sábado, 21 de julho de 2018

O REINO DE DEUS, ESTÁ NO MEIO DE NÓS, EM NOSSO CORAÇÃO, NA NOSSA CONSCIÊNCIA!!

Nos dias de Jesus, Israel estava sob o domínio opressor dos Romanos, e eram obrigados a pagar altas taxas aos seus dominadores e viviam sob grande humilhação. 
Os judeus acreditava que quando o Messias chegasse e estivesse no meio deles,  iria se tornar o rei de Israel, comandando as tropas para os libertar do jugo romano, no entanto Jesus veio cumprir uma missão muito maior do que eles tinham imaginado, mais não compreenderam.
As gerações do tempo de Jesus, inclusive os seus discípulos acreditava que Ele o Messias, iria derrotar a supremacia Romana.
 Diante das expectativas da chegada do Messias, ficaram frustados, pois não compreenderam  a mensagem do missionário enviado pelo Pai, com o novo projeto, do reino de Deus. 
João 18:36: “O meu reino não é deste mundo, se o meu reino fosse deste mundo, os meus súditos teriam combatido para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas meu reino não é daqui”.
O missionário Jesus, anunciou um novo reino, com a finalidade de libertar o povo do jugo que escravizava através da ignorância a fim de anunciar o reino de Deus, com perdão, justiça, amor, verdade. 
 Fundou um reino que não é governado por governantes corruptos, mas um novo reino que começa neste mundo e já está em nosso meio, no meio de nós, através daqueles(as) que "Ele mesmo chamou pelo nome".
Texto: Tarcísio Cirino
20-07-2018

PARA ONDE IREMOS? NEOPENTECOSTALISMO?

Em tempos de "Pós-Verdade", muito se tem falado, através das redes sociais, e nas rodas de conversas, que o Paraná é um laboratório, de onde-se exporta ás suas experiências para toda a igreja do Brasil. 


Não posso afirmar que isso seja verdade, o que posso fazer é compartilhar, com você, as experiências que vivi, trabalhando, coordenando e participando das missões, a nível de arquidiocese de Curitiba, em especial, a partir do ano 2000, e mais tarde fazendo parte da "Assembleia do Povo de Deus", Regional Sul II.

Em nossas reuniões, pós-missões 2000, entendia-se, que a grande problemática social das diversas comunidades, no que-se refere aos trabalhos das Pastorais e Movimentos Sociais, erá o crescimento das diversas denominações neopentecostais nos bairros, grupos e movimentos de raízes  "neopentecostal",  que crescia muito em todas comunidades católicas, trazendo dentro do contexto da época, sérios prejuízos a liturgia.

Estes movimentos de forma estratégica, oferecia as comunidades, os serviços que as instituições: igreja, escolas, sindicatos, governo, não fazia: E utilizando-se de escolas de formação de oratória para oração,pregação,louvor, atraia o povo, em especial os jovens, através da "emoção".

Com ferramentas de última geração,o neopentecostalismo, trabalhava as enfermidades existenciais de nosso século, através da mobilização da sociedade, para a pertença ao grupo,movimento, e procurava neutralizar no campo espiritual, e na sociedade com maestria o seu "inimigo", que entendia ser aqueles que pensa diferente, tendo como foco á "Teologia".

As formações de oratória dos leigos(as), funcionava, e o movimento crescia e produzia frutos bons, mais também nascia e crescia os frutos maus, com muitos excessos, através de radicais.  

Em nosso meio, nas reuniões, a quem pensava, que o único meio de corrigir os excessos dos grupos radicais, seria encontrar um Padre, que com conhecimento de causa, e "Equilíbrio",trabalhasse nesse meio.

Outros dizia que a solução era repensar os "Conselhos Pastorais das Paróquias", com um novo modelo de CCPs: onde todas coordenações de Pastorais, movimentos, se reunia junto ao Pároco, em reunião e realizava uma eleição para a escolha de uma coordenação geral, que passava a ser o responsável junto ao "Conselho Pastoral" da Paróquia; á realizar  o planejamento das atividades Pastorais,Liturgia, ficando as "Pastorais e Movimentos", responsável em realizar aquele planejamento, do CCPs, em todas comunidades, sendo patrocinados pelo CAE.

