domingo, 26 de junho de 2022

RENUNCIAR PAIXÕES DO MUNDO E VIVER O CHAMADO!

Na longa estrada a caminho do encontro com o ressuscitado á quem diga que a marcha para Jesus se transformou na marcha do "messias", outros dizem que os feriados cristãos católico é hoje, empreendedorismo do turismo religioso politico, que investe muito em marketing e outros ainda dizem que a pregação missionária da boa notícia saiu de foco, para dar lugar ao poleiro dos "lideres que atraem, fiéis hipnotizados".

Em tempos de obesidade espiritual em uma sociedade polarizada, o mundo enterra os seus mortos e utiliza-se da ingenuidade das famílias que sofrem, em parceria com os esquemas de pastores pop star, que oferecem cura e salvação para conquistar o sucesso da audiência junto aos fiéis devotos em diversas localidades, através da tele evangelização.

As famílias ou o povo que sofre, vai sendo manipulados em suas consciências e a partir dai, torna-se como que escravos da massa consumidora de diversos produtos por influência dos esquemas da cultura de auto conservação e manutenção das mídias: livros de autoajuda, bíblias autografadas, camisetas, DVDs, entre outros produtos. 

Parece que diante a conjuntura, todos levam vantagem: as redes atraem patrocinadores, os políticos são destacados nas solenidades da fé, sendo, notícias em destaque e esses, proporcionam concessões e auxílios na pirâmide em troca do apoio das lideranças da instituição, para o marketing com foco na massa eleitora que os interessa e assim a magia do espírito midiático controla o seguimento, mantendo-o alienado para a realidade que sustenta a ordem dominante.

É dentro desse contexto que hoje, Javé faz o chamado na esperança que você que vem pelo caminho do ressuscitado, encontre os sinais da semente enterrada, onde muitos já cansados de sofrer, passam a se conformar com sua condição submissa de mortos e aceitam viver as normas do espírito desse mundo para preservar os benefícios do sistema de poder.

  

Em nosso tempo, quem procura escutar o chamado e conhecer quem é Jesus? É cancelado, no entanto no martírio da modernidade, faz, a experiência com o ressuscitado e trabalha com a vida do eterno, em prol da construção do reino de Deus, na firme esperança que quando o Senhor voltar, encontre os frutos da semente da Fé no mundo.

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino 

quarta-feira, 15 de junho de 2022

REFLEXÃO: 2022 E O FERIADÃO DE CORPUS CHRISTI.

Reflexão: Sem a motivação da confecção do tradicional tapete de Corpus Christi, nas comunidades, fiéis saem em viagem no feriadão de Corpus Christi.
Papa Bento XVI: Não basta observar o rito, mas se requer a purificação do coração e o envolvimento da vida. Apraz-me sublinhar que o sagrado possui uma função educativa, e seu desaparecimento inevitavelmente empobrecerá a cultura, de modo particular a formação das novas gerações.
Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada e não mais necessária de sinais sagrados, fosse abolida esta procissão urbana de Corpus Domini, o perfil espiritual de Roma resultaria “esvaziado”, e nossa consciência pessoal e comunitária se tornaria enfraquecida. Também pensamos em uma mãe e em um pai que, em nome de uma fé dessacralizada, privassem seus filhos de qualquer ritual religioso: na realidade terminariam por deixar o campo livre a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, e a outros ritos e a outros sinais, que mais facilmente poderiam se tornar ídolos.
Deus, nosso Pai, não fez assim com a humanidade: enviou seu Filho ao mundo não para abolir, mas para dar cumprimento também ao sacro. No cume desta missão, na última Ceia, Jesus instituiu o Sacramento de seu Corpo e de seu Sangue, o Memorial de seu Sacrifício Pascal. Assim fazendo Ele mesmo se colocou no lugar dos sacrifícios antigos, mas o fez dentro de um rito, que mandou os Apóstolos perpetuar, qual sinal supremo do verdadeiro Sagrado, que é Ele mesmo.
Com esta fé, queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje e cada dia o Mistério Eucarístico e o adoramos como centro de nossa vida e coração do mundo. Amém.

