sábado, 6 de agosto de 2022

SUICÍDIO NA COMUNIDADE - 1° Parte

A comunidade dos batizados é a Igreja, no entanto ás consequências do ativismo é a tentação do carreirismo, que vai levando parte dos cristãos ao alto da pirâmide e ali ao visualizar as forças do espírito que governa ás sociedades no mundo, pode cair do alto no suicídio, e ai a importância de uma profunda reflexão. 

Com essa reflexão em 3 partes, quero ajudar o amigo leitor a compreender a missão da comunicação na conjuntura atual.

Participando de um encontro de comunicação no auditório do Santuário de Aparecida, alguns anos atrás, foi convidado um Padre para fazer a palestra e o Padre não foi e enviou uma professora em seu lugar. 

Obs: Com essa introdução, quero com outras palavras, narrar a baixo, experiências vividas, que ajudara você a pensar nos próximos capítulos e compreender a problemática em que o seguimento, está inserido.  

Todos estavam aguardando a presença do Padre, e de repente, uma professora de comunicação se apresentou e disse: Eu amo a Igreja e sendo professora de comunicação, resolvi evangelizar através das redes sociais e depois de muitos trabalhos publicados, fruto de muito estudo, me decepcionei, fiquei frustrada com as comunidades católicas, pois ninguém curtia ou fazia comentários, positivos ou negativos e cheguei a pensar que não tenho dom para ser professora e pensei que já estava na hora de desistir do trabalho. 

Foi então que conversando com uma amiga, sobre o assunto ela me aconselhou e disse: Olha amiga, tenho observado os padres nas redes sociais e olha é de arrepiar os absurdo que acontece, até a foto de um grilo no asfalto quente o povo curti, porque você não conversa com o padrezinho de sua comunidade sobre o assunto, vai que ele aceita publicar os seus textos de evangelização.

Frustrada com a situação, resolvi ir conversar com o Padre, ele pediu um tempo para a leitura dos textos e depois me disse: Olha professora o seu trabalho é excelente, só existe um problema não tenho em meu nome, páginas nas redes sociais, agora se você puder administrar com responsabilidade nas mídias a construção da página para o Padre, está autorizada a fazer as publicações em meu nome.

A professora criou a página e fez ás publicações e acredite em poucos minutos os textos de evangelização que precisava de muita reflexão, foi sendo compartilhado por "católicos de verdade" e centenas de pessoas curtia, compartilhava e comentavam: que benção Padre, lindo texto, maravilhoso, o senhor é uma benção de Deus, é isso mesmo que estávamos precisando... Parabéns! 

O Padre fez tanto sucesso nas redes sociais que em poucos meses se tornou tão conhecido, que a coordenação de comunicação da CNBB, na época, convidou a celebridade para fazer palestra no Santuário de Aparecida e diante ao contexto o Padre não foi e enviou a autora dos textos de sua página á professora, para fazer a palestra aos comunicadores do Brasil.

Não perca na próxima semana a 2° Parte!

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino


domingo, 17 de julho de 2022

A MISSÃO DA COMUNICAÇÃO NA CONJUNTURA ATUAL.

A missão dos discípulos de Jesus Cristo, nos dias atuais não é um processo fácil, pois, no último século: organizações secretas, foram crescendo de forma estratégica e tomando conta das comunidades, fortalecendo seus objetivos através de seus ideais, junto ao meio político, que culmina no controle de toda sociedade no mundo. 

Diante a conjuntura: quando não fazendo a leitura da realidade tal como ela é, transferimos a culpa dos ressentimentos e fracassos para ás pandemias ou para o secularismo, marxismo e outros ismo, que culmina também no demônio que criamos no "outro", onde,  denominamos o nosso inimigo e precisa estes ser derrotado para que sem sacrifícios de cruz, possamos ter sucesso e isso é um erro?


Sim, em nosso tempo, parece ser um sacrifício escutar ou acolher a Palavra de Deus, trabalhando na prática a construção do reino, em tempos onde o ativismo em meio a cultura missões é; benzer casas, fazer fichas de cadastro em uma espécie de censo para saber se as famílias ainda são cristãos e quantas famílias precisam de cestas básicas e outras ajudas de politicas públicas.


Diante a problemática o que fazer?


Reconhecer que não somos donos da verdade e acolher na prática o trabalho do processo da Igreja em Saída, para que ás gerações que ainda não nasceram, saibam fazer a leitura dos tempos e tenham a graça de receber o depósito da fé, para que no caminho reconstruam ás células das pequenas dioceses nas comunidades de Fé á Eclésia.


