quinta-feira, 19 de setembro de 2019

OS LOBOS NA FLORESTA TEM MEDO DO SÍNODO DA AMAZÔNIA

O Sínodo da Amazônia tem recebido injustamente muitas críticas de lobos políticos com interesses nas riquezas das florestas do chão dos povos indígenas da Amazônia e até em parte da Igreja, existe grupos que querem silenciar o Papa Francisco com o Povo de Deus e procuram desestabilizar os trabalhos do Sínodo da Amazônia para que a Igreja fique nas sacristias e não comente, não fale do berço da maior biodiversidade da floresta tropical do mundo, que abriga 20% da água doce não congelada do planeta e atrai turistas, cientistas, comércio e laboratórios de pesquisas nas milhares de espécies da fauna e da flora.

Uma corrente radical a começar pelo alemão cardeal Walter Brandmuller e outros procura influenciar as grandes mídias e seus seguidores  com os seguintes pensamentos: "o que a ecologia, a economia e a política tem a ver com o mandato e a missão da igreja?  E a cima de tudo: que competência profissional e autoridade tem um sínodo eclesial de Bispos para emitir declarações nesses campos?"

Fica evidente e crescente o pensamento do alemão que influência em parte os funcionários de governos e grupos radicais que muito se fala de louvor, oração e Palavra,  mais na prática o testemunho fica enclausurado no cerco dos comportamentos que fortalece o clericalismo em seus currais.

É dentro deste contexto do mundo atual que acontece o Sínodo da Amazônia em Roma dos dias 6 a 27 de outubro, onde Bispos da região Pan-Amazônica estará refletindo o tema: Amazônia novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral".

O Sínodo da Amazônia: convocado pelo Papa Francisco é um grande projeto eclesial, cívico e ecológico que visa superar confins e redefinir as linhas pastorais, adequando aos tempos atuais.

Neste imenso território habitam cerca de 34 milhões de pessoas, dos quais mais de 3 milhões são indígenas pertencentes a mais de 390 grupos étnicos, onde povos e culturas diferentes como afrodescendentes, camponeses, colonos, vivem em uma relação vital com a vegetação e as águas dos rios.

Embora a temática do sínodo se refira a uma região especifica com os 9 países Pan-Amazônia: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa; as reflexões irão além do território geográfico, pois abrangem toda a Igreja e dizem respeito ao futuro do planeta.

A pauta do instrumento de trabalho não foi feita pelo Papa Francisco e sim por uma equipe de estudiosos que realiza uma consulta sobre os assuntos com o laicato e lideranças religiosas e após as consultas os temas são apresentados no Sínodo, onde é feita uma discussão sobre os assuntos e estudos e após o Sínodo é entregue os resultados da conclusão ao Papa, para que ele possa conhecer os resultados e escrever a "exortação pós-sinodal".

No entanto caso o Papa não concorde com as conclusões apresentados pelo sínodo, ele não é obrigado a endossar as conclusões e no tempo oportuno, sem data definida se apresenta o documento da exortação pós-sinodal.    

Matéria: Tarcísio Cirino
15-08-2019

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