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI presidiu no início da noite desta quinta-feira 2012, Festa de Corpus Christi a Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, às 19 horas (14h de Brasília). Após a celebração, seguiu-se a procissão litúrgica até a Basílica de Santa Maria Maior. 

Em sua homília, durante a missa Bento XVI reiterou o aspecto da adoração eucarística da festa de hoje, mas não deixou de abordar o sentido celebrativo.

Leia abaixo a íntegra da homília do Papa emérito.

Queridos irmãos e irmãs!

Esta noite gostaria de meditar com vocês sobre dois aspectos, entre eles relacionados, do Mistério eucarístico: o culto da Eucaristia e a sua sacralidade. É importante levá-los em consideração para preservá-los de visões incompletas do próprio Mistério, como as que se verificaram num passado recente.

Antes de tudo, uma reflexão sobre o valor do culto eucarístico, em especial da adoração ao Santíssimo Sacramento. É a experiência que também esta noite nós viveremos depois da Missa, antes da procissão, durante sua realização e no seu final. Uma interpretação unilateral do Concílio Vaticano II penalizou esta dimensão, restringindo na prática a Eucaristia ao momento celebrativo. 

Com efeito, foi muito importante reconhecer a centralidade da celebração, em que o Senhor convoca o seu povo, o reúne em torno da dúplice Ceia da Palavra e do Pão da vida, o nutre e o une a Si na oferta do Sacrifício. Essa valorização da assembleia litúrgica, em que o Senhor atua e realiza o seu mistério de comunhão, permanece naturalmente válida, mas deve ser reinserida no justo equilíbrio. 

Com efeito, como muitas vezes acontece, para destacar um aspecto se acaba por sacrificar outro. Neste caso, a acentuação dada à celebração da Eucaristia foi em detrimento da adoração, como ato de fé e de oração dirigido ao Senhor Jesus, realmente presente no Sacramento do altar. Esse desequilíbrio teve repercussões também na vida espiritual dos fiéis. De fato, concentrando toda a relação com Jesus Eucaristia somente no momento da Santa Missa, corre-se o risco de esvaziar de Sua presença o restante do tempo e do espaço existenciais. 

E assim se percebe menos o sentido da presença constante de Jesus no meio de nós e conosco, uma presença concreta, próxima, entre as nossas casas, como “Coração pulsante” da cidade, do país, do território com as suas várias expressões e atividades. O Sacramento da Caridade de Cristo deve permear toda a vida cotidiana.

Na realidade, está errado contrapor celebração e adoração, como se estivessem em concorrência uma com a outra. É justamente o contrário: o culto do Santíssimo Sacramento constitui o “ambiente” espiritual dentro do qual a comunidade pode celebrar bem e em verdade a Eucaristia. Somente se for precedida, acompanhada e seguida por essa atitude interior de fé e de adoração, a ação litúrgica poderá expressar seu pleno significado e valor. 

O encontro com Jesus na Santa Missa se realiza realmente e plenamente quando a comunidade é capaz de reconhecer que Ele, no Sacramento, habita a sua casa, nos aguarda, nos convida à sua ceia e, a seguir, depois que a assembleia se desfaz, permanece conosco, com a sua presença discreta e silenciosa, e nos acompanha com a sua intercessão, continuando a recolher os nossos sacrifícios espirituais e a oferecê-los ao Pai.

A esse propósito, quero ressaltar a experiência que viveremos juntos esta noite. No momento da adoração, nós estamos todos no mesmo plano, de joelhos diante do Sacramento do Amor. O sacerdócio comum e o ministerial se encontram acomunados no culto eucarístico. É uma experiência muito bela e significativa, que vivemos diversas vezes na Basílica de S. Pedro, e também nas inesquecíveis vigílias com os jovens – lembro por exemplo as de Colônia, Londres, Zagreb e Madri. 

É evidente a todos que esses momentos de vigília eucarística preparam a celebração da Santa Missa, preparam os corações ao encontro, de modo que isso resulte ainda mais frutuoso. Estar todos em silêncio prolongado diante do Senhor presente no seu Sacramento é uma das experiências mais autênticas do nosso ser Igreja, que acompanha de modo complementar a celebração da Eucaristia, ouvindo a Palavra de Deus, cantando, aproximando-se junto da ceia do Pão da Vida. 

