terça-feira, 15 de outubro de 2019

82 ANOS DO MOVIMENTO DE CAPELINHAS.

Veículo da Missão: Muito já-se falou desde sua gêneses e escreveu sobre o carisma do apostolado das capelinhas ou movimento de Nossa Senhora das capelinhas, fazendo as zeladoras, mensageiras e mensageiros conhecidos com sua espiritualidade no serviço da construção do reino de Deus, através da Igreja doméstica em prol das necessidades espirituais e materiais das vocações sacerdotais e religiosas.

Com está matéria neste ano em que o movimento de capelinhas, comemora 82 anos de história em Curitiba e 50 anos do primeiro congresso do movimento a nível mundial, não temos a pretensão de fazer uma leitura da conjuntura eclesial e geopolítica do momento atual, e sim levar ao leitor uma reflexão para seu conhecimento a você que está no futuro, para que conheça um pouco da caminhada do movimento de Nossa Senhora no passado e com a força da oração, saiba discernir no presente o que a palavra de Deus fala em sua consciência em seu coração. 

 
A Igreja de antes do Concílio Vaticano II, estava organizada em uma espécie de estrutura piramidal onde em cima da pirâmide ficava o clero e em baixo da pirâmide ficava os escravos.

Aqueles que estavam em baixo da pirâmide os escravos tinham a função de apenas obedecer os concessionários da verdade em suas necessidades. 

Após o Concilio Vaticano II, aconteceu uma mudança de paradigmas e a pirâmide inverteu e aqueles que estavam em baixo foi para cima e passaram a ser chamado Povo de Deus.

Os movimentos começam a ter uma nova configuração e foram atualizando e se formando em um contexto externo a Igreja local em forma de células interligadas em um corpo bem organizado e através de uma estrutura piramidal organizado de baixo para cima, foram inovando e atuando nas periferias dentro das Paróquias, pois o movimento é uma ação do laicato, que pode através de assembleia se organizar e envolver-se nos serviços da ação pastoral em prol do bem comum.

Particularmente não gosto muito da palavra formação pois nos dá a impressão que entramos em uma forma de assar pão e temos que sair da forma iguais, no jeito de pensar, falar, vestir; no entanto muitos trabalhadores chegaram a vinha do Senhor no final da tarde com 35/40/50 anos ou mais e sem uma catequese de adulto aprofundada para fazer parte do seguimento cristão, foram se incorporando em uma Pastoral ou movimento através das formações e adequando o conhecimento através das diretrizes e outros estudos de documentos, sem aprofundar um estudo básico de teologia com a experiência do encontro com a pessoa de Jesus e outras disciplinas da teologia, que com a força do corporativismo se tornaram presas do clericalismo.

Com muitos na UTI, o movimento de capelinhas começou a ter um trabalho fundamental no processo de evangelização, pois nascem e se formam em um contexto externo da Igreja local e com pessoas de uma mesma espiritualidade, se enraízam no chão das comunidades, crescem e dão muitos frutos.

É dentro de um contexto de estagnação, e motivada pela primavera do Concilio Vaticano II, que a Presidente do Movimento de Capelinhas da arquidiocese de Curitiba, Sra.Eddy S.Caprilhone, percebe que através da ação do clero o movimento está se transformando em uma pastoral muito restrita e trabalhando só para as necessidades do clero e isso está enfraquecendo a identidade e envelhecendo a estrutura do apostolado que pode levar a falência.

A Sra.Eddy S.Caprilhone toma a iniciativa de conversar com o arcebispo Dom Manoel da Silveira D'Elboux, levando a seu conhecimento a problemática e pede a sua bênção para iniciar visita as Paróquias e começar a missão do apostolado das capelinhas.
Segue a baixo a transcrição de parte da fala da primeira Presidente do Movimento de Capelinhas. 

Eddy S. Caprilhone: Quando assumimos em 29 de fevereiro de 1968 com Dom Manoel da Silveira D'Elboux, a missão de reorganizar o movimento da visita domiciliaria de Nossa Senhora da arquidiocese de Curitiba, organizamos um plano de visitas as Paróquias onde este movimento religioso criado a mais de trinta anos estava em fase de estagnação e tinha caído na rotina natural o apostolado, por falta de estimulo e motivação.

Porém a devoção a Nossa Senhora, e o amor a Mãe do Céu que é o maior tesouro do coração do verdadeiro cristão é sempre a força que realiza o milagre.

