 horas (14h de Brasília). Após a celebração, seguiu-se a procissão litúrgica até a Basílica de Santa Maria Maior. 

Em sua homília, durante a missa Bento XVI reiterou o aspecto da adoração eucarística da festa de hoje, mas não deixou de abordar o sentido celebrativo.

Leia abaixo a íntegra da homília do Papa emérito.

Queridos irmãos e irmãs!

Esta noite gostaria de meditar com vocês sobre dois aspectos, entre eles relacionados, do Mistério eucarístico: o culto da Eucaristia e a sua sacralidade. É importante levá-los em consideração para preservá-los de visões incompletas do próprio Mistério, como as que se verificaram num passado recente.

Antes de tudo, uma reflexão sobre o valor do culto eucarístico, em especial da adoração ao Santíssimo Sacramento. É a experiência que também esta noite nós viveremos depois da Missa, antes da procissão, durante sua realização e no seu final. Uma interpretação unilateral do Concílio Vaticano II penalizou esta dimensão, restringindo na prática a Eucaristia ao momento celebrativo. 

Com efeito, foi muito importante reconhecer a centralidade da celebração, em que o Senhor convoca o seu povo, o reúne em torno da dúplice Ceia da Palavra e do Pão da vida, o nutre e o une a Si na oferta do Sacrifício. Essa valorização da assembleia litúrgica, em que o Senhor atua e realiza o seu mistério de comunhão, permanece naturalmente válida, mas deve ser reinserida no justo equilíbrio. 

Com efeito, como muitas vezes acontece, para destacar um aspecto se acaba por sacrificar outro. Neste caso, a acentuação dada à celebração da Eucaristia foi em detrimento da adoração, como ato de fé e de oração dirigido ao Senhor Jesus, realmente presente no Sacramento do altar. Esse desequilíbrio teve repercussões também na vida espiritual dos fiéis. De fato, concentrando toda a relação com Jesus Eucaristia somente no momento da Santa Missa, corre-se o risco de esvaziar de Sua presença o restante do tempo e do espaço existenciais. 

E assim se percebe menos o sentido da presença constante de Jesus no meio de nós e conosco, uma presença concreta, próxima, entre as nossas casas, como “Coração pulsante” da cidade, do país, do território com as suas várias expressões e atividades. O Sacramento da Caridade de Cristo deve permear toda a vida cotidiana.

Na realidade, está errado contrapor celebração e adoração, como se estivessem em concorrência uma com a outra. É justamente o contrário: o culto do Santíssimo Sacramento constitui o “ambiente” espiritual dentro do qual a comunidade pode celebrar bem e em verdade a Eucaristia. Somente se for precedida, acompanhada e seguida por essa atitude interior de fé e de adoração, a ação litúrgica poderá expressar seu pleno significado e valor. 

O encontro com Jesus na Santa Missa se realiza realmente e plenamente quando a comunidade é capaz de reconhecer que Ele, no Sacramento, habita a sua casa, nos aguarda, nos convida à sua ceia e, a seguir, depois que a assembleia se desfaz, permanece conosco, com a sua presença discreta e silenciosa, e nos acompanha com a sua intercessão, continuando a recolher os nossos sacrifícios espirituais e a oferecê-los ao Pai.

A esse propósito, quero ressaltar a experiência que viveremos juntos esta noite. No momento da adoração, nós estamos todos no mesmo plano, de joelhos diante do Sacramento do Amor. O sacerdócio comum e o ministerial se encontram acomunados no culto eucarístico. É uma experiência muito bela e significativa, que vivemos diversas vezes na Basílica de S. Pedro, e também nas inesquecíveis vigílias com os jovens – lembro por exemplo as de Colônia, Londres, Zagreb e Madri. 

É evidente a todos que esses momentos de vigília eucarística preparam a celebração da Santa Missa, preparam os corações ao encontro, de modo que isso resulte ainda mais frutuoso. Estar todos em silêncio prolongado diante do Senhor presente no seu Sacramento é uma das experiências mais autênticas do nosso ser Igreja, que acompanha de modo complementar a celebração da Eucaristia, ouvindo a Palavra de Deus, cantando, aproximando-se junto da ceia do Pão da Vida. 