Comunhão e contemplação não podem se separar, vão juntas. Para comunicar realmente com outra pessoa devo conhecê-la, saber estar em silêncio ao seu lado, ouvi-la, olhá-la com amor. O verdadeiro amor e a verdadeira amizade vivem sempre desta reciprocidade de olhares, de silêncios intensos, eloquentes, repletos de respeito e de veneração, de modo que o encontro seja vivido profundamente, de modo pessoal e não superficial. 

E, infelizmente, se falta esta dimensão, também a própria comunhão sacramental pode se tornar, da nossa parte, um gesto superficial. Ao invés, na verdadeira comunhão, preparada com o colóquio da oração e da vida, nós podemos dizer ao Senhor palavras íntimas, como as que ressoaram agora há pouco no Salmo responsorial: “Sou teu servo, filho de tua serva, rompeste os meus grilhões. Vou te oferecer um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor” (Salmo 115, 16-17).

Agora gostaria de passar brevemente para o segundo aspecto: a sacralidade da Eucaristia. Também aqui sofremos no passado recente com certa incompreensão da mensagem autêntica da Sagrada Escritura. A novidade cristã quanto ao culto foi influenciada por uma mentalidade mundana dos anos 60 e 70 do século passado. É verdade, e permanece sempre válido, que o centro do culto já não está mais nos ritos e nos sacrifícios antigos, mas no próprio Cristo, na sua pessoa, na sua vida, no seu mistério pascal. 

E, todavia, desta novidade fundamental não se deve concluir que o sagrado não existe mais, mas que encontrou sua realização em Jesus Cristo, Amor divino encarnado. A carta aos Hebreus, que ouvimos esta noite na segunda Leitura, nos fala justamente da novidade do sacerdócio de Cristo, “sumo sacerdote dos bens vindouros” (Hb 9, 11), mas não diz que o sacerdócio acabou. Cristo “é mediador de uma nova aliança” (Hb9,15), estabelecida no seu sangue, que purifica “a nossa consciência das obras mortas” (Hb9,14).

Ele não aboliu o sagrado, mas o levou a cabo, inaugurando um novo culto, que é sim plenamente espiritual, mas que todavia, até que estejamos em caminho no tempo, se serve ainda de sinais e de ritos, que desaparecerão somente no fim, na Jerusalém celeste, onde não haverá mais nenhum templo. Graças a Cristo, a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa, e, como acontece para os mandamentos, também mais exigente! 

Não basta observar o rito, mas se requer a purificação do coração e o envolvimento da vida. Apraz-me sublinhar que o sagrado possui uma função educativa, e seu desaparecimento inevitavelmente empobrecerá a cultura, de modo particular a formação das novas gerações.

Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada e não mais necessária de sinais sagrados, fosse abolida esta procissão urbana de Corpus Domini, o perfil espiritual de Roma resultaria “esvaziado”, e nossa consciência pessoal e comunitária se tornaria enfraquecida. Também pensamos em uma mãe e em um pai que, em nome de uma fé dessacralizada, privassem seus filhos de qualquer ritual religioso: na realidade terminariam por deixar o campo livre a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, e a outros ritos e a outros sinais, que mais facilmente poderiam se tornar ídolos. 

Deus, nosso Pai, não fez assim com a humanidade: enviou seu Filho ao mundo não para abolir, mas para dar cumprimento também ao sacro. No cume desta missão, na última Ceia, Jesus instituiu o Sacramento de seu Corpo e de seu Sangue, o Memorial de seu Sacrifício Pascal. Assim fazendo Ele mesmo se colocou no lugar dos sacrifícios antigos, mas o fez dentro de um rito, que mandou os Apóstolos perpetuar, qual sinal supremo do verdadeiro Sagrado, que é Ele mesmo. 

Com esta fé, queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje e cada dia o Mistério Eucarístico e o adoramos como centro de nossa vida e coração do mundo. Amém.

sábado, 28 de maio de 2022

FRANCISCO: CAPELINHAS CARREGAVA DIOCESE NAS COSTA.

A proposta do Sínodo 2021/2023 é um processo de escuta de todo o povo de Deus, que culmina na 16° assembleia dos Bispos no vaticano em outubro de 2023, que tem como tema: Por Uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão.