Dos primeiro encontros com as pessoas responsáveis por este movimento nas Paróquias, sentimos que liderávamos uma campanha vitoriosa e surgiram ideias, e estudou-se programas e deu se inicio a um apostolado mais atual.

A dedicação das senhoras zeladoras, o estimulo dos senhores vigários e o carinho constatado de nosso Pastor o Senhor arcebispo, fizeram com que em pouco tempo este movimento figurasse como um dos de mais comunicação e penetração nas massas, e atualmente quase todas as Paróquias possuem este apostolado, organizado, que representa uma força atuante.

Não se pode ainda imprimir um roteiro único de trabalho, pois a diversidade do apostolado nas Paróquias e a orientação dada pelos senhores vigários, varia de bairro para bairro; porém sem afetar o espírito da devoção que é a visita as famílias devotas de Nossa Senhora, numa renovação constante e feliz, daquele encontro maravilhoso que o santo evangelho narra e que tanto fala ao nosso coração de Maria e sua prima Santa Izabel.

Além das campanhas da fraternidade do Natal da criança necessitada e outros âmbitos diocesano o apostolado é uma força viva de união em torno dos interesses do maior e melhor entrosamento dos leigos na realização do plano Pastoral Paroquial.

Veículo da Missão: Na última década as últimas assembleias com a Missa em ação de graças pelo aniversário do movimento capelinhas até as comemorações de 80 anos, precisou de um local amplo de acolhimento com grande espaço, pois a média de participação só de mensageiras(os) de capelinhas da arquidiocese de Curitiba, ficava em torno de 2.500 a 3.500 mensageiras(os) de capelinhas, sendo que grande parte das mensageiras(os) ficava fora do templo por falta de espaço no local, conforme podemos visualizar no vídeo a baixo.

Neste ano 2019, a Paróquia Santa Madalena Sofia Barat, está em festa com o movimento, sendo anfitriã para as comemorações dos 82 anos, com a Santa Missa ás 14h00 presidida pelo Senhor arcebispo: Dom José Antônio Peruzzo, no sábado dia 26 outubro.
Pela primeira vez na história do movimento, além das mensageiras(os) de capelinhas, está sendo convidado também as famílias que recebem as capelinhas nas Paróquias a também participar do aniversário com a Santa Missa, conforme o convite a baixo, que aumentará bastante a participação do povo de Deus na Santa Missa.
 
Matéria: Tarcísio Cirino
06-10-2019

domingo, 13 de outubro de 2019

PAPA FRANCISCO: MISSA DA CANONIZAÇÃO DA SANTA DULCE DOS POBRES.


Irmã Dulce é santa: a fé faz milagres quando saímos de nós mesmos

"O motivo para agradecer hoje são os novos Santos, que caminharam na fé e agora invocamos como intercessores", afirmou o Papa na cerimônia de canonização de Ir. Dulce.
Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano
Irmã Dulce é santa. A celebração litúrgica com o rito da canonização reuniu cerca de 50 mil pessoas na Praça São Pedro. Com o “Anjo bom da Bahia”, foram canonizados também João Henrique Newman, Josefina Vannini, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, e Margarida Bays.
A cerimônia teve início com o rito da canonização: o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, acompanhado dos postuladores, foi o Santo Padre e pediu que se procedesse à canonização dos beatos.
O Cardeal apresentou brevemente a biografia de cada um deles, que foram então declarados santos. Seguiu a ladainha dos santos e o Pontífice leu a fórmula de canonização.
O prefeito da Congregação, sempre acompanhado dos postulares, agradeceu ao Santo Padre e o coral entoou o canto do Glória.

Invocar

Na homilia, o Papa Francisco comentou o Evangelho deste 28º Domingo do Tempo Comum, que narra a cura de 12 leprosos.
"A tua fé te salvou" (Lc 17, 19): este é o ponto de chegada do Evangelho de hoje, que nos mostra o caminho da fé. Neste percurso, afirmou o Papa, vemos três etapas cumpridas pelos leprosos curados, que invocam, caminham e agradecem.
Primeiro, invocar. Assim como hoje, os leprosos sofrem, além pela doença em si, pela exclusão social. No tempo de Jesus, eram considerados impuros e, como tais, deviam estar isolados, separados. Eles invocam Jesus "gritando" e o Senhor ouve o grito de quem está abandonado.
“ Também nós – todos nós – necessitamos de cura, como aqueles leprosos. Precisamos de ser curados da pouca confiança em nós mesmos, na vida, no futuro; curados de muitos medos; dos vícios de que somos escravos; de tantos fechamentos, dependências e apegos: ao jogo, ao dinheiro, à televisão, ao celular, à opinião dos outros. O Senhor liberta e cura o coração, se O invocarmos. ”
A fé cresce assim, prosseguiu o Papa, com a invocação confiante. “Invoquemos diariamente, com confiança, o nome de Jesus: Deus salva. Repitamo-lo: é oração. A oração é a porta da fé, a oração é o remédio do coração.”

