terça-feira, 20 de agosto de 2019

É PRECISO BATER NA CABEÇA DO LOBO PARA QUE AS OVELHAS TENHAM VIDA.

Veículo da Missão: as romarias tem um sentido simbólico, com fonte na própria marcha da humanidade e se originaram na esteira do Concilio Vaticano II, que acabou com a ruptura entre povo, palavra e altar. 

Nos dias atuais as romarias tradicionais buscam essencialmente o altar e o santo, enquanto que as romarias da terra introduziram a "Palavra" a reflexão, sendo "sacramento da caminhada, pois elas são o templo do encontro do divino com o humano".


A Romaria da Terra, é de caráter ecumênico e incorpora ritos e símbolos de outras religiões ao evento, junto ao universo católico,    trabalhando seus lemas a partir da Campanha da Fraternidade e este ano 2019, refletindo as politicas públicas; a 32° Romaria da Terra, aconteceu neste último domingo (18) na cidade rural de Lindoeste com cerca de 6 mil habitantes, na região metropolitana da cidade da arquidiocese de Cascavel, tendo o evento como lema: "Nenhum camponês sem terra, mulher sem direito, jovem sem educação e criança sem saúde".

É comum nas praças e rodas de conversas das cidades e do campo, escutar de idosos, jovens, o triste desabafo do povo que sofre no caminho dizendo: os Pastores da Igreja de nossos Pais já cumpriram a sua missão profética e hoje com seus louvores e orações se encontram acovardados com as tecnologias das mídias de nosso tempo com as portas fechadas nas quatro paredes das sacristias com medo dos lobos de nosso tempo.

No entanto irmãos; não é uma Igreja acovardada, indiferente, que estamos visualizando no Paraná e sim uma Igreja Missionária em saída e presente com seu Pastor que vai ao campo nas periferias existenciais ao encontro das ovelhas que sofre e os acolhem com uma mensagem de esperança.

Foi o que vimos e ouvimos na 32° Romaria da Terra no interior do Parará, onde o povo tinha os olhos fixos no Pastor, e os escutavam.

O evento teve inicio ás 7h00 da manhã na Paróquia Cristo Rei com Missa presidida pelo arcebispo de Cascavel, Dom Mauro Aparecido dos Santos e concelebrada com a presença de Dom Geremias Steinmetz, Dom Manoel João Francisco e diversos sacerdotes do regional Sul 2 CNBB, seminaristas, lideranças do laicato, religiosos(as) e o povo de Deus.

Após a Santa Missa, em um campo aconteceu a reflexão da história da Romaria da Terra, com a participação de grande multidão de romeiros vindos de Curitiba e das dioceses do regional sul 2, com a presença do prefeito da cidade,vereadores e na sequência aconteceu a tradicional caminhada da Romaria da Terra.

Reflexões do Pastor transcrita em síntese.

Dom Mauro: você não precisa se preocupar se as pessoas na sociedade vai nos tachar de comunistas, mais você precisa se preocupar sim! Quando você se encontrar com a pessoa de Jesus Cristo, pois ele vai te dizer: Eu tive fome e tu não me deste de comer. Eu tive sede e não me deste de beber. Eu fui estrangeiro e não me acolheste. Eu tive preso e tu não me visitaste.

É preciso bater na cabeça do lobo para que as Ovelhas tenham Vida.

Dom Geremias Steinmetz: Muitos pensam que o problema da terra está resolvido no oeste do estado do Paraná, mais na verdade não está resolvido e são milhares de pequenos agricultores que a mais de 50 anos ainda não possuem os documentos da terra e não tem acesso aos créditos para trabalhar e cultivar a sua terra. 

Veículo da Missão: Em breve publicaremos o documentário da Romaria da Terra, com o áudio e imagens em vídeo

Matéria: Tarcísio Cirino.
19-08-2019

OS LOBOS NA FLORESTA TEM MEDO DO SÍNODO DA AMAZÔNIA

O Sínodo da Amazônia tem recebido injustamente muitas críticas de lobos políticos com interesses nas riquezas das florestas do chão dos povos indígenas da Amazônia e até em parte da Igreja, existe grupos que querem silenciar o Papa Francisco com o Povo de Deus e procuram desestabilizar os trabalhos do Sínodo da Amazônia para que a Igreja fique nas sacristias e não comente, não fale do berço da maior biodiversidade da floresta tropical do mundo, que abriga 20% da água doce não congelada do planeta e atrai turistas, cientistas, comércio e laboratórios de pesquisas nas milhares de espécies da fauna e da flora.