Em 26 agosto 1888, Nossa Senhora das Capelinhas fugiu das sacristias do Equador e foi como missionária aos confins do mundo visitar as periferias existenciais, caminhando de lar em lar ao encontro das famílias que sofrem.

Em Curitiba, quando nasceu a Paróquia Santa Cândida, Paróquia Imaculado Coração de Maria no bairro Água Verde e outras Paróquias do ano 1936, Nossa Senhora das Capelinhas já visitava, famílias das periferias de Curitiba e do Brasil. 

E foi assim através do sinal visível da visita da imagem de Nossa Senhora que o laicato mariano foi contribuindo na evangelização, formando pequenas comunidades de oração, caridade, expandido a espiritualidade na Igreja doméstica em diversos lugarejos, de onde ao longo do tempo, foi gerando frutos com a gestação de capelas que será ás futuras Paróquias.

A partir de 1937 a Paróquia Imaculado Coração de Maria, por necessidade Pastoral, articula as  capelinhas de Nossa Senhora e começa a contribuir na organização e circulação das capelinhas na Igreja doméstica. 

É possível que o mistério do legado do Apostolado das Capelinhas, foi estar a frente da conjuntura eclesial do seu tempo e se colocar em saída, realizando pesquisas ao encontro das famílias que vai propiciar o mapeamento missionário da circulação das capelinhas nas ruas, avenidas e periferias da região metropolitana de Curitiba, com objetivo de fomentar a interação na comunicação da circulação das capelinhas com as coordenações do Apostolado e comunidades.

Durante a caminhada eclesial o Apostolado das Capelinhas se organiza com o mapeamento na organização de 15 setores de capelinhas na grande capital da metrópole paranaense, entre coordenações e milhares de mensageiros(as) no processo de evangelização que ao longo do tempo foi pensado, planejado e trabalhado na prática, nas regiões: norte, sul, centro oeste. 

O Apostolado das Capelinhas se torna mais que um apostolado e sim uma grande organização de pequenas comunidades que vai servir de espelho a gestação das CEBs: Comunidades Eclesiais de Base.  

A partir de 1968/69 o bom arcebispo: Dom Manuel da Silveira D'Elbox, percebe em sua reflexão a importância do Apostolado das Capelinhas e diante ao crescimento das comunidades, está, o movimento de Nossa Senhora se transformando em uma espécie de pastoral de arrecadação de prendas para festas, muito restrita as necessidades particulares do carreirismo e decide formar do laicato mariano a diretoria do Apostolado das Capelinhas, para que possam continuar visitando os lares,  sendo presença viva, sem perder a espiritualidade do carisma da missão,  com foco na promoção vocacional.

Com o repentino falecimento do bom arcebispo: Dom Manuel da Silveira em 1970 o clero de Curitiba, vai se organizar em sua ação evangelizadora, em tempos do surgimento das Comunidades Eclesiais de Base, partindo do que já existe, através dos setores da organização territorial do Movimento de Nossa Senhora das Capelinhas, organizando as santas missões de 1975.

Obs: algumas pastorais que surgirá a partir da década 80 em especial a Pastoral da Criança de Zilda Arns e seus ramos pastorais é formado nas comunidades eclesiais por voluntários que são os membros do Apostolado das Capelinhas e do AO: Apostolado da Oração.

Com as missões do ano 2000 e os desafios do pós missões, diante o crescimento radical do neopentecostalísmo o protagonismo do Movimento de Nossa Senhora das Capelinhas, com mensageiras(os) sendo lideranças ou agentes na Pastoral da Criança, MECEs, Catequese, Grupos de Reflexão ou Grupos de Famílias, diante os desafios da missão na conjuntura eclesial a partir de 2009 o saudoso bispo auxiliar: Dom Dirceu Vigini, vai criar um encontro de lideranças em um setor da região de Curitiba que chamou no primeiro momento de Assembleia do Povo de Deus e depois foi denominado EREN: Encontro Episcopal da Região Norte, que vai influenciar outros setores das regiões a fomentar encontros de motivação e formação das lideranças do povo de Deus. 

