terça-feira, 18 de junho de 2019

A IGREJA QUE RENASCE NAS ÁGUAS DO ROCIO.

Veículo da Missão: Na ótica eclesial, contextualizando com a missão do laicato no mundo, estaremos publicando na próxima sexta-feira 22, matéria com imagens da romaria do último domingo 16 de Junho ao Santuário de Nossa Senhora do Rocio em Paranaguá.

Matéria: Tarcísio Cirino

A BOA COMUNICAÇÃO QUE MUDA PARADIGMAS É FEITA COM A LIBERDADE.

Em tempos de pós-verdade, em um contexto cada vez mais plural, a missão do comunicador consiste em mudar paradigmas, promovendo a cultura do encontro, hoje tão necessário. Muitas vezes, a comunicação se submete aos interesses do corporativismo e do clericalismo fortalecendo às ideologias em prol dos fins políticos ou econômicos.
O que faz bem à comunicação é o comunicador ser livre para levar com transparência a verdade à sociedade e em primeiro lugar, a parrésia, isto é, a coragem de falar com franqueza e liberdade até as últimas consequências.
A liberdade deve ser também, em relação aos lugares-comuns, às fórmulas pré-fabricadas, que acabam por anular a capacidade de comunicar. Na complexidade da vida real, é um erro frequente que se comete quando se quer que a comunicação seja mais rápida e menos reflexiva. Uma comunicação autêntica está preocupada em falar à pessoa humana, na sua integralidade a sua mente e coração, para que saiba ver para além do imediato e para além de um presente que corre o risco de não ter memória do passado e ser temoroso no caminho para o futuro.
Muitas vezes, ao invés de percorrer o caminho da compreensão, se prefere apresentar indivíduos como se pudessem ser capazes de resolver todos os problemas e sobre os quais se descarrega toda a responsabilidade da falta de comunicação.

Para que a comunicação possa chegar ao coração humano na sociedade é necessário credibilidade, espiritualidade, fruto da vida de oração do comunicador e por consequência consegue comunicar sem difamar, estando disposto também a receber dos outros as boas e nem tão boas notícias que trazem conhecimento, maturidade e sabedoria ao comunicador para que possa produzir uma boa comunicação.
Texto: Tarcísio Cirino.
05-06-2019

sexta-feira, 14 de junho de 2019

CONHECER PARA RESPEITAR: ROTA RELIGIOSA DE CURITIBA.

Professores de história, estão realizando um belíssimo trabalho, sendo agentes turísticos em Curitiba, transmitindo aos visitantes turistas e curitibanos da capital paranaense o conhecimento da história da cidade, Fé, e religiosidade popular, através de roteiros turísticos.

Veículo da Missão: a convite no último sábado 27, fomos conhecer o trabalho dos agentes da Prefeitura de Curitiba, e após conhecer o roteiro turístico religioso, estamos publicando em vídeo, a primeira parte daquilo que vimos e ouvimos, e que nos ajuda muito a conhecer para respeitar a diversidade, pluralidade religiosa e valorizar, índios, negros, em especial em nosso tempo o povo mais pobre.

Nas escolas, foi nos ensinado que Curitiba, nasceu através do trabalho dos italianos, poloneses, ucranianos, alemães, japoneses; e no entanto esqueceram de contar que aqui estava os índios, os negros, que contribuíram muito trabalhando na construção da cidade, em especial na história  das comunidades.

A força do espirito na sacralidade, promoveu a gênesis e deu origem a diversidade de culturas religiosas, com o  nascimento dos bairros na cidade sorriso.

Um exemplo que nos ajuda a compreender o passado e o presente, é, Santa Cândida, um dos bairros da capital paranaense, localizado no ponto mais alto de Curitiba - Brasil; que vem sendo notícia nos últimos anos e passou a ser conhecido no mundo, através das grandes mídias, com a cobertura da Lava Jato.

O que muitas pessoas não sabem é que no bairro de Santa Cândida, está um dos maiores terreiros de Umbanda do Brasil, e outras culturas fruto do sincretismo religioso, que no percurso da história foi se instalando nas periferias de Curitiba.

E como foi nascendo a diversidade, pluralidade de culturas na capital paranaense?

Quando falamos do início da cidade de Curitiba a história nos faz lembrar os poloneses, italianos, ucranianos, alemães, japoneses, outros,  e  esquecemos na história, o bem que fez os mais pobres os negros, índios que tanto contribuíram com seu trabalho nas construções que deu origem ao povoado da capital do Paraná.

No início a burguesia não permitia que os escravos, negros, marginalizados, entrassem na igreja.

As famílias contribuía financeiramente na construção do templo religioso e os primeiros lugares dentro da igreja, era reservado para as famílias mais abastadas .