Comunhão e contemplação não podem se separar, vão juntas. Para comunicar realmente com outra pessoa devo conhecê-la, saber estar em silêncio ao seu lado, ouvi-la, olhá-la com amor. O verdadeiro amor e a verdadeira amizade vivem sempre desta reciprocidade de olhares, de silêncios intensos, eloquentes, repletos de respeito e de veneração, de modo que o encontro seja vivido profundamente, de modo pessoal e não superficial. 

E, infelizmente, se falta esta dimensão, também a própria comunhão sacramental pode se tornar, da nossa parte, um gesto superficial. Ao invés, na verdadeira comunhão, preparada com o colóquio da oração e da vida, nós podemos dizer ao Senhor palavras íntimas, como as que ressoaram agora há pouco no Salmo responsorial: “Sou teu servo, filho de tua serva, rompeste os meus grilhões. Vou te oferecer um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor” (Salmo 115, 16-17).

Agora gostaria de passar brevemente para o segundo aspecto: a sacralidade da Eucaristia. Também aqui sofremos no passado recente com certa incompreensão da mensagem autêntica da Sagrada Escritura. A novidade cristã quanto ao culto foi influenciada por uma mentalidade mundana dos anos 60 e 70 do século passado. É verdade, e permanece sempre válido, que o centro do culto já não está mais nos ritos e nos sacrifícios antigos, mas no próprio Cristo, na sua pessoa, na sua vida, no seu mistério pascal. 

E, todavia, desta novidade fundamental não se deve concluir que o sagrado não existe mais, mas que encontrou sua realização em Jesus Cristo, Amor divino encarnado. A carta aos Hebreus, que ouvimos esta noite na segunda Leitura, nos fala justamente da novidade do sacerdócio de Cristo, “sumo sacerdote dos bens vindouros” (Hb 9, 11), mas não diz que o sacerdócio acabou. Cristo “é mediador de uma nova aliança” (Hb9,15), estabelecida no seu sangue, que purifica “a nossa consciência das obras mortas” (Hb9,14).

Ele não aboliu o sagrado, mas o levou a cabo, inaugurando um novo culto, que é sim plenamente espiritual, mas que todavia, até que estejamos em caminho no tempo, se serve ainda de sinais e de ritos, que desaparecerão somente no fim, na Jerusalém celeste, onde não haverá mais nenhum templo. Graças a Cristo, a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa, e, como acontece para os mandamentos, também mais exigente! 

Não basta observar o rito, mas se requer a purificação do coração e o envolvimento da vida. Apraz-me sublinhar que o sagrado possui uma função educativa, e seu desaparecimento inevitavelmente empobrecerá a cultura, de modo particular a formação das novas gerações.

Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada e não mais necessária de sinais sagrados, fosse abolida esta procissão urbana de Corpus Domini, o perfil espiritual de Roma resultaria “esvaziado”, e nossa consciência pessoal e comunitária se tornaria enfraquecida. Também pensamos em uma mãe e em um pai que, em nome de uma fé dessacralizada, privassem seus filhos de qualquer ritual religioso: na realidade terminariam por deixar o campo livre a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, e a outros ritos e a outros sinais, que mais facilmente poderiam se tornar ídolos. 

Deus, nosso Pai, não fez assim com a humanidade: enviou seu Filho ao mundo não para abolir, mas para dar cumprimento também ao sacro. No cume desta missão, na última Ceia, Jesus instituiu o Sacramento de seu Corpo e de seu Sangue, o Memorial de seu Sacrifício Pascal. Assim fazendo Ele mesmo se colocou no lugar dos sacrifícios antigos, mas o fez dentro de um rito, que mandou os Apóstolos perpetuar, qual sinal supremo do verdadeiro Sagrado, que é Ele mesmo. 

Com esta fé, queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje e cada dia o Mistério Eucarístico e o adoramos como centro de nossa vida e coração do mundo. Amém.