Nas últimas décadas o carreirismo alinhado ao corporativismo que começa também nos seminários, fez com que padres recém ordenados, assumissem coordenações de Pastoral ou movimento a nível de diocese, sem primeiro ser vigário ou trabalhar em Paróquias e conhecer a realidade da conjuntura eclesial e diante do contexto, bispos e padres que vieram de outras localidades e não conhecendo o legado da rica história missionária, foram transformando o laicato de Nossa Senhora das Capelinhas em uma pastoralzinha, muito restrita a servir "comunidades" na manutenção de suas necessidades materiais, para angariar prendas para festas, "show de prêmios"  e com isso o saudoso apostolado que ao longo de sua trajetória foi mais que um movimento e sim uma organização missionária vocacional, foi o "espírito perdendo o protagonismo", levando a conjuntura a paralisia.

História do inicio do Movimento de Capelinhas no mundo, é só clicar AQUI 

Mais não pense você que acabou, pois Nossa Senhora, continua caminhando e pode estar passando nesse momento em sua rua e chegando em sua consciência na porta de sua casa. 

Pense Nisso!

Fonte: Síntese da leitura e reflexão em registros de Livros Atas do Apostolado das Capelinhas. 

Matéria Reflexão: Tarcísio Cirino

domingo, 24 de abril de 2022

NOSSA REFLEXÃO: "ELEIÇÕES E MANIPULAÇÃO RELIGIOSA".

No último dia 21/04/2022, recebemos uma Nota Pública, para divulgação com o titulo: "Eleições e Manipulação Religiosa" e mesmo estando de acordo com a nota, resolvi não publicar, mais senti a necessidade de uma reflexão que em síntese, começa hoje, conforme a baixo, que é como introdução e levará nos próximos capítulos a um profunda metanoia.

Como sabemos o cristianismo não nasce de uma filosofia, ideologia e sim de uma pessoa: Jesus Cristo e diante a guerra de narrativas, entre: negacionistas, tradicionalistas, puritanos, progressistas em tempos de Pós-Verdade, que vem levando o corpo a um estado de paralisia, onde o milagre da cura para o momento é Silêncio, para que possamos, escutar, refletir, discernir para depois com consciência critica, comunicar, pois é ali em nossa consciência que Deus habita e fala em nossas consciências.
Amigos, desde criança, lá nos tempos de nossos avós, já ouvíamos dizer: A coisa tá feia, é compadre, você viu? A Igreja ultimamente está lotada, isso é sinal que o povo está em crise, pois quando a economia ou governo não vai bem, começa as dificuldades em casa, na sociedade e o povo vai correndo para a Igreja em busca de milagres. 
Parece que as guerras ou as crises governamentais, atraia o povo para a Igreja e as lideranças eclesiais, sobreviviam também com a manipulação em prol dos benefícios milagreiros das crises da conjuntura social, e assim com a Igreja "Cheia" muitas lideranças foram se conformando com a situação e foram levando os fiéis devotos a construir templos, currais e não entraram em tempos de coronelismo nas raízes do testemunho da catequese da transmissão da FÉ.
Hoje é nítido nas mídias sociais a guerra de narrativas que culpa o Concilio Vaticano II, por toda lambança eclesial que visualizamos na conjuntura da Pós-Verdade e diante dos conflitos de interesses no campo e nas mídias sociais as comunidades foram adoecendo e a partir dai a Palavra: Interação é a "Chave", o milagre, para as perspectivas de novos horizontes, para uma nova aurora.  Pois em tempos onde grande parte dos conteúdos que circula nas mídias, falando mal do Papa Francisco ou CNBB, são produções  enviesadas ao projeto da construção do reino de Deus, com um único objetivo, que é eleitoral (Poder)  
O fato é que diante a conjuntura atual é preciso maturidade, pois é urgente um olhar a realidade tal como ela é, sem partidarismos, só assim, será possível reconstruir a Igreja e nosso Brasil, sem a manipulação religiosa e sim, através do testemunho da Fé.  
Nossa Reflexão e imagem: Tarcísio Cirino 

domingo, 10 de abril de 2022

SHALOM: VIDA PARTILHADA




Estamos vivenciando em meio ás pandemias, guerra com misseis da inveja, fruto do pecado que está levando Caim a matar o seu irmão que é hoje a humanidade através de nós cristãos, que estamos ás portas de fazermos memórias da Páscoa, renovando no ressuscitado a nossa FÉ.