Em síntese, após as reuniões pós-missões o COMIDI: ficou responsável em trabalhar a organização e formação do novo modelo de "Conselho Pastoral CCPs", com a criação de COMIPAS, em todas Paróquias, e a implantação da infância missionária.

Na sequência foi organizado uma comissão de Padres, para trabalhar na formação do "Laicato", no que se refere a liturgia e cânticos nos "Setores Pastorais da arquidiocese de Curitiba", sendo: Pe.Gilson Camargo CM, Cônego Pedro Vílson Soares, Pe.Reginaldo Manzotti, e uma irmã religiosa.(Não lembro o nome)

Estas iniciativas contribuíram muito, no zelo a liturgia, cânticos litúrgicos, formação dos CCPs, e formação do laicato da arquidiocese de Curitiba.

Conclusão: Hoje quase 20 anos depois; Com o planejamento dos CCPs, que colocaram todos movimentos sociais e Pastorais dentro de um mesmo "Plano de Ação".

Em muitas Paróquias, onde não foi respeitado a história, espiritualidade, e planejamento dos movimentos, estes enfraqueceram, e outros entraram na UTI, e faleceram.

Mais os ramos do neopentecostalismo, continua muito vivo, em nossos dias, governando a comunicação e parte do que sobrou das muitas Pastorais e Movimentos Sociais, em nosso tempo.

Hoje com muitos na UTI, já existe quem pensa e defende que devemos formar uma "Pastoral Única", com todos(as) juntos.

A você, que está no futuro, escrevi a você, uma parte, uma síntese, do que vivenciamos, para que você conheça um pouco do passado, e construa, um projeto de futuro melhor, para todos, onde reine o amor a Paz e o Reino de Deus, aconteça.


Matéria: Tarcísio Cirino
11-03-2018

QUE MISTÉRIO TEM O PAPA?

Em tempos onde carteis, instituições, governos, utiliza os meios de comunicação, a serviço da manipulação das consciências em massa, viver o cristianismo é quase impossível e passou a ser para os santos.

Nos dias atuais é preciso urgente, um olhar, com consciência critica a realidade da conjuntura eclesial, politica, tal como ela é.

Diante do contexto, comunicar com competência e maestria estratégica, a verdade, para que a nossa geração, ou as próximas gerações, tenha consciência critica das forças e meios que governa as consciências em massa no mundo.

Com a força das grandes mídias, a religiosidade sem espiritualidade, deixou nossa geração carente, doente, e sem consciência critica.

A partir dai o homem de nosso tempo, preenche as suas carências na busca do culto ao corpo, procurando uma religião a seu gosto, buscando a felicidade no aplauso, e desta forma se preenche a carência afetiva, de onde nasce em nosso meio, em nosso tempo o grande mercado das seitas.

Em nosso tempo, quem quiser ser influente no presente para  mudar á conjuntura do mundo atual no presente, precisa amar o mundo no presente, saber escutar, discernir, e com maturidade na fé, comunicar até as últimas consequências. 

O Papa Francisco, é o modelo da comunicação no momento, pois fala na terra de Lutero, e domina com maturidade o terreno da comunicação no presente, com linguagem clara que todos compreendem, levando a boa noticia de Jesus Cristo, com a identidade da missão da igreja, sem medo da perseguição no presente.

Ideólogos fracassados se frusta, diante da comunicação do Papa Francisco, nas audiências ás quartas-feiras em Roma.

É um fenômeno de comunicação nas audiências, viagens, jornadas mundiais.  

E que mistério tem o Papa Francisco?

Milhões de pessoas de diversas idades e classes sociais, querem ouvir o Papa Francisco.

Jovens do mundo inteiro deixa o rock, para ouvir um Papa idoso, participando das jornadas mundiais da juventude.

É possível que a chave do mistério, seja uma consciência critica, atualizada para o nosso tempo, através da "Lectio Divina, com á Doutrina Social da Igreja, e maturidade na transmissão da Fé".