Os bancos dentro da igreja, era reservado e marcado com os nomes das famílias mais ricas; da frente do altar para trás, até o fundo da igreja: de acordo com suas posses financeiras.

Em nosso tempo a começar por São João Paulo II: a igreja tem pedido perdão pelos pecados cometidos; e segundo alguns depoimentos do Papa Francisco, o clericalismo é uma peste, um mal, uma perversão da igreja, da qual é preciso iniciativas e sair desta enfermidade que escraviza.

Obs: As imagens no vídeo a cima é apenas um aperitivo, que nos ajuda a compreender a história, e cultura religiosa na casa em comum no passado e nos ajuda a compreender nossa missão no presente, com um olhar para o futuro.

Em breve estaremos publicando a 2° parte.

Matéria: Tarcísio Cirino
28-04-2019

A HISTÓRIA DAS CAPELINHAS: QUAL É O MISTÉRIO DO MOVIMENTO DE NOSSA SENHORA?

A primeira visita de Nossa Senhora das capelinhas no Brasil, aconteceu no ano 1914, através da aprovação e benção do arcebispo de Mariana: Dom Silvério Gomes Pimenta, que deu início a organização da igreja doméstica, através da visita domiciliar das capelinhas de Nossa Senhora, de onde rapidamente chegou a capital de Minas Gerais, e expandiu para outras dioceses do Brasil.

Mariana nos dias atuais é bastante conhecida através dos noticiários nas grandes mídias e particularmente me faz pensar na irresponsabilidade das Políticas Públicas, através da lama que destruiu uma comunidade e depois Brumadinho, de onde a lama ceifou muitas vidas.

A lama que por décadas, escravizou o povo e no mistério estou a refletir a lama do Rio Paraíba, onde permaneceu a imagem de Nossa Senhora Aparecida a Padroeira do Brasil.

Talvez o amigo leitor, esteja ai se perguntando; mais como as capelinhas de Nossa Senhora, chegaram ao arcebispo Dom Silvério Gomes Pimenta em Mariana -Minas Gerais - Brasil?

Bom é a história que vamos contar a partir de agora, para que você conheça, e possa transmitir as próximas gerações de onde e  como nasceu o movimento de Nossa Senhora das Capelinhas no mundo.

Eu sou Tarcísio Cirino,  e no governo do arcebispo Dom Moacyr José Vitti em Curitiba, fui convidado a ser o assessor de comunicação do Movimento de Capelinhas, e após anos de pesquisas, estou levando a conhecimento de todos a história de como nasceu o Movimento de Capelinhas e como este movimento de leigos da Igreja, chegou ao Brasil.

ORIGEM DO MOVIMENTO.

Na progressista cidade de Guayaquil em 26 de agosto 1888 na República do Equador, teve inicio a visita domiciliar das capelinhas de Nossa Senhora, através do Cônego José Maria Santistevan, que organizou as capelinhas de Nossa Senhora, sob a denominação de "Visita Circulante do Imaculado Coração de Maria".

Do Equador estendeu-se pelo caminho ás Republicas do Chile, Argentina, Perú, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Panamá, Cuba, Estados Unidos; com as bençãos dos episcopados e sob as atividades e direção dos Missionários Cordimarianos, que através das pregações, gerou frutos.

ORIGEM DAS DIRETRIZES DO MOVIMENTO.

Em 26 agosto de 1913, o apostólico missionário cordimariano P. D. Jánariz, sob as normas e estatutos que deve reger a organização das capelinha de Nossa Senhora, fundou na cidade de Aranda de Duero, na Espanha a visita domiciliar de Nossa Senhora das capelinhas, inscrevendo 600 famílias na cerimônia de instalação.

No final de 1914 a "Obra da Visita Circulante" do Chile, publicou na tipografia "Claret" um precioso e interessante Manual de 87 páginas, aprovado, com a data de 5 de Novembro de 1913, pelo Exmo. Sr. Internúncio Apostólico daquela República e em 16 de abril de 1914, foi aprovado por S.Exia. o Sr. Arcebispo de Santiago.

Da Espanha depois da aprovação do Sr. Núncio apostólico de sua Santidade, e das autoridades eclesiásticas em 18 Janeiro de 1914, com aprovação de mais de 40 Bispos, a igreja doméstica de Nossa Senhora das Capelinhas, espalhou-se para a França, Itália, Alemanha, Inglaterra, Portugal, e da Europa os missionários levaram o movimento de capelinhas para a Africa, Ásia, e Oceânia, conforme registro ( Cfr. "Manual de la Visita Domiciliária del L.C de Maria", pelo P. D. Janáriz - Madri, 1923).