Respiramos nas colônias os ventos do império, onde o Patriarca Cirilo, simboliza aquele que está a frente do Sinédrio, influenciando seus interesses com o governo de Putin (Pilatos) que lava as mãos, com sua guerra de narrativas, mortes e lucros, com interesses mundiais. 

Diante do contexto é possível que aconteça uma trégua para se comemorar o feriadão do comércio da Páscoa, onde os pobres cristãos já tão humilhados possam ir aos anfiteatro, visualizar os tempos do filho de Deus que na história da humanidade, quis ser nosso irmão, se fez pobre, entre os mais pobres e  marginalizados, entrando em silêncio no sinédrio, onde foi julgado para ser crucificado e morreu.

Em tempos onde no processo de evangelização, nossas preocupações eram com o êxodo dos católicos que fomentava o crescimento das denominações evangélicas e com respeito a esse crescimento, sofríamos as perdas, vivendo a cada dia a nossa conversão, com foco no sofrimento da cruz, testemunhando nas comunidades a nossa FÉ, em procissões, oração, jejum e caridade, para que fossemos parecidos com nosso irmão: Jesus Cristo.  

Hoje, na sombria modernidade da internet, voltamos a viver como que em tribos virtuais do sinédrio e fomos abandonando as procissões de FÉ, para fazer carreatas, motociatas em prol de interesses particulares ou necessidades de marketing das lideranças e com isso fomos deixando de estar próximos aos que mais sofrem nas periferias existenciais e fomos perdendo a identidade de cristãos católicos.

Parece que desde que Herodes reconstruiu o templo de Salomão, ás consciências vem sendo manipulado por grupos e parte dos sacerdotes que querem ser dependentes da politicagem do estado, e se esqueceram, qual é o sentido ou qual é objetivo da missão da Igreja na construção do reino de Deus?

Amigos com á ressureição de Jesus e sua ascensão tem inicio a nossa missão de cristãos e ai a importância de nos colocar em estado permanente de missão ou será que ficaremos presos em nossas realidades pessoais de carreiras, corporativismo e monopólios na comunicação das mídias sociais, esperando nas sacristias chegar o mês de outubro para fazer algumas novenas nas casas em tempos estratégicos de interesses nas eleições para caminhar de mãos dadas com o espírito do estado..

Se for assim, parece que a Pascoa não aconteceu e Caim matou a humanidade e a Igreja já não tem mais nada a dizer. No entanto se verdadeiramente o ressuscitado vive no templo de sua morada que é também, nós, então temos o que dizer e junto com Ele, Jesus, venceremos o sistema de injustiças sociais nesse mundo.

Shalom

Nossa Reflexão e imagem: Tarcísio Cirino

quinta-feira, 7 de abril de 2022

PRESIDENTE VEM AO PARANÁ CONTRIBUIR COM O TURISMO RELIGIOSO.

Em meados do mês de fevereiro 2022 o DER- PR: Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná, publicou licitação para construir em Bandeirantes na região norte uma nova passarela com acesso ao Santuário São Miguel Arcanjo, com orçamento previsto de 6,13 milhões.  

O DER-PR abriu essa semana, envelope com ás 2 melhores propostas da licitação para as melhorias da BR 369 na construção da passarela que vai dar acesso aos fiéis para o turismo religioso no Santuário São Miguel Arcanjo no Paraná.

As peregrinações em Bandeirantes já fazem parte do turismo religioso do Paraná, onde; o Santuário e a Gruta Nossa Senhora de Lourdes, reúne, milhares de fiéis, chegando em momentos festivos a reunir mais de 30 mil devotos, segundo nos informou fontes do interior do Paraná.

O resultado da licitação com a proposta da empresa vencedora para a construção da passarela será publicado no diário oficial em breve.

Na última segunda feira á direção do Santuário São Miguel Arcanjo e do Resort Morros dos Anjos, informou que atendendo convite do Deputado Federal Diego Garcia está confirmado para o próximo sábado 09 a presença do Presidente Jair Bolsonaro, que vem em visita ao Paraná da cidade de Andirá na parte da manhã em motociata até o Santuário São Miguel Arcanjo e na sequência fara visita ás obras do Santuário.