Uma corrente radical a começar pelo alemão cardeal Walter Brandmuller e outros procura influenciar as grandes mídias e seus seguidores  com os seguintes pensamentos: "o que a ecologia, a economia e a política tem a ver com o mandato e a missão da igreja?  E a cima de tudo: que competência profissional e autoridade tem um sínodo eclesial de Bispos para emitir declarações nesses campos?"

Fica evidente e crescente o pensamento do alemão que influência em parte os funcionários de governos e grupos radicais que muito se fala de louvor, oração e Palavra,  mais na prática o testemunho fica enclausurado no cerco dos comportamentos que fortalece o clericalismo em seus currais.

É dentro deste contexto do mundo atual que acontece o Sínodo da Amazônia em Roma dos dias 6 a 27 de outubro, onde Bispos da região Pan-Amazônica estará refletindo o tema: Amazônia novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral".

O Sínodo da Amazônia: convocado pelo Papa Francisco é um grande projeto eclesial, cívico e ecológico que visa superar confins e redefinir as linhas pastorais, adequando aos tempos atuais.

Neste imenso território habitam cerca de 34 milhões de pessoas, dos quais mais de 3 milhões são indígenas pertencentes a mais de 390 grupos étnicos, onde povos e culturas diferentes como afrodescendentes, camponeses, colonos, vivem em uma relação vital com a vegetação e as águas dos rios.

Embora a temática do sínodo se refira a uma região especifica com os 9 países Pan-Amazônia: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa; as reflexões irão além do território geográfico, pois abrangem toda a Igreja e dizem respeito ao futuro do planeta.

A pauta do instrumento de trabalho não foi feita pelo Papa Francisco e sim por uma equipe de estudiosos que realiza uma consulta sobre os assuntos com o laicato e lideranças religiosas e após as consultas os temas são apresentados no Sínodo, onde é feita uma discussão sobre os assuntos e estudos e após o Sínodo é entregue os resultados da conclusão ao Papa, para que ele possa conhecer os resultados e escrever a "exortação pós-sinodal".

No entanto caso o Papa não concorde com as conclusões apresentados pelo sínodo, ele não é obrigado a endossar as conclusões e no tempo oportuno, sem data definida se apresenta o documento da exortação pós-sinodal.    

Matéria: Tarcísio Cirino
15-08-2019

FORMAÇÃO SETOR COLOMBO: PASTORAL DA PESSOA IDOSA É NOTÍCIA NO MUNDO.


Agosto mês vocacional e na manhã deste sábado dia 10, véspera do dia dos Pais,  450 pessoas que trabalha no processo de evangelização da Igreja em saída, através de Grupos de reflexão, Catequese, mensageiras(os) de capelinhas, MECEs, Pastoral da Pessoa Idosa, e demais representantes de Pastorais e Movimentos do Setor Colombo,  participaram do estudo e reflexão do documento 107 CNBB, com o arcebispo Dom Peruzzo, na Paróquia Santa Terezinha de Lisieux, arquidiocese de Curitiba.

Pe. Jefferson Lima Costa CP: acolheu os representantes das 7  Paróquias do Setor Colombo, agradecendo a presença de todos e passou a Palavra a Dom Peruzzo, que iniciou o encontro informando que o documento 107 CNBB, nos últimos 2 anos foi vendido 200 mil exemplares no Brasil e surpreendeu a todos com a notícia de que foi informado que a Pastoral da Pessoa Idosa é o melhor serviço Pastoral da Igreja no mundo e como o arcebispo de Curitiba, Dom Peruzzo é o coordenador da Pastoral da Pessoa Idosa no Brasil, foi convidado a ir para Roma para falar da Pastoral em um encontro para a Igreja no mundo.

Após a boa notícia o arcebispo conduziu a catequese levando todos a refletir o que é a Palavra iniciação cristã?