No Brasil, com aprovação e benção do Arcebispo de Mariana em Minas Gerais, o movimento de Nossa Senhora se espalhou e vale lembrar que o território da arquidiocese no contexto da época era grande, e as capelinhas de Nossa Senhora, foi chegando em outras dioceses do Brasil, e chegou a arquidiocese de Curitiba, no governo do arcebispo Dom Ático Eusébio da Rocha; e teve inicio a organização das capelinhas, através do Missionário Claretiano Pe. Roberto Perez, que motivou a visita das capelinhas de Nossa Senhora aos domicílios das famílias da Paróquia Imaculado Coração de Maria, no bairro Água Verde, Curitiba, com a inauguração em 26 agosto de 1937.

ARQUIDIOCESE DE CURITIBA.

Da Paróquia Imaculado Coração de Maria, as capelinhas de Nossa Senhora, foi se espalhando por toda Curitiba, e nas diversas cidades do Estado do Paraná, de onde nasceu muitas comunidades Paroquiais.

No ano 1967, o arcebispo Dom Manuel da Silveira D'Elbox, vendo os frutos do Movimento de Capelinhas, nas Comunidades de Comunidades, e percebendo que muitas Paróquias estava transformando o Movimento de Capelinhas em uma Pastoral; o bom arcebispo, resolveu criar a diretoria Central do Movimento de Capelinhas, do qual o  arcebispo denominava Apostolado das Capelinhas e incumbiu o bispo auxiliar Dom Pedro Fedalto a acompanhar este Apostolado.

Em 1969, o arcebispo Dom Manuel, promoveu em Curitiba, o primeiro Congresso do Movimento de Capelinhas no mundo, e a partir deste evento, o movimento se expandiu para para Santa Catarina, Rio Grande do Sul, outros estados e Países.

Obs: Demais informações do primeiro Congresso do Movimento de Capelinhas no mundo é só clicar neste link:  .http://missoespopulares.blogspot.com/2018/12/50-anos-1-congresso-no-brasil-das.html

Em 2011 a pedido do arcebispo Dom Moacyr José Vitti, foi feito uma pesquisa para saber quantas mensageiras(os), o Movimento de Capelinhas tinha na Arquidiocese de Curitiba, e se concluiu a pesquisa com 10.500 mensageiras(os), onde consideramos o número oficial de 10 mil mensageiras(os).

O  Movimento tem como objetivo: evangelizar as famílias através da visita de Nossa Senhora na capelinha, sendo instrumento propagador da Palavra de Deus; favorecendo a união fraterna, através da oração em especial o terço, para despertar na família as vocações sacerdotais, religiosas, com incetivos material e espiritual, aos seminários.

Dos 100% das doações feita através das famílias que recebe a visita da capelinha de Nossa Senhora, 90% vai para os seminários na  ajuda material da formação do futuro Padre; sendo repassado as doações da seguinte forma.


45% Seminário Religioso
45% Seminário Diocesano
10% Movimento de Capelinhas a nível Paroquial.

Matéria: Tarcísio Cirino.
06-04-2019


VOCAÇÕES NÃO É STATUS: É UM CHAMADO DE DEUS QUE TRAZ ALEGRIA E SOFRIMENTO.

Certo dia um jovem, ouviu o chamado e deixou sua casa, família, e na humildade, simplicidade, foi para o seminário, obediente a voz de Deus.

Depois de alguns anos, chegaram para o jovem de pele negra, e disseram: olha é melhor você renunciar e voltar para casa, pois se você continuar o caminho, o discipulado, entrefará muitos obstáculos, aqui, e na sociedade.

O jovem José, depois de renunciar, não teve coragem de voltar para casa e contar para a família o acontecido.

Depois de alguns anos, caminhando e trabalhando de uma cidade para outra, foi para o Rio de Janeiro, acompanhado de outros ( 4) jovens,  participar do primeiro: Congresso Eucarístico do Brasil.

Chegando no Rio de Janeiro os jovens foram acolhidos na casa do jovem Bispo: Dom Hélder Câmara, que ao acolher os peregrinos; pediu que eles contassem sua história de vida, seus sonhos, e os motivos que os trazia ao Congresso Eucarístico.

O Sr.Bispo: atentamente ouvindo os jovens em sua casa, por último ouviu o jovem negro José, contar sua história de vida e seus sonhos. 

Depois de ouvir José, o Bispo fez um breve silêncio:  tirou o anel de seu dedo e colocou no dedo de José e disse: Vai evangelizar o mundo!

Voltando para casa após o encerramento do congresso eucarístico, os militares prenderam os jovens e espancaram na central do Brasil, mais um deles conseguiu escapar do martírio e voltar para sua família.

 Muitas vezes vi José chorar, por seus amigos.

José é meu Pai e depois de seu falecimento recebi como herança espiritual o seu anel.

Eu sou Tarcísio, e no caminho espiritual, social, por onde tenho trabalhado; algumas boas lideranças tem feito a seguinte pergunta; irmão quantos sacerdotes negros você conhece? 