O Presidente Bolsonaro estará acompanhado do Governador Carlos Roberto Massa Junior (Ratinho) seu Pai e outras diversas autoridades politicas, e possível participação do empresário da Havan,

Dom Antônio Braz, bispo da Diocese de Jacarezinho informou em nota oficial que a visita do Presidente Jair Bolsonaro ao Santuário São Miguel Arcanjo não é de responsabilidade da diocese e sim resultado de convites de pessoas em particular e reafirmando a isenção partidária da Igreja Católica que presa pelos princípios evangélicos da justiça, paz e do reinado social de Cristo e não faz nenhum tipo de escolha partidária, politica ou ideológica, conforme a integra da nota á baixo.



sexta-feira, 18 de março de 2022

IGREJA CORRE O RISCO DE PERDER O CORAÇÃO DO EVANGELHO.

É possível que o crescimento de protestantes, evangélicos, pentecostais , levou, padres conciliares a se preocupar com os fundamentos da fé, visualizando, o processo de conversão da conjuntura eclesial, que em passos estratégicos, sinalizou, a urgência da Pastoral da animação bíblica, evitando, entrar na linguagem devocional e mística que em tempos de nossos antepassados, contribuiu por séculos, na catequese da transmissão da FÉ. 

Em meio a Constituição Dogmática Dei Verbum o concílio parece que evitou a expressão "Sagrado Coração" pois ficou ausente dos documentos conciliares e do catecismo da Igreja Católica e assim a devoção foi perdendo o chão em muitas comunidades eclesiais. 

No pós concílio o ativismo religioso foi trabalhando o que tinha no momento e foi se utilizando dos movimentos marianos, apostolado da oração, etc, para promover agentes para o surgimento de novas Pastorais e com isso é possível que sem perceber, foram, inviabilizando o crescimento de movimentos eclesiais que tiveram origem antes do Concílio Vaticano II.

Um exemplo concreto de visualizar e compreender essa realidade e suas consequências, hoje, é um olhar para a última década e se não fosse a forte atuação e motivação do Papa Francisco no Apostolado da Oração com o marketing da Rede Mundial de Oração do Papa o (AO) que estava reduzido a um pequeno grupo de anciãos em poucas paróquias, poderia o apostolado antes da pandemia ter falecido.

É fato e podemos testemunhar que quando associações ou movimentos, envelheceram por falta de motivação e não se renovaram, "levaram" como que em um efeito dominó as pastorais para a UTI, pois essas pastorais por vezes só possuíam a "coordenação" para existir em uma reunião pastoral ou paroquial e seus agentes anciãos, em sua maioria, pertenciam aos movimentos eclesiais.

O saudoso movimento de capelinhas: foi um dos grandes movimentos de leigos da Igreja do Brasil, atuando em prol das vocações e seminários em suas necessidades materiais e espirituais, que de acordo com pesquisas publicadas em revista de circulação na Europa e na América, só na arquidiocese de Curitiba o movimento de capelinhas até 2017, arrecadava aproximadamente: US$ 500.000 dólares ou cerca de 1,5 milhão de reais, por ano, na época, conforme nos mostra a pesquisadora da PUC: Pontifícia Universidade Católica do Chile, que você pode clicar AQUI e visualizar a pesquisa na integra.  

De nossa parte nas últimas décadas, muitas vezes na cobertura de eventos, fazendo imagens de ordenação sacerdotal ou episcopal, por vezes, visualizei pela lente da câmera as lágrimas nos olhos das mensageiras(os) do Coração Imaculado de Maria que gastaram a vida, para manter seminários, seminaristas e na hora dos agradecimentos ou das fotos, só gostariam de ser lembrados, e por vezes, aquele que foi ordenado se lembrava de todos as vezes até dos políticos da comunidade e não se lembrava das pobres viúvas mensageiras(os) que tanto se dedicaram para que os seminários tivessem recursos materiais e espirituais para a formação e ordenação do Padre.

Em tempos de Campanha da Fraternidade 2022 que tem como tema: Fraternidade e educação eis ai, uma boa reflexão para que a Igreja não corra o risco de perder os frutos da figueira do Coração do Evangelho.

Matéria Reflexão: Tarcísio Cirino