Veículo da Missão: Em síntese o arcebispo levou as lideranças e agentes de Grupos de reflexão, catequese, agentes de Pastorais e movimentos a refletir que iniciação a vida cristã, é um processo de partida, que leva ao compromisso de engajar na vida da Igreja, através de uma mudança na escala para uma conversão, onde a partir dali toda a Igreja é chamado apresentar a pessoa de Jesus Cristo com paixão e nós precisamos mudar o modo de apresentar Jesus Cristo e toda Igreja precisa passar por uma revisão profunda, pois nós temos apresentado idéias de Jesus e não a pessoa de Jesus Cristo. O mestre Jesus deixou a Judeia e voltando para a Galileia escolheu o caminho mais longo, ir para a Samaria, porque éra preciso passar pelo caminho onde tinha mais pecadores, porque Deus decidiu buscar aqueles que estavam mais distantes e ali no caminho mais longo se achava a fonte de Jacó e Jesus sentou para descansar; uma samaritana chegou para tomar água e Jesus disse: Mulher dá-me de beber. E ali começou a iniciação.( João 4 )

Avisos: Por último o coordenador dos Grupos de reflexão e Movimento de Capelinhas do Setor Colombo, informou que o próximo evento a nível de setor acontecerá no dia 19 de outubro, sábado na parte da tarde a partir das 13h30 ás 17h00 no auditório do Colégio Santa Cândida e desde já todas coordenações podem já ir divulgando o evento.

Dom Peruzzo, acompanhado do Pe,Jefferson, encerrou o evento após oração ás 12h00.

Matéria: Tarcísio Cirino
10-08-2019

NINGUÉM PODE DAR O QUE NÃO TEM.

Veículo da Missão: Após  dias intensivos de palestras, reflexões e oficinas( trilhas do conhecimento) os comunicadores profissionais das mídias católicas do Brasil e acadêmicos, seminaristas, Padres, Bispos, agentes da PASCOM, foram provocados a uma mudança de paradigmas e repensar a cultura contemporânea dentro do tema: "Comunicação, Democracia e Responsabilidades" entre a Igreja católica e a sociedade e no campo das boas notícias nas redes sociais, através da Live, vídeos, informativos; repensar o que de fato é comunicação?
Refletindo a cana rachada no livro do profeta Isaías, com o evangelho o bispo auxiliar de Goiânia: Dom Levi Bonatto, levou todos a refletir que esse evento é uma ajuda a Igreja do Brasil e a maior responsabilidade de um comunicador é com a sua própria vida interior, a sua própria vida espiritual e esse é seu maior trabalho a sua maior responsabilidade, pois como irá falar da Palavra de Deus e do sagrado aos outros se não vive as realidades. 

Então esta reflexão precisa ficar em nosso coração e se sairmos deste MUTICOM, pensando nisso, já teremos um grande ganho em nossa vida pois penso que é uma obrigação cuidar de nossa vida interior porque depois a Palavra será como uma espada de dois gumes que irá cortar os corações dos outros e penetrar em suas almas e como é que conseguiremos isso em relação a vida espiritual?

A receita nós já temos e foi nos fornecida a muito tempo: é através da oração e não tem outro caminho, pois a tua vida vale o que vale a tua oração, e as vezes parece que não, as vezes parece que a vida vale a sua expertise, a quantidade de problemas que resolvemos no dia, mais pensem o que vale realmente é a nossa vida de oração, pois com a nossa oração teremos o Espírito Santo, santificador em nossa Vida e através dos sete dons o comunicador cristão católico atinge os corações de nossos irmãos e depois não podemos esquecer de Nossa Senhora pois "Maria a Nossa Mãe foi uma grande comunicadora" não porque fazia grandes discursos com eloquência e sim porque guardava todas essas coisas em silêncio em seu coração e esse foi o segredo da comunicação de Nossa Senhora e com sua vida orante e simples, ela levou a mensagem de Deus a todos os recantos do mundo. 
Dom Washington Cruz CP, na reflexão da missa de encerramento do Muticom 2019, o arcebispo levou os comunicadores a refletir que o missionário estava preso, com a Palavra licerceada, mais a exemplo de Maria o missionário escolheu com alegria, escutar a Palavra

O missionário Paulo escolheu a melhor parte, escutar e soube comunicar a Palavra com competência a uma multidão. 