Dito isso, a partir dai me parece que, para a mensagem da boa notícia ultrapassar as fronteiras do tempo, os meios de comunicação cristãos em unidade com os demais, também na linguagem, são fundamentais no processo da transmissão da Fé.  

 

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino

sexta-feira, 1 de julho de 2022

BORA LÁ, SER FELIZ - PÓS-GRADUAÇÕES VICENTINA

Querido amigo, querida amiga.

Pedimos a sua permissão para apresentar alguns cursos de pós-graduação que a Faculdade Vicentina está lançando neste segundo semestre de 2022.

Nossos cursos são reconhecidos pelos MEC, e estão estruturados em três eixos: formação cristã (Teologia); gestão de instituições religiosas (Administração) e aprofundamento filosófico (Filosofia).

É uma excelente oportunidade para levar formação de qualidade para os leigos que atuam nas diversas pastorais, que depois poderão se tornar multiplicadores em suas comunidades. Temos descontos especiais para paróquias. Confira!

Mais informações nos links abaixo, ou respondendo a esta mensagem. 

Respeitosamente,

Faculdade Vicentina
55 anos de tradição e qualidade.
Clique no link abaixo e acesse nossas Pós- Graduações com inscrições abertas.

domingo, 26 de junho de 2022

RENUNCIAR PAIXÕES DO MUNDO E VIVER O CHAMADO!

Na longa estrada a caminho do encontro com o ressuscitado á quem diga que a marcha para Jesus se transformou na marcha do "messias", outros dizem que os feriados cristãos católico é hoje, empreendedorismo do turismo religioso politico, que investe muito em marketing e outros ainda dizem que a pregação missionária da boa notícia saiu de foco, para dar lugar ao poleiro dos "lideres que atraem, fiéis hipnotizados".

Em tempos de obesidade espiritual em uma sociedade polarizada, o mundo enterra os seus mortos e utiliza-se da ingenuidade das famílias que sofrem, em parceria com os esquemas de pastores pop star, que oferecem cura e salvação para conquistar o sucesso da audiência junto aos fiéis devotos em diversas localidades, através da tele evangelização.

As famílias ou o povo que sofre, vai sendo manipulados em suas consciências e a partir dai, torna-se como que escravos da massa consumidora de diversos produtos por influência dos esquemas da cultura de auto conservação e manutenção das mídias: livros de autoajuda, bíblias autografadas, camisetas, DVDs, entre outros produtos. 

Parece que diante a conjuntura, todos levam vantagem: as redes atraem patrocinadores, os políticos são destacados nas solenidades da fé, sendo, notícias em destaque e esses, proporcionam concessões e auxílios na pirâmide em troca do apoio das lideranças da instituição, para o marketing com foco na massa eleitora que os interessa e assim a magia do espírito midiático controla o seguimento, mantendo-o alienado para a realidade que sustenta a ordem dominante.

É dentro desse contexto que hoje, Javé faz o chamado na esperança que você que vem pelo caminho do ressuscitado, encontre os sinais da semente enterrada, onde muitos já cansados de sofrer, passam a se conformar com sua condição submissa de mortos e aceitam viver as normas do espírito desse mundo para preservar os benefícios do sistema de poder.

  

Em nosso tempo, quem procura escutar o chamado e conhecer quem é Jesus? É cancelado, no entanto no martírio da modernidade, faz, a experiência com o ressuscitado e trabalha com a vida do eterno, em prol da construção do reino de Deus, na firme esperança que quando o Senhor voltar, encontre os frutos da semente da Fé no mundo.

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

REFLEXÃO: 2022 E O FERIADÃO DE CORPUS CHRISTI.