E Viva o Papa!!

Texto: Tarcísio Cirino
30-06-2018

LIDERANÇAS DO BRASIL: PEDEM AJUDA AO PAPA FRANCISCO

O advogado argentino Juan Grabois, consultor do Papa Francisco, em assuntos no Vaticano, do Discatério da Promoção da Vida Humana Integral, visitou o Brasil e ouviu o clamor das lideranças do Povo de Deus, na noite do último 11 junho, no encontro com lideranças e representantes de Universidades, Escolas, Movimentos Sociais, Pastorais, Paróquias, da igreja do Brasil.

Durante o diálogo no encontro com parte das lideranças da igreja, foi feito pedido a Juan Grabois, que leve ás informações do que visualizou no Brasil para conhecimento do Papa Francisco.


 Após ouvir o diálogo das lideranças, me parece sem generalizar; pois é bom que se diga: no Brasil, temos, em todas dioceses um clero com muitos bons Padres e bispos santos, no entanto também existe uma minoria influente que está bem longe daqui, uma espécie de "Senhores Feudais", que em seus territórios sendo eles, apajeados por lideranças que nascem do clericalismo, estes, coloca os pobres cristãos á trabalhar em um ativismo forte na construção da casa grande.


Com um método de espiritualidade nas nuvens, estes "Senhores", impõe uma agenda de trabalho nas construções que impossibilita os cristãos de pensar, descansar, ter lazer com a família, estudar os documentos do Papa, e a partir dai, ás consciências ficam anestesiadas na conjuntura eclesial, politica, através da força das grandes mídias de comunicação, que manipula ás consciências. 


Diante da estrutura, a nova Paróquia, com ás mudanças que precisa acontecer no contexto eclesial, só será possível em nosso tempo, através dos leigos, tendo eles, formação atualizada dentro da conjuntura atual, com apoio e ajuda dos bons e santos Padres.


Dito isso, vemos nos dias atuais "Leigos, Padres", com medo de se posicionar, pois se alguém navegar contra o sistema e decidir lutar pela causa dos pobres, estes são perseguidos e até excluídos do trabalho em algumas comunidades.

Diante do contexto, as lideranças do Brasil entregaram cartas a Juan Grabois, e pediram que as informações chegue até o Papa Francisco, na esperança que nossa geração, perca o medo e se coloque no caminho da nova evangelização.

 Matéria: Tarcísio Cirino
 18-06-2018

A IGREJA INVISÍVEL: PASTORAIS SOCIAIS

Veiculo da Missão: Me lembro como se fosse hoje, quando na história do Brasil, um Papa, visitou pela primeira vez esta terra da Santa Cruz.

Depois de algumas décadas, ainda posso ouvir a sua voz o seu clamor, gritando em meus ouvidos através de São João Paulo II;"O Brasil precisa de santos, o Brasil precisa de muitos santos!" 

O Brasil precisa muito de você..

Em tempos onde predomina o gnosticismo, pelagianismo, pós-verdade: as grandes mídias a serviço das grandes instituições, organizações, conglomerados financeiros internacional, manipula a consciência do povo, na conjuntura social econômica e politica, para no presente e no futuro próximo assumir agenda de governo, com aqueles que representa os interesses dos grandes bancos, e dentro deste mundo cruel das tecnologias que escraviza as pessoas, somos desafiados a ser livres, sendo igreja, e juntos lutar pela causa do povo que sofre, em especial os mais pobres.   

Me parece que é dentro deste contexto que somos chamados a cumprir a nossa missão, sendo igreja, comprometida com a "Casa Comum", que muitas vezes por inocência ou falta de conhecimento, sofre com as mazelas de nosso sistema de governo politico global, onde todos(as) estamos inseridos, e padecemos.