Hoje estamos encerrando este Congresso denominado MUTICOM, e aqui temos pessoas das mídias e representantes de quase todo Brasil, que atua em sites, jornais, TV, rádios, e temos muitos que atua na Pastoral da Comunicação nas Paróquias das dioceses, e graças a todos podemos transmitir a Fé.

Esses dias foram de aprendizagem, estudo, convivência, troca de experiências, articulação e certamente vai ajudar a mudar para que a comunicação da Igreja, melhore ainda mais e precisamos que a comunicação social esteja a serviço da Paz, cidadania, Justiça, democracia, e da solidariedade pois queremos uma comunicação de Luz, sem a divulgação de falsas notícias, sem as mensagens de ódios; e queremos irmãos o exemplo do espírito de Abraão e Sara, para que nos encha de lucidez e possa fortalecer o espírito da acolhida e que o espírito de Maria nos ajude a escutar o essencial para que não percamos tempo com as mensagens que não nos fazem bem e assim não dispensar a missão naquilo que não vai produzir nada em nossas vidas e que alegria do alto nos encha da santa alegria por exercermos o ministério da Comunicação.

O presidente da comissão de comunicação da CNBB, Dom Joaquim Mol: Agradeceu os organizadores do evento e a presença de todos e informou que o próximo MUTICOM, ainda não está definido e assim que for escolhido o nome da próxima diocese a sediar o evento será informado através das redes sociais.
O evento reuniu jornalistas renomados: Gerson Camarotti, Nilson klava, Moisés Sbardelotto, o estudioso e doutor em drone, Prof. Manuel Eduardo Ferreira e professores de diversas áreas das mídias digitais sendo os participantes de 22 estados do Brasil, e neste domingo 21 Julho às 10horas da manhã aconteceu o encerramento do 11° Muticom: Mutirão Brasileiro de Comunicação, através da Santa Missa presidida pelo arcebispo de Goiânia, Dom Washintton Cruz CP e concelebrada com Dom Joaquim Guimarães Mol, Dom Mario Spacki, Dom Wagner, outros bispos e diversos Padres das regiões do Brasil, tendo o evento objetivo de refletir o caminho e as perspectivas das relações entre a Igreja católica com a sociedade brasileira e sua cultura contemporânea no campo da comunicação, sendo  as conferências e reflexões dentro do tema: "Comunicação, Democracia e Responsabilidade Social".

Matéria: Tarcísio Cirino
22-07-2019

A HISTÓRIA DAS CAPELINHAS: QUAL É O MISTÉRIO DO MOVIMENTO DE NOSSA SENHORA?

A primeira visita de Nossa Senhora das capelinhas no Brasil, aconteceu no ano 1914, através da aprovação e benção do arcebispo de Mariana: Dom Silvério Gomes Pimenta, que deu início a organização da igreja doméstica, através da visita domiciliar das capelinhas de Nossa Senhora, de onde rapidamente chegou a capital de Minas Gerais, e expandiu para outras dioceses do Brasil.

Mariana nos dias atuais é bastante conhecida através dos noticiários nas grandes mídias e particularmente me faz pensar na irresponsabilidade das Políticas Públicas, através da lama que destruiu uma comunidade e depois Brumadinho, de onde a lama ceifou muitas vidas.

A lama que por décadas, escravizou o povo e no mistério estou a refletir a lama do Rio Paraíba, onde permaneceu a imagem de Nossa Senhora Aparecida a Padroeira do Brasil.

Talvez o amigo leitor, esteja ai se perguntando; mais como as capelinhas de Nossa Senhora, chegaram ao arcebispo Dom Silvério Gomes Pimenta em Mariana -Minas Gerais - Brasil?

Bom é a história que vamos contar a partir de agora, para que você conheça, e possa transmitir as próximas gerações de onde e  como nasceu o movimento de Nossa Senhora das Capelinhas no mundo.

Eu sou Tarcísio Cirino,  e no governo do arcebispo Dom Moacyr José Vitti em Curitiba, fui convidado a ser o assessor de comunicação do Movimento de Capelinhas, e após anos de pesquisas, estou levando a conhecimento de todos a história de como nasceu o Movimento de Capelinhas e como este movimento de leigos da Igreja, chegou ao Brasil.

ORIGEM DO MOVIMENTO.