Reflexão: Sem a motivação da confecção do tradicional tapete de Corpus Christi, nas comunidades, fiéis saem em viagem no feriadão de Corpus Christi.
Papa Bento XVI: Não basta observar o rito, mas se requer a purificação do coração e o envolvimento da vida. Apraz-me sublinhar que o sagrado possui uma função educativa, e seu desaparecimento inevitavelmente empobrecerá a cultura, de modo particular a formação das novas gerações.
Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada e não mais necessária de sinais sagrados, fosse abolida esta procissão urbana de Corpus Domini, o perfil espiritual de Roma resultaria “esvaziado”, e nossa consciência pessoal e comunitária se tornaria enfraquecida. Também pensamos em uma mãe e em um pai que, em nome de uma fé dessacralizada, privassem seus filhos de qualquer ritual religioso: na realidade terminariam por deixar o campo livre a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, e a outros ritos e a outros sinais, que mais facilmente poderiam se tornar ídolos.
Deus, nosso Pai, não fez assim com a humanidade: enviou seu Filho ao mundo não para abolir, mas para dar cumprimento também ao sacro. No cume desta missão, na última Ceia, Jesus instituiu o Sacramento de seu Corpo e de seu Sangue, o Memorial de seu Sacrifício Pascal. Assim fazendo Ele mesmo se colocou no lugar dos sacrifícios antigos, mas o fez dentro de um rito, que mandou os Apóstolos perpetuar, qual sinal supremo do verdadeiro Sagrado, que é Ele mesmo.
Com esta fé, queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje e cada dia o Mistério Eucarístico e o adoramos como centro de nossa vida e coração do mundo. Amém.

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI presidiu no início da noite desta quinta-feira 2012, Festa de Corpus Christi a Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, às 19 horas (14h de Brasília). Após a celebração, seguiu-se a procissão litúrgica até a Basílica de Santa Maria Maior. 

Em sua homília, durante a missa Bento XVI reiterou o aspecto da adoração eucarística da festa de hoje, mas não deixou de abordar o sentido celebrativo.

Leia abaixo a íntegra da homília do Papa emérito.

Queridos irmãos e irmãs!

Esta noite gostaria de meditar com vocês sobre dois aspectos, entre eles relacionados, do Mistério eucarístico: o culto da Eucaristia e a sua sacralidade. É importante levá-los em consideração para preservá-los de visões incompletas do próprio Mistério, como as que se verificaram num passado recente.

Antes de tudo, uma reflexão sobre o valor do culto eucarístico, em especial da adoração ao Santíssimo Sacramento. É a experiência que também esta noite nós viveremos depois da Missa, antes da procissão, durante sua realização e no seu final. Uma interpretação unilateral do Concílio Vaticano II penalizou esta dimensão, restringindo na prática a Eucaristia ao momento celebrativo. 

Com efeito, foi muito importante reconhecer a centralidade da celebração, em que o Senhor convoca o seu povo, o reúne em torno da dúplice Ceia da Palavra e do Pão da vida, o nutre e o une a Si na oferta do Sacrifício. Essa valorização da assembleia litúrgica, em que o Senhor atua e realiza o seu mistério de comunhão, permanece naturalmente válida, mas deve ser reinserida no justo equilíbrio. 

Com efeito, como muitas vezes acontece, para destacar um aspecto se acaba por sacrificar outro. Neste caso, a acentuação dada à celebração da Eucaristia foi em detrimento da adoração, como ato de fé e de oração dirigido ao Senhor Jesus, realmente presente no Sacramento do altar. Esse desequilíbrio teve repercussões também na vida espiritual dos fiéis. De fato, concentrando toda a relação com Jesus Eucaristia somente no momento da Santa Missa, corre-se o risco de esvaziar de Sua presença o restante do tempo e do espaço existenciais. 

E assim se percebe menos o sentido da presença constante de Jesus no meio de nós e conosco, uma presença concreta, próxima, entre as nossas casas, como “Coração pulsante” da cidade, do país, do território com as suas várias expressões e atividades. O Sacramento da Caridade de Cristo deve permear toda a vida cotidiana.

Na realidade, está errado contrapor celebração e adoração, como se estivessem em concorrência uma com a outra. É justamente o contrário: o culto do Santíssimo Sacramento constitui o “ambiente” espiritual dentro do qual a comunidade pode celebrar bem e em verdade a Eucaristia. Somente se for precedida, acompanhada e seguida por essa atitude interior de fé e de adoração, a ação litúrgica poderá expressar seu pleno significado e valor. 

O encontro com Jesus na Santa Missa se realiza realmente e plenamente quando a comunidade é capaz de reconhecer que Ele, no Sacramento, habita a sua casa, nos aguarda, nos convida à sua ceia e, a seguir, depois que a assembleia se desfaz, permanece conosco, com a sua presença discreta e silenciosa, e nos acompanha com a sua intercessão, continuando a recolher os nossos sacrifícios espirituais e a oferecê-los ao Pai.