Como você consegue sobreviver, comunicando com uma linguagem que atinge multidões e provoca atenção de muitos clericalizados em um mundo onde predomina o corporativismo e outras formas de ismo; não seria também você um leigo clericalizado?

Na verdade não! 
Não nasci para isso, e nem tenho está pretensão.

Sou um comunicador, que procura honrar Pai e Mãe; que simpatiza com a causa dos mais fracos, os pobres, desempregados, idosos, marginalizados, excluídos, enfermos, e procuro na casa comum dar voz, para aqueles que precisam ter voz, na esperança que também você, possa ouvir o chamado e solidarizar na missão de evangelizar o mundo e suas periferias existenciais. 

Nossa reflexão: Tarcísio Cirino
10-05-2019

NOSSA REFLEXÃO: É UMA GRAÇA SENTIR QUE DEUS FALA EM NOSSA CONSCIÊNCIA.

Vivemos em um tempo, onde somos mais emotivos e menos racional; e isso pode nos frustar em nossa caminhada e trazer sérios prejuízos para nosso crescimento de fé, pois parte da comunidade, sociedade, no dia a dia, as pessoas tem uma tendência a ser mais emotivas, e menos racional e sem um equilíbrio entre a razão e a emoção, com a falta de coerência no caminho, podemos fazer uma leitura com uma interpretação errônea, no que se refere ao chamado de Deus, para o serviço no contexto da casa em comum.

Todos nós ao longo do caminho, vamos recebendo a todo instante através das redes sociais, whatsapp, rádio, Tv, notícias das Politicas Públicas em nosso País, e tudo aquilo que é notícia no mundo, e na igreja. 

A somatização de todas as informações e notícias que vamos recebendo, vai produzindo em mim, você, nós, um sentimento para o bem ou para o mal? Que pode nos deixar cegos, perdendo a direção no caminho.

Na dúvida a palavra de Deus, é nossa bússola e nos ajuda a sair da escuridão e encontrar Luz, para manter a direção e seguir o caminho.

Um exemplo: de um Profeta, na Palavra de Deus, que-se deixou levar pelos sentimentos, e foi ao fundo do poço; ou melhor, foi ao fundo do navio o porão, e chegou ao fundo do mar é o Profeta Jonas.

E este Profeta Jonas, nos ajuda a compreender o mundo onde estamos inseridos. 

Mais quem é o Profeta Jonas? De onde ele vem? O que ele viu em seu País, que o motivou a fugir de Deus?

Veículo da Missão: Temos recebido regularmente sugestões, através de nossa caixa de mensagens, para produzir, matérias em texto ou vídeos curtos, breve, de formação com espiritualidade.

De nossa parte os vídeos estão sendo editados e em breve, estará sendo publicados. 

Em síntese, para você que visualiza está página em diversos Países, são sugestões que chegaram através dos amigos, para que publiquemos matérias formativas com espiritualidade, reflexão, sem perder a linguagem que faz desta página uma das bem visualizadas no seguimento cristão.

Dito isso, agradecemos as sugestões e colaboração de todos, e dentro de nossas possibilidades, estaremos publicando e dando sequência na reflexão a cima nos próximos dias, partindo das origens do Profeta Jonas, com diversas reflexões durante o ano.

Não perca na próxima semana: Nossa Reflexão.

Reflexão: Tarcísio Cirino
25-05-2019

REFLEXÃO: COMO VENCER A INFESTAÇÃO DO MAL?

Não sou especialista no assunto; e nunca gostei de falar sobre as forças da fumaça que vem vagando pelo mundo, a séculos.

Observando o caminho por onde tenho caminhado e com a experiência de quem trabalha desde jovem, procurando contribuir na construção do reino de Deus, resolvi falar um pouco do vírus que tem contaminado parte das "pessoas" na sociedade, em nosso tempo.

O mal existe, é como um vírus é real, uma infestação que vai vagando como uma fumaça pelo ar, e vai entrando nas pessoas de forma estratégica, e aos poucos vai encantando, seduzindo e dando "sensação de força, poder" ao longo do caminho a outras pessoas na sociedade e aos poucos a fumaça vai destruindo o que é bom na comunidade, no ser humano; criado a imagem e semelhança de Deus.

Essa fumaça com o vírus do encardido por onde passa, vai contaminando até mesmo aqueles que pensam estar vacinados.

Em nosso tempo, é preciso encontrar um antídoto para destruir esse vírus, e me parece que o remédio para que a nossa geração, possa ter forças para vencer o mal e caminhar na Luz: é a espiritualidade que vem da vida de oração.

Na vida de oração, jejum, caridade, alcançaremos a vitória e teremos forças para comunicar a boa noticia do evangelho de Jesus Cristo, e assim prosperará a construção do reino de Deus.

Reflexão: Tarcísio Cirino
13-02-2019