A Comissão Pastoral da Ação Social Transformadora, realizou nos dia 04 a 06 Maio na casa de encontros dos Freis Carmelitas na Vila Fanny, em Curitiba, o 9° Encontro das Pastorais Sociais e Organismos do Regional Sul 2 CNBB, com a participação dos representantes das 18 dioceses do Paraná, na coordenação de Jardel Neves Lopes, sendo o tema do encontro: Alegrai-vos e Exultai-vos ( Gaudete et Exultate )
Após reunião com as coordenações das Pastorais Sociais, aconteceu no sábado dia 05, na parte da manhã, estudo de análise de conjuntura econômica social com o cientista político, Masimo Della Justina, professor do Departamento de Ciências Econonomicas da PUCPR, mestre pela London School of Economics.
 Masimo, aprofundou análise conjuntural e Estrutural da economia e da política no contexto global, para que todas coordenações das Pastorais Sociais, compreendesse, como os grandes Países,
conglomerados financeiros, utiliza-se da boa fé das pessoas, influenciando através das grandes empresas, mídias, e  descarta as pessoas e governos em momentos oportuno de acordo com os interesses financeiros, para controle econômico e politico do País.
Na parte da tarde aconteceu estudo da nova encíclica do Papa Francisco: GAUDETE ET EXSULTATE, com o teólogo João Santana.
No domingo ás 7:30h o dia começou com a Santa Missa, presidida por Dom Francisco Cota, bispo referencial das Pastorais Sociais. 

Na sequência as coordenações das Pastorais Sociais do Regional Sul 2 CNBB, se reuniram com as coordenações das demais Pastorais, para dialogar, estudar como trabalhar a evangelização de nosso tempo em conjunto, com as demais Pastorais.

O encontro encerrou ás 12:00h, domingo dia 06 de Maio, com oração e benção dos sacerdotes presentes.

Obs: No vídeo á cima, selecionamos a fala da coordenação da Pastoral Carcerária, Pastoral indígena, com a reflexão de Dom Francisco Cota, e imagens do encontro. 

Em breve, publicaremos vídeos exclusivos de todas Pastorais Sociais, presente neste encontro.

Matéria: Tarcísio Cirino
07-05-2017


CONVITE A CONSELHOS PASTORAIS

No último sábado 23 de junho, lideranças das 07 Paróquias do Setor Colombo, participaram de uma manhã de formação na Paróquia Santa Terezinha de Lisieux, arquidiocese de Curitiba.

O evento de formação teve inicio com Pe.Regis Soczek Bandil, que motivou as lideranças e trabalhou de forma breve a "Exortação Apostólica Gaudete Et Exsultate, do Papa Francisco, onde fala sobre o chamado a santidade no mundo atual".

Na sequencia Dom Francisco Cota, motivou e orientou as lideranças, através dos documentos 100, 105, 106, 107 da CNBB. 

No vídeo á cima, uma pequena síntese, um aperitivo do que foi o encontro do Setor Colombo, com imagens onde Dom Francisco Cota, convida os meios de comunicação, rádios, mídias sociais, a divulgar o "Convite: Missa de 7° dia", conforme sátira no áudio e as orientações no vídeo, publicado à cima.

O encontro foi de alto nível, com a presença e animação do Grupo Afro, Pe.André Marmilicz CM, Pe.Tadeu Camilo, Pe.Jefferson Costa, diáconos, coordenadora: Josiane Andrade do Movimento de Capelinhas e Comissão 13, Coordenador do Setor Tarcísio Cirino, e cerca de 500 lideranças das 7 Paróquias do Setor Colombo, envolvidos com os trabalhos de Grupos de Reflexão.

Matéria: Tarcísio Cirino
25-06-2018

sexta-feira, 20 de julho de 2018

APROVADO TEXTO DE ORIENTAÇÕES PARA MÍDIAS CATÓLICAS DO BRASIL.