A esse propósito, quero ressaltar a experiência que viveremos juntos esta noite. No momento da adoração, nós estamos todos no mesmo plano, de joelhos diante do Sacramento do Amor. O sacerdócio comum e o ministerial se encontram acomunados no culto eucarístico. É uma experiência muito bela e significativa, que vivemos diversas vezes na Basílica de S. Pedro, e também nas inesquecíveis vigílias com os jovens – lembro por exemplo as de Colônia, Londres, Zagreb e Madri. 

É evidente a todos que esses momentos de vigília eucarística preparam a celebração da Santa Missa, preparam os corações ao encontro, de modo que isso resulte ainda mais frutuoso. Estar todos em silêncio prolongado diante do Senhor presente no seu Sacramento é uma das experiências mais autênticas do nosso ser Igreja, que acompanha de modo complementar a celebração da Eucaristia, ouvindo a Palavra de Deus, cantando, aproximando-se junto da ceia do Pão da Vida. 

Comunhão e contemplação não podem se separar, vão juntas. Para comunicar realmente com outra pessoa devo conhecê-la, saber estar em silêncio ao seu lado, ouvi-la, olhá-la com amor. O verdadeiro amor e a verdadeira amizade vivem sempre desta reciprocidade de olhares, de silêncios intensos, eloquentes, repletos de respeito e de veneração, de modo que o encontro seja vivido profundamente, de modo pessoal e não superficial. 

E, infelizmente, se falta esta dimensão, também a própria comunhão sacramental pode se tornar, da nossa parte, um gesto superficial. Ao invés, na verdadeira comunhão, preparada com o colóquio da oração e da vida, nós podemos dizer ao Senhor palavras íntimas, como as que ressoaram agora há pouco no Salmo responsorial: “Sou teu servo, filho de tua serva, rompeste os meus grilhões. Vou te oferecer um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor” (Salmo 115, 16-17).

Agora gostaria de passar brevemente para o segundo aspecto: a sacralidade da Eucaristia. Também aqui sofremos no passado recente com certa incompreensão da mensagem autêntica da Sagrada Escritura. A novidade cristã quanto ao culto foi influenciada por uma mentalidade mundana dos anos 60 e 70 do século passado. É verdade, e permanece sempre válido, que o centro do culto já não está mais nos ritos e nos sacrifícios antigos, mas no próprio Cristo, na sua pessoa, na sua vida, no seu mistério pascal. 

E, todavia, desta novidade fundamental não se deve concluir que o sagrado não existe mais, mas que encontrou sua realização em Jesus Cristo, Amor divino encarnado. A carta aos Hebreus, que ouvimos esta noite na segunda Leitura, nos fala justamente da novidade do sacerdócio de Cristo, “sumo sacerdote dos bens vindouros” (Hb 9, 11), mas não diz que o sacerdócio acabou. Cristo “é mediador de uma nova aliança” (Hb9,15), estabelecida no seu sangue, que purifica “a nossa consciência das obras mortas” (Hb9,14).

Ele não aboliu o sagrado, mas o levou a cabo, inaugurando um novo culto, que é sim plenamente espiritual, mas que todavia, até que estejamos em caminho no tempo, se serve ainda de sinais e de ritos, que desaparecerão somente no fim, na Jerusalém celeste, onde não haverá mais nenhum templo. Graças a Cristo, a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa, e, como acontece para os mandamentos, também mais exigente! 

Não basta observar o rito, mas se requer a purificação do coração e o envolvimento da vida. Apraz-me sublinhar que o sagrado possui uma função educativa, e seu desaparecimento inevitavelmente empobrecerá a cultura, de modo particular a formação das novas gerações.

Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada e não mais necessária de sinais sagrados, fosse abolida esta procissão urbana de Corpus Domini, o perfil espiritual de Roma resultaria “esvaziado”, e nossa consciência pessoal e comunitária se tornaria enfraquecida. Também pensamos em uma mãe e em um pai que, em nome de uma fé dessacralizada, privassem seus filhos de qualquer ritual religioso: na realidade terminariam por deixar o campo livre a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, e a outros ritos e a outros sinais, que mais facilmente poderiam se tornar ídolos. 

Deus, nosso Pai, não fez assim com a humanidade: enviou seu Filho ao mundo não para abolir, mas para dar cumprimento também ao sacro. No cume desta missão, na última Ceia, Jesus instituiu o Sacramento de seu Corpo e de seu Sangue, o Memorial de seu Sacrifício Pascal. Assim fazendo Ele mesmo se colocou no lugar dos sacrifícios antigos, mas o fez dentro de um rito, que mandou os Apóstolos perpetuar, qual sinal supremo do verdadeiro Sagrado, que é Ele mesmo. 