Caminhar

Caminhar é a segunda etapa. Os leprosos são curados não quando estão diante de Jesus, mas depois enquanto caminham.
“ É no caminho da vida que a pessoa é purificada, um caminho frequentemente a subir, porque leva para o alto. A fé requer um caminho, uma saída; faz milagres, se sairmos das nossas cômodas certezas, se deixarmos os nossos portos serenos, os nossos ninhos confortáveis. ”
Outro aspecto ressaltado pelo Papa foi o plural dos verbos: “a fé é caminhar juntos, jamais sozinhos”. Mas, uma vez curados, nove continuam pela sua estrada e apenas um regressa para agradecer. E Jesus então pergunta: "Onde estão os outros nove?".
“Constitui nossa tarefa ocuparmo-nos de quem deixou de caminhar, de quem se extraviou: somos guardiões dos irmãos distantes. Quer crescer na fé? Ocupa-se dum irmão distante.”

Agradecer

Agradecer é a última etapa. Ao leproso curado, Jesus diz: "A tua fé te salvou".
“ Isto diz-nos que o ponto de chegada não é a saúde, não é o estar bem, mas o encontro com Jesus. ”
O ponto culminante do caminho de fé é viver dando graças. O Papa então questionou:
Nós, que temos fé, vivemos os dias como um peso a suportar ou como um louvor a oferecer? Ficamos centrados em nós mesmos à espera de pedir a próxima graça, ou encontramos a nossa alegria em dar graças? Agradecer não é questão de cortesia, de etiqueta, mas questão de fé.
Dizer "obrigado, Senhor", ao acordar, durante o dia, antes de deitar, é antídoto ao envelhecimento do coração.
O motivo pelo qual agradecer hoje são os novos Santos, que caminharam na fé e agora invocamos como intercessores. Três deles, disse o Papa, são freiras, como Irmã Dulce, e mostraram que a vida religiosa é um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo.

sábado, 12 de outubro de 2019

ESPERANÇA DOS POBRES: LIVRAI-NOS DO MAL - SATANÁS TAMBÉM TEM AS SUAS COMUNIDADES.

Outubro mês missionário, mês da Padroeira do Brasil, e neste tempo de missões; Dom Orlando Brandes com a força do espírito santo, na Missa solene deste sábado 12 de outubro; levou o povo de Deus no Brasil a refletir a importância da infância missionária, a importância da casa em comum com o Sínodo da Amazônia, pois a vida não está sendo protegida.

Nas escrituras o dragão é o demônio o diabo é o mal que se organiza no mundo, Jesus disse: satanás também tem as suas comunidades, grupos do mal.

No vídeo a baixo a homilia na íntegra.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

O SÍNODO NA LEITURA DE ALBERTO MELLONI, WALTER ALTMANN, JUAN JOSÉ TAMOYO.

  
Todos nós que amamos a Igreja, amamos os nossos bispos o Papa Francisco, estamos perplexos com a quantidade de bobagens que estamos visualizando nestes últimos dias através de grupos radicais de múltiplos interesses que estão nas redes sociais.

Sugiro a você que não tem muito conhecimento sobre o assunto, que visualize as matérias no vídeo que fizemos com exclusividade em um outro contexto, mais que no momento atual, ajuda muito a você e todos nós, compreender um pouco da intellectus fidei no que se refere ao Sínodo da Amazônia.


Matéria: Tarcísio Cirino.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

PORQUE TANTA PERSEGUIÇÃO NOS DIAS ATUAIS?

 
Deus é amor e faz sua morada no templo da consciência humana, é ali em nossa consciência que Jesus fala aos nossos corações,  nestes tempos da triste era do conluio nas instituições, onde também os cristãos sofre grande perseguição a começar pelo Papa Francisco na cúria romana.