O Conselho Permanente da CNBB, reunido entre 24 e 26 de outubro 2017, em Brasília aprovou com emendas e correções um texto contendo orientações pastorais dirigidas aos operadores de todas as mídias que no Brasil se apresentam como católicas. O documento foi preparado com a participação de todas as comissões pastorais da Conferência e traz considerações importantes a serem observadas na TV, no Rádio, nos impressos e nas chamadas mídias sociais da Igreja.
Dom Darci José Nicioli, presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação, coordenou todo o processo de composição do documento e foi encarregado pelo Conselho a dar continuidade ao processo que inclui a revisão, publicação, divulgação do documento por meio de ano de estudos e debates com os operadores das mídias.
Ele falou à Assessoria de Imprensa. Confira a entrevista.
Este novo documento da CNBB com orientações para a mídia católica tem que tipo de origem? Por que foi necessário fazer esse texto?
Todos os documentos que emanam da nossa Conferência Episcopal nascem da solicitude dos nós bispos em vista da animação da ação evangelizadora no Brasil. Nenhum desses textos é produzido sem essa mística. Em colegialidade fraterna, procuramos nos debruçar, na medida do possível, sobre todas as realidades que compõem a nossa ação pastoral. O campo da comunicação é importantíssimo! Lançamos o nosso Diretório Nacional para a Comunicação em 2014 e, desde aquele período, temos pensado em traduzi-lo em orientações explicitamente pastorais para ajudar os operadores da mídia católica e de todos os que atuam na mídia e assumem sua catolicidade.
“vivendo em tempos de grandes transformações e expansão midiática, esse ambiente da vida eclesial e social pediu dos nossos bispos uma reflexão mais específica”
Dom Darci José Nicioli
A necessidade de orientação para campos específicos do apostolado é comum à nossa ação evangelizadora. E vivendo em tempos de grandes transformações e expansão midiática, esse ambiente da vida eclesial e social pediu dos nossos bispos uma reflexão mais específica. Foi por isso que, por longos meses, estamos trabalhando nesse texto que foi aprovado pelo Conselho Permanente da CNBB e que, logo, estará nas mãos de todos os irmãos e irmãs que atuam em todas as mídias. Não é um texto pronto e acabado, mas um instrumento de estudo que poderá receber a influência de todos os que, efetivamente, atuam em mídias em nome da Igreja.
Quem são, então, os destinatários desse documento? A CNBB apresenta essas orientações aos diretores, responsáveis ou a todos os comunicadores católicos?
Os bispos decidiram falar aos operadores de todas as mídias que se apresentam como católicos diante da sociedade, tanto os que atuam em veículos da Igreja como aqueles que ocupam espaços próprios ou de terceiros e querem se comunicar a partir da experiência de fé vivida na Igreja Católica. Isso significa que o documento é dirigido a proprietários, diretores, redatores, editores, apresentadores, artistas, repórteres, produtores de conteúdo e qualquer outra pessoa – profissional ou não – que esteja na árdua tarefa de comunicar o evangelho de Cristo em todas as mídias.
“queremos chegar não apenas aos olhos e ouvidos, mas aos corações de todos aqueles que trabalham nas emissoras de TV e Rádio, ligadas à Igreja de algum modo e também aqueles que participam dos meios laicos e se apresentam neles como católicos”
Dom Darci José Nicioli
Adotamos o termo mídias para respeitar a diversidade dos espaços físicos e digitais que são hoje ocupados pela comunicação. Com isso queremos chegar não apenas aos olhos e ouvidos, mas aos corações de todos aqueles que trabalham nas emissoras de TV e Rádio, ligadas à Igreja de algum modo e também aqueles que participam dos meios laicos e se apresentam neles como católicos. Um dos destinatários pensados pelos bispos – enquanto preparávamos este documento que contou com a colaboração de vários comunicadores e de todas as comissões pastorais da CNBB – é o produtor de conteúdo na internet. Queremos também dialogar com as pessoas que assumem esse novo ambiente em sites, blogs ou redes sociais.
Quais são os principais temas abordados neste documento?