Na progressista cidade de Guayaquil em 26 de agosto 1888 na República do Equador, teve inicio a visita domiciliar das capelinhas de Nossa Senhora, através do Cônego José Maria Santistevan, que organizou as capelinhas de Nossa Senhora, sob a denominação de "Visita Circulante do Imaculado Coração de Maria".

Do Equador estendeu-se pelo caminho ás Republicas do Chile, Argentina, Perú, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Panamá, Cuba, Estados Unidos; com as bençãos dos episcopados e sob as atividades e direção dos Missionários Cordimarianos, que através das pregações, gerou frutos.

ORIGEM DAS DIRETRIZES DO MOVIMENTO.

Em 26 agosto de 1913, o apostólico missionário cordimariano P. D. Jánariz, sob as normas e estatutos que deve reger a organização das capelinha de Nossa Senhora, fundou na cidade de Aranda de Duero, na Espanha a visita domiciliar de Nossa Senhora das capelinhas, inscrevendo 600 famílias na cerimônia de instalação.

No final de 1914 a "Obra da Visita Circulante" do Chile, publicou na tipografia "Claret" um precioso e interessante Manual de 87 páginas, aprovado, com a data de 5 de Novembro de 1913, pelo Exmo. Sr. Internúncio Apostólico daquela República e em 16 de abril de 1914, foi aprovado por S.Exia. o Sr. Arcebispo de Santiago.

Da Espanha depois da aprovação do Sr. Núncio apostólico de sua Santidade, e das autoridades eclesiásticas em 18 Janeiro de 1914, com aprovação de mais de 40 Bispos, a igreja doméstica de Nossa Senhora das Capelinhas, espalhou-se para a França, Itália, Alemanha, Inglaterra, Portugal, e da Europa os missionários levaram o movimento de capelinhas para a Africa, Ásia, e Oceânia, conforme registro ( Cfr. "Manual de la Visita Domiciliária del L.C de Maria", pelo P. D. Janáriz - Madri, 1923).

No Brasil, com aprovação e benção do Arcebispo de Mariana em Minas Gerais, o movimento de Nossa Senhora se espalhou e vale lembrar que o território da arquidiocese no contexto da época era grande, e as capelinhas de Nossa Senhora, foi chegando em outras dioceses do Brasil, e chegou a arquidiocese de Curitiba, no governo do arcebispo Dom Ático Eusébio da Rocha; e teve inicio a organização das capelinhas, através do Missionário Claretiano Pe. Roberto Perez, que motivou a visita das capelinhas de Nossa Senhora aos domicílios das famílias da Paróquia Imaculado Coração de Maria, no bairro Água Verde, Curitiba, com a inauguração em 26 agosto de 1937.

ARQUIDIOCESE DE CURITIBA.

Da Paróquia Imaculado Coração de Maria, as capelinhas de Nossa Senhora, foi se espalhando por toda Curitiba, e nas diversas cidades do Estado do Paraná, de onde nasceu muitas comunidades Paroquiais.

No ano 1967, o arcebispo Dom Manuel da Silveira D'Elbox, vendo os frutos do Movimento de Capelinhas, nas Comunidades de Comunidades, e percebendo que muitas Paróquias estava transformando o Movimento de Capelinhas em uma Pastoral; o bom arcebispo, resolveu criar a diretoria Central do Movimento de Capelinhas, do qual o  arcebispo denominava Apostolado das Capelinhas e incumbiu o bispo auxiliar Dom Pedro Fedalto a acompanhar este Apostolado.

Em 1969, o arcebispo Dom Manuel, promoveu em Curitiba, o primeiro Congresso do Movimento de Capelinhas no mundo, e a partir deste evento, o movimento se expandiu para para Santa Catarina, Rio Grande do Sul, outros estados e Países.

Obs: Demais informações do primeiro Congresso do Movimento de Capelinhas no mundo é só clicar neste link:  .http://missoespopulares.blogspot.com/2018/12/50-anos-1-congresso-no-brasil-das.html

Em 2011 a pedido do arcebispo Dom Moacyr José Vitti, foi feito uma pesquisa para saber quantas mensageiras(os), o Movimento de Capelinhas tinha na Arquidiocese de Curitiba, e se concluiu a pesquisa com 10.500 mensageiras(os), onde consideramos o número oficial de 10 mil mensageiras(os).