O mal existe é como um vírus é real uma infestação que vem pelo ar em forma de fumaça que vai entrando e contaminando os espaços territorial e através do belo vai encantando, seduzindo e dando sensação de força, poder a beira do caminho as pessoas, e depois de incubado o vírus vai paralisando e destruindo o que é bom no corpo criado a imagem e semelhança de Deus, na comunidade de comunidades.

No caminho a história nos mostra que ser cristão tem sido um desafio constante, pois os desafios desde a Igreja primitiva, vem através da perseguição promovida pelos imperadores do império romano, onde muitas vidas foram silenciadas e ceifadas por causa da fidelidade dos cristãos a Jesus com o projeto da salvação na construção do reino de Deus, rumo ao reino definitivo.

São Pio de Pietrelcina, sofreu grande perseguição e tentação; pois Satanás se apresentava ao sacerdote na forma de seu diretor espiritual, Jesus, Nossa Senhora, São Francisco, para afasta-lo da missão e sua história é luz no caminho que  nos ajuda a compreender o contexto atual da casa em comum, e porque muitas vezes, nadamos, nadamos e a sensação que temos é que estamos morrendo na praia.

Essa perseguição contra o Papa Francisco e aos cristãos católicos onde muitas lideranças preso ao carreirismo estão indiferentes e fecha os olhos para não se comprometer, produzindo um conluio ou efeito maléfico a longo prazo, fortalecendo um dos métodos ou formas preferidas de Satanás para silenciar os cristãos em especial aqueles que foram chamados através do batismo a trabalhar em um ministério pastoral ou movimento está crescendo a cada novo dia.

No mundo moderno a perseguição religiosa se caracteriza pelos tratos psicológicos, que incluem bullying, motivados pelo corporativismo ou por grupos organizados de interesses, grupos de intolerância, desrespeito, preconceito, que de forma estratégica procura silenciar os fracos o resto de Israel, para fins políticos e poder.

A Igreja de Jesus Cristo, desde o início foi traída, caluniada, perseguida e no caminho a história nos mostra através da profecia de Fátima em acordo com a Palavra de nosso Mestre o Senhor Jesus: ( Jo 15,18 ) "Se eles me perseguiram, perseguirão também vocês".
No mundo contemporâneo a dura perseguição moderna que vem através de um sistema corporativismo de bullying e outros meios; não podemos deixar que o sentimento do "olho por olho, dente por dente" tome a nossa consciência, pois jamais podemos esquecer a mensagem de Nossa Senhora nas aparições de Fátima e a promessa de Jesus: " Eis que estarei convosco até o fim dos tempos". 

Reflexão: Tarcísio Cirino 
29-09-2019

NOTA: MOVIMENTO DE CAPELINHAS - SETOR COLOMBO

Informamos a diretoria e demais coordenações mensageiras(os) do Setor Colombo, que desde a última Missa de posse da diretoria do movimento de capelinhas da arquidiocese de Curitiba, na coordenação geral de Carmen Brancaleone, foi estabelecido de imediato um plano de ação nas primeiras reuniões da diretoria 2018/2019, através das coordenações de setores da seguinte forma.

1° Mandar fazer de imediato, estandarte novos do movimento de capelinhas, para as 3 regiões episcopal.

2° Fazer um GUIA, para acompanhar a visita de Nossa Senhora das capelinhas, para que as famílias conheça melhor os objetivos do movimento em prol das vocações.

3° Atualizar pesquisa e saber a quantidade de mensageiras(os) de capelinhas nas Paróquias e quantas capelinhas estão sem cofres e com cofres e produzir um  adesivo, selo vocacional em nome da arquidiocese para colocar nas capelinhas.

4° Trabalhar as diretrizes do movimento nas reuniões geral para que as coordenações Paroquiais possa conhecer melhor o movimento e transmitir as orientações as mensageiras nas reuniões de suas comunidades.

5° Fazer levantamento das doações que o movimento de capelinhas arrecada por mês em prol das vocações; estabelecendo um pequeno percentual, para suprir as necessidades dos trabalhos das coordenações de setores nos encontros de formação e assembleias.

6° Realizar retiro para a diretoria, formação de setor, assembleia, Missa de aniversário do movimento e confraternização de final de ano.