O texto é bem abrangente. Destaco alguns temas importantes: é fundamental o trabalho de todos, especialmente das mídias, em prol da unidade da Igreja; é fundamental que cada mídia consiga expressar a catolicidade; as mídias têm responsabilidades na formação da cidadania, conforme orientação da doutrina social da Igreja; as mídias também são importantes para a catequese litúrgica, uma vez que “fazem escola” nas comunidades locais; a ética dos agentes que interagem nas mídias, particularmente na questão comercial de produtos ligados ou não à religião; cumplicidade na missionariedade da Igreja; compromisso com a Palavra, a Tradição e o Magistério, pois é isso que define a catolicidade de uma Midia que se diz a serviço da Igreja.
Conforme o senhor disse, o texto ainda deve fazer um percurso antes de chegar à sua redação final. Por que desse método e como ele será aplicado?
A CNBB sempre agiu desse modo com todos os seus documentos oficiais. Há sempre um período para que as comunidades, os pastores, os padres, os religiosos, os leigos possam colaborar na formulação de caminhos para uma pastoral orgânica, uma ação evangelizadora participativa e que seja eficaz no anúncio do Evangelho de Cristo. Com esse documento não é diferente. O Conselho Permanente aprovou um texto que será publicado na série verde dos “Estudos CNBB” e este trabalho, em seguida, fará ainda um trajeto peregrinando entre os comunicadores da Igreja do Brasil, suscitando reflexão e engajamento.
“É desejável que na Assembleia Geral de 2019, depois do amplo trabalho de debates, correções, emendas e sugestões, apresentemos a proposta de um texto final, para a aprovação dos bispos”
Dom Darci José Nicioli
O Conselho Permanente encarregou a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação de animar esse processo. Logo que o texto estiver finalizado – com as últimas correções pedidas – e publicado pela CNBB, apresentaremos aos comunicadores de todas as mídias um cronograma de trabalho. É desejável que na Assembleia Geral de 2019, depois do amplo trabalho de debates, correções, emendas e sugestões, apresentemos a proposta de um texto final, para a aprovação dos bispos.
Nesse tempo de estudos, quais serão as prioridades da Comissão para a Comunicação da CNBB?
A primeira providência será de criar condições para que todos os comunicadores que atuam nas mídias no Brasil tenham acesso e possam conhecer a integralidade das orientações pastorais propostas pela CNBB. Acreditamos que isso não pode ser apenas confiado à adesão espontânea que, apesar de necessária, pode durar muito tempo. Vamos propor datas e encontros para a leitura desse texto, considerando a especificidade das mídias.
Uma segunda prioridade será aquela de fazer que essas orientações não sejam apenas conhecidas, mas experimentadas na prática de cada uma das mídias. Precisamos evitar promover debates da letra pela letra e trazer o elemento da prática para aprofundar o que o texto propõe. Nesse sentido, precisamos levar as orientações para as redações das TVs, dos Jornais, das revistas, dos produtores de conteúdo na internet, etc.
“Precisamos evitar promover debates da letra pela letra e trazer o elemento da prática para aprofundar o que o texto propõe”
Dom Darci José Nicioli
Ainda uma ação importante, entre outras que poderemos realizar no decorrer do processo, é estabelecer um cronograma para receber contribuições – a partir do conhecimento e da prática das orientações – para que sejam inseridas no texto a ser apresentado em 2019.
O senhor não acha que muita coisa para pouco tempo?
Acho sim! Mas, comunicadores católicos são arrojados e corajosos. Ninguém brinca em serviço! São criativos e céleres! Eles têm uma capacidade de produção que a maioria de nós desconhece completamente. Quando a gente vê um programa bonito, uma reportagem bacana, uma campanha legal nas mídias, às vezes, não nos damos conta que foi um grupo enorme de pessoas que trabalhou com talento, dedicação e carinho e trouxeram aquilo para o público, a tempo e a hora. Basta um bom planejamento e a adesão dos comunicadores. Nós conseguiremos!
A Igreja no Brasil merece o nosso esforço! O compromissa da fé em Jesus Cristo, nosso Redentor, pede nossa adesão para que tenhamos todas as áreas da evangelização bem refletidas nos trabalhos que são realizados no ambiente midiático. Este documento não é da Comissão de Comunicação, é um documento da CNBB e considerou a participação de todas as grandes linhas do nosso trabalho pastoral no Brasil! Gente boa! Meu agradecimento e abraço a todos!

Matéria: 27-10-2017
Fonte: CNBB