Com esta fé, queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje e cada dia o Mistério Eucarístico e o adoramos como centro de nossa vida e coração do mundo. Amém.

sábado, 28 de maio de 2022

FRANCISCO: CAPELINHAS CARREGAVA DIOCESE NAS COSTA.

A proposta do Sínodo 2021/2023 é um processo de escuta de todo o povo de Deus, que culmina na 16° assembleia dos Bispos no vaticano em outubro de 2023, que tem como tema: Por Uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão.

Em 26 agosto 1888, Nossa Senhora das Capelinhas fugiu das sacristias do Equador e foi como missionária aos confins do mundo visitar as periferias existenciais, caminhando de lar em lar ao encontro das famílias que sofrem.

Em Curitiba, quando nasceu a Paróquia Santa Cândida, Paróquia Imaculado Coração de Maria no bairro Água Verde e outras Paróquias do ano 1936, Nossa Senhora das Capelinhas já visitava, famílias das periferias de Curitiba e do Brasil. 

E foi assim através do sinal visível da visita da imagem de Nossa Senhora que o laicato mariano foi contribuindo na evangelização, formando pequenas comunidades de oração, caridade, expandido a espiritualidade na Igreja doméstica em diversos lugarejos, de onde ao longo do tempo, foi gerando frutos com a gestação de capelas que será ás futuras Paróquias.

A partir de 1937 a Paróquia Imaculado Coração de Maria, por necessidade Pastoral, articula as  capelinhas de Nossa Senhora e começa a contribuir na organização e circulação das capelinhas na Igreja doméstica. 

É possível que o mistério do legado do Apostolado das Capelinhas, foi estar a frente da conjuntura eclesial do seu tempo e se colocar em saída, realizando pesquisas ao encontro das famílias que vai propiciar o mapeamento missionário da circulação das capelinhas nas ruas, avenidas e periferias da região metropolitana de Curitiba, com objetivo de fomentar a interação na comunicação da circulação das capelinhas com as coordenações do Apostolado e comunidades.

Durante a caminhada eclesial o Apostolado das Capelinhas se organiza com o mapeamento na organização de 15 setores de capelinhas na grande capital da metrópole paranaense, entre coordenações e milhares de mensageiros(as) no processo de evangelização que ao longo do tempo foi pensado, planejado e trabalhado na prática, nas regiões: norte, sul, centro oeste. 

O Apostolado das Capelinhas se torna mais que um apostolado e sim uma grande organização de pequenas comunidades que vai servir de espelho a gestação das CEBs: Comunidades Eclesiais de Base.  

A partir de 1968/69 o bom arcebispo: Dom Manuel da Silveira D'Elbox, percebe em sua reflexão a importância do Apostolado das Capelinhas e diante ao crescimento das comunidades, está, o movimento de Nossa Senhora se transformando em uma espécie de pastoral de arrecadação de prendas para festas, muito restrita as necessidades particulares do carreirismo e decide formar do laicato mariano a diretoria do Apostolado das Capelinhas, para que possam continuar visitando os lares,  sendo presença viva, sem perder a espiritualidade do carisma da missão,  com foco na promoção vocacional.

Com o repentino falecimento do bom arcebispo: Dom Manuel da Silveira em 1970 o clero de Curitiba, vai se organizar em sua ação evangelizadora, em tempos do surgimento das Comunidades Eclesiais de Base, partindo do que já existe, através dos setores da organização territorial do Movimento de Nossa Senhora das Capelinhas, organizando as santas missões de 1975.

Obs: algumas pastorais que surgirá a partir da década 80 em especial a Pastoral da Criança de Zilda Arns e seus ramos pastorais é formado nas comunidades eclesiais por voluntários que são os membros do Apostolado das Capelinhas e do AO: Apostolado da Oração.

Com as missões do ano 2000 e os desafios do pós missões, diante o crescimento radical do neopentecostalísmo o protagonismo do Movimento de Nossa Senhora das Capelinhas, com mensageiras(os) sendo lideranças ou agentes na Pastoral da Criança, MECEs, Catequese, Grupos de Reflexão ou Grupos de Famílias, diante os desafios da missão na conjuntura eclesial a partir de 2009 o saudoso bispo auxiliar: Dom Dirceu Vigini, vai criar um encontro de lideranças em um setor da região de Curitiba que chamou no primeiro momento de Assembleia do Povo de Deus e depois foi denominado EREN: Encontro Episcopal da Região Norte, que vai influenciar outros setores das regiões a fomentar encontros de motivação e formação das lideranças do povo de Deus. 