Durante o transcorrer dos trabalhos 2018/2019 e após a formação na Paróquia Nossa Senhora da Saúde em Colombo, foi convidado o casal Marconato a fazer parte do movimento de capelinhas e no entanto a coordenação geral Carmen Brancaleone, por motivos particulares decidiu deixar a coordenação e com a sua saída, parte das coordenações de setores e coordenações de região, resolveram também deixar as suas coordenações com exceção da coordenação da região norte, que decidiu permanecer.

O movimento de capelinhas é um movimento de leigos e no momento está na coordenação interina do casal Marconato, que vem trabalhando para repor as coordenações que saíram do movimento, realizando as formações de setores e trabalhando o planejamento que foi estabelecido nas reuniões 2018/2019 da diretoria do movimento capelinhas.

Por último, no sábado 14 setembro, aconteceu reunião do movimento a nível de setor Colombo, em preparação a formação que acontecerá no dia 19 de outubro no auditório do Colégio Santa Cândida.

A reunião foi produtiva e durante a reunião a coordenação interina, informou que o diácono, trabalharia a formação sozinho, através das orientações do GUIA, Livro Diretrizes e história do Movimento.

Como sugestão que recebemos para melhorar a formação sugerimos o convite a um Padre para trabalhar o primeiro momento da formação, dentro do contexto da formação de mensageiras(os) para que todos conhecesse um pouco mais o subsidio das novenas de Natal, para fortalecer os grupos na evangelização dos setores de capelinhas do Setor Colombo.

O setor Colombo é referência e por último fomos surpreendidos em reunião na sala João Paulo II na cúria, com o casal nos informando que não disse nada que iria realizar a formação sozinho e que temos o direito de compreender o que quiser e mesmo sendo coordenador de setor do movimento não poderíamos tomar decisões, pois isso só cabe a coordenação interina.

Dito isso, para o bem de todos em comum acordo, decidimos por continuar no movimento de capelinhas, mais não mais na coordenação do Setor Colombo. 


Tarcísio Cirino
17-09-2019

A HISTÓRIA DAS CAPELINHAS: QUAL É O MISTÉRIO DO MOVIMENTO DE NOSSA SENHORA?

A primeira visita de Nossa Senhora das capelinhas no Brasil, aconteceu no ano 1914, através da aprovação e benção do arcebispo de Mariana: Dom Silvério Gomes Pimenta, que deu início a organização da igreja doméstica, através da visita domiciliar das capelinhas de Nossa Senhora, de onde rapidamente chegou a capital de Minas Gerais, e expandiu para outras dioceses do Brasil.

Mariana nos dias atuais é bastante conhecida através dos noticiários nas grandes mídias e particularmente me faz pensar na irresponsabilidade das Políticas Públicas, através da lama que destruiu uma comunidade e depois Brumadinho, de onde a lama ceifou muitas vidas.

A lama que por décadas, escravizou o povo e no mistério estou a refletir a lama do Rio Paraíba, onde permaneceu a imagem de Nossa Senhora Aparecida a Padroeira do Brasil.

Talvez o amigo leitor, esteja ai se perguntando; mais como as capelinhas de Nossa Senhora, chegaram ao arcebispo Dom Silvério Gomes Pimenta em Mariana -Minas Gerais - Brasil?

Bom é a história que vamos contar a partir de agora, para que você conheça, e possa transmitir as próximas gerações de onde e  como nasceu o movimento de Nossa Senhora das Capelinhas no mundo.

Eu sou Tarcísio Cirino,  e no governo do arcebispo Dom Moacyr José Vitti em Curitiba, fui convidado a ser o assessor de comunicação do Movimento de Capelinhas, e após anos de pesquisas, estou levando a conhecimento de todos a história de como nasceu o Movimento de Capelinhas e como este movimento de leigos da Igreja, chegou ao Brasil.

ORIGEM DO MOVIMENTO.

Na progressista cidade de Guayaquil em 26 de agosto 1888 na República do Equador, teve inicio a visita domiciliar das capelinhas de Nossa Senhora, através do Cônego José Maria Santistevan, que organizou as capelinhas de Nossa Senhora, sob a denominação de "Visita Circulante do Imaculado Coração de Maria".

Do Equador estendeu-se pelo caminho ás Republicas do Chile, Argentina, Perú, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Panamá, Cuba, Estados Unidos; com as bençãos dos episcopados e sob as atividades e direção dos Missionários Cordimarianos, que através das pregações, gerou frutos.

ORIGEM DAS DIRETRIZES DO MOVIMENTO.