O  Movimento tem como objetivo: evangelizar as famílias através da visita de Nossa Senhora na capelinha, sendo instrumento propagador da Palavra de Deus; favorecendo a união fraterna, através da oração em especial o terço, para despertar na família as vocações sacerdotais, religiosas, com incetivos material e espiritual, aos seminários.

Dos 100% das doações feita através das famílias que recebe a visita da capelinha de Nossa Senhora, 90% vai para os seminários na  ajuda material da formação do futuro Padre; sendo repassado as doações da seguinte forma.


45% Seminário Religioso
45% Seminário Diocesano
10% Movimento de Capelinhas a nível Paroquial.

Matéria: Tarcísio Cirino.
06-04-2019


AMAZÔNIA: REFLEXÃO DO MÊS VOCACIONAL

Nos dias atuais como levar uma mensagem vocacional de esperança em um País onde a Amazônia é a insônia do mundo e o povo de Deus é massa de manobra nas mãos de grupos políticos e estes com a força da grande mídia, promovem a divisão em parte da sociedade e discriminação na luta do povo que sofre por melhorias nas politicas públicas?

Quando éramos adolescentes em nosso País, com a força do Espírito Santo, fomos incentivados no caminho em nossos grupos de jovens nas comunidades Paroquiais daquele tempo, onde motivados na dimensão vocacional, laicato, fomos inspirados no testemunho de Dom Hélder Câmara, Dom Evaristo Arns, Dom Aloísio Lorscheider, Pe.Zezinho, e outros bons Padres da época.   

O tempo passou para todos a internet chegou com a força das redes sociais e as celebridades.

Hoje as referências vocacionais são outras para os adolescentes, jovens, família, laicato, seminaristas.

Estamos no mês de agosto, mês vocacional, rezemos para que no Brasil, através da família, tenhamos uma sementeira de santas vocações sacerdotais, religiosas, e no laicato, para que a igreja possa continuar a sua missão profética de amor, sendo sinal de Luz e esperança para os povos que sofre em silêncio na Amazônia o pulmão do mundo e tenhamos governantes que contribua na construção do reino de Deus, com as Políticas Públicas.

Reflexão: Mês Vocacional 
05-08-2019
Tarcísio Cirino

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

VIVENDO O BATISMO NAS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

Os conflitos de ontem e hoje na família, instituições, politica, sociedade, igreja, é fruto do carreirismo na busca sem limites para se conquistar o "Poder."

O Brasil é um país onde as pessoas consomem muita "informação" nas redes sociais, ficando em média 10horas durante o dia na internet, segundo pesquisas, e isto vai produzindo um efeito biológico nos comportamentos emocionais, de onde a cada dia se fortalece em grande parte da sociedade a pós-verdade.

É dentro deste contexto social que muitas pessoas falam de teologia sem ser teólogo, e são doutores em outros diversos assuntos em seus canais no YouTube, redes sociais, e sem nenhuma especialização conseguem atingir multidões sem nunca ter frequentado uma academia ou cursos referente a matéria em debate e isso vai gerando o medo, insegurança nos intelectuais que tanto se dedicaram a estudos nas universidades. 

O sistema em que estamos inseridos foi nos envolvendo a entrar em uma bolha através da viagem midiática e nas últimas décadas aconteceu uma mudança na estrutura geopolítica do País e na cultura das religiões na sociedade através do processo midiático nos vários níveis da comunicação, que pode ter nos escravizado no mundo real e digital, retrocedendo o povo a viver em uma rede de capitanias hereditárias. 

"Missionários da pós-verdade" manipula as consciências e nos faz acreditar que somos cidadãos livres que vive em uma democracia onde na verdade estamos presos nas capitanias de um regime totalitário patrocinado pelos senhores do grande capital financeiro.

Irmãos não somos eterno, todos nós vamos morrer, e de que forma queremos morrer? 

Vamos morrer como escravos pajeando o regime totalitário nas capitanias? Ou morreremos com a força do espírito do batismo do evangelho de Jesus Cristo em oração, lutando pela construção do reino de Deus, do lado dos pobres, marginalizados, excluídos para que nossos filhos, netos, e as próximas gerações possa receber de herança o depósito da Fé, de seus antepassados e construir no futuro um mundo melhor fora da casa grande, rumo ao reino definitivo.

Reflexão: Tarcísio Cirino
28-07-2019