Nas últimas décadas o carreirismo alinhado ao corporativismo que começa também nos seminários, fez com que padres recém ordenados, assumissem coordenações de Pastoral ou movimento a nível de diocese, sem primeiro ser vigário ou trabalhar em Paróquias e conhecer a realidade da conjuntura eclesial e diante do contexto, bispos e padres que vieram de outras localidades e não conhecendo o legado da rica história missionária, foram transformando o laicato de Nossa Senhora das Capelinhas em uma pastoralzinha, muito restrita a servir "comunidades" na manutenção de suas necessidades materiais, para angariar prendas para festas, "show de prêmios"  e com isso o saudoso apostolado que ao longo de sua trajetória foi mais que um movimento e sim uma organização missionária vocacional, foi o "espírito perdendo o protagonismo", levando a conjuntura a paralisia.

História do inicio do Movimento de Capelinhas no mundo, é só clicar AQUI 

Mais não pense você que acabou, pois Nossa Senhora, continua caminhando e pode estar passando nesse momento em sua rua e chegando em sua consciência na porta de sua casa. 

Pense Nisso!

Fonte: Síntese da leitura e reflexão em registros de Livros Atas do Apostolado das Capelinhas. 

Matéria Reflexão: Tarcísio Cirino

domingo, 24 de abril de 2022

NOSSA REFLEXÃO: "ELEIÇÕES E MANIPULAÇÃO RELIGIOSA".

No último dia 21/04/2022, recebemos uma Nota Pública, para divulgação com o titulo: "Eleições e Manipulação Religiosa" e mesmo estando de acordo com a nota, resolvi não publicar, mais senti a necessidade de uma reflexão que em síntese, começa hoje, conforme a baixo, que é como introdução e levará nos próximos capítulos a um profunda metanoia.

Como sabemos o cristianismo não nasce de uma filosofia, ideologia e sim de uma pessoa: Jesus Cristo e diante a guerra de narrativas, entre: negacionistas, tradicionalistas, puritanos, progressistas em tempos de Pós-Verdade, que vem levando o corpo a um estado de paralisia, onde o milagre da cura para o momento é Silêncio, para que possamos, escutar, refletir, discernir para depois com consciência critica, comunicar, pois é ali em nossa consciência que Deus habita e fala em nossas consciências.
Amigos, desde criança, lá nos tempos de nossos avós, já ouvíamos dizer: A coisa tá feia, é compadre, você viu? A Igreja ultimamente está lotada, isso é sinal que o povo está em crise, pois quando a economia ou governo não vai bem, começa as dificuldades em casa, na sociedade e o povo vai correndo para a Igreja em busca de milagres. 
Parece que as guerras ou as crises governamentais, atraia o povo para a Igreja e as lideranças eclesiais, sobreviviam também com a manipulação em prol dos benefícios milagreiros das crises da conjuntura social, e assim com a Igreja "Cheia" muitas lideranças foram se conformando com a situação e foram levando os fiéis devotos a construir templos, currais e não entraram em tempos de coronelismo nas raízes do testemunho da catequese da transmissão da FÉ.
Hoje é nítido nas mídias sociais a guerra de narrativas que culpa o Concilio Vaticano II, por toda lambança eclesial que visualizamos na conjuntura da Pós-Verdade e diante dos conflitos de interesses no campo e nas mídias sociais as comunidades foram adoecendo e a partir dai a Palavra: Interação é a "Chave", o milagre, para as perspectivas de novos horizontes, para uma nova aurora.  Pois em tempos onde grande parte dos conteúdos que circula nas mídias, falando mal do Papa Francisco ou CNBB, são produções  enviesadas ao projeto da construção do reino de Deus, com um único objetivo, que é eleitoral (Poder)  
O fato é que diante a conjuntura atual é preciso maturidade, pois é urgente um olhar a realidade tal como ela é, sem partidarismos, só assim, será possível reconstruir a Igreja e nosso Brasil, sem a manipulação religiosa e sim, através do testemunho da Fé.  
Nossa Reflexão e imagem: Tarcísio Cirino