Em 26 agosto de 1913, o apostólico missionário cordimariano P. D. Jánariz, sob as normas e estatutos que deve reger a organização das capelinha de Nossa Senhora, fundou na cidade de Aranda de Duero, na Espanha a visita domiciliar de Nossa Senhora das capelinhas, inscrevendo 600 famílias na cerimônia de instalação.

No final de 1914 a "Obra da Visita Circulante" do Chile, publicou na tipografia "Claret" um precioso e interessante Manual de 87 páginas, aprovado, com a data de 5 de Novembro de 1913, pelo Exmo. Sr. Internúncio Apostólico daquela República e em 16 de abril de 1914, foi aprovado por S.Exia. o Sr. Arcebispo de Santiago.

Da Espanha depois da aprovação do Sr. Núncio apostólico de sua Santidade, e das autoridades eclesiásticas em 18 Janeiro de 1914, com aprovação de mais de 40 Bispos, a igreja doméstica de Nossa Senhora das Capelinhas, espalhou-se para a França, Itália, Alemanha, Inglaterra, Portugal, e da Europa os missionários levaram o movimento de capelinhas para a Africa, Ásia, e Oceânia, conforme registro ( Cfr. "Manual de la Visita Domiciliária del L.C de Maria", pelo P. D. Janáriz - Madri, 1923).

No Brasil, com aprovação e benção do Arcebispo de Mariana em Minas Gerais, o movimento de Nossa Senhora se espalhou e vale lembrar que o território da arquidiocese no contexto da época era grande, e as capelinhas de Nossa Senhora, foi chegando em outras dioceses do Brasil, e chegou a arquidiocese de Curitiba, no governo do arcebispo Dom Ático Eusébio da Rocha; e teve inicio a organização das capelinhas, através do Missionário Claretiano Pe. Roberto Perez, que motivou a visita das capelinhas de Nossa Senhora aos domicílios das famílias da Paróquia Imaculado Coração de Maria, no bairro Água Verde, Curitiba, com a inauguração em 26 agosto de 1937.

ARQUIDIOCESE DE CURITIBA.

Da Paróquia Imaculado Coração de Maria, as capelinhas de Nossa Senhora, foi se espalhando por toda Curitiba, e nas diversas cidades do Estado do Paraná, de onde nasceu muitas comunidades Paroquiais.

No ano 1967, o arcebispo Dom Manuel da Silveira D'Elbox, vendo os frutos do Movimento de Capelinhas, nas Comunidades de Comunidades, e percebendo que muitas Paróquias estava transformando o Movimento de Capelinhas em uma Pastoral; o bom arcebispo, resolveu criar a diretoria Central do Movimento de Capelinhas, do qual o  arcebispo denominava Apostolado das Capelinhas e incumbiu o bispo auxiliar Dom Pedro Fedalto a acompanhar este Apostolado.

Em 1969, o arcebispo Dom Manuel, promoveu em Curitiba, o primeiro Congresso do Movimento de Capelinhas no mundo, e a partir deste evento, o movimento se expandiu para para Santa Catarina, Rio Grande do Sul, outros estados e Países.

Obs: Demais informações do primeiro Congresso do Movimento de Capelinhas no mundo é só clicar neste link:  .http://missoespopulares.blogspot.com/2018/12/50-anos-1-congresso-no-brasil-das.html

Em 2011 a pedido do arcebispo Dom Moacyr José Vitti, foi feito uma pesquisa para saber quantas mensageiras(os), o Movimento de Capelinhas tinha na Arquidiocese de Curitiba, e se concluiu a pesquisa com 10.500 mensageiras(os), onde consideramos o número oficial de 10 mil mensageiras(os).

O  Movimento tem como objetivo: evangelizar as famílias através da visita de Nossa Senhora na capelinha, sendo instrumento propagador da Palavra de Deus; favorecendo a união fraterna, através da oração em especial o terço, para despertar na família as vocações sacerdotais, religiosas, com incetivos material e espiritual, aos seminários.

Dos 100% das doações feita através das famílias que recebe a visita da capelinha de Nossa Senhora, 90% vai para os seminários na  ajuda material da formação do futuro Padre; sendo repassado as doações da seguinte forma.


45% Seminário Religioso
45% Seminário Diocesano
10% Movimento de Capelinhas a nível Paroquial.

Matéria: Tarcísio Cirino.
06-04-2019