segunda-feira, 25 de maio de 2020

O MOMENTO É EXTRAORDINÁRIO.


sexta-feira, 22 de maio de 2020

A HUMANIDADE TEM EM SUA ESSÊNCIA VOCAÇÕES PARA A PAZ.


O que foi comunicado está comunicado, e assim se cumpre o que foi escrito, para que as próximas gerações, receba de herança o conhecimento, do precioso tesouro  escondido no  campo, para que quando o administrador voltar, encontre a semente, com os frutos do tesouro da fé, que foi confiado, para a missão de fazer discípulos em prol de uma vinha saudável, que produza bons frutos.

Quanto a mim, procurei em síntese, com minhas limitações, escutar o chamado, e mesmo diante da perseguição, contribuir na transmissão da mensagem, que nos foi confiado, e acredito, estar cumprindo a minha parte, na vinha, e creio que mereço um descanso.

Portanto irmãos: nos dias de inquietações, tribulações, quem estiver no campo não volte pegar a túnica, pois, serão dias terríveis, nas cidades, campos e colinas.   

No mundo plural, reina múltiplos interesses das instituições e da sociedade, que, caminha de mãos dadas, com o gênio da lâmpada, em busca dos desejos, mágicas, milagres.

Na casa comum, é urgente encontrar o farol, que ajude a iluminar o campo, para que possamos retirar o cisco de nossos olhos, em trevas, para pode vencer as batalhas, das pandemias internas, externas, do vírus da crise ética, moral, da humanidade doente, que contribuiu com seu espírito mundano, no processo de um sistema político de governo, em um mundo eclético, desigual, onde no momento atual: uma voz grita em nossas consciências e somos chamados a  passar pela porta do testemunho no redil da purificação, para pertencer ao rebanho dos discípulos missionários de Jesus Cristo, e levar uma mensagem de esperança, respeitando as diferenças, no caminho da cruz.

A humanidade tem em sua essência, vocações para a paz, e na força do Evangelho e na oração, compreenderam, a missão da Igreja doméstica, na gratuidade, solidariedade, caridade, e estes, serão os protagonistas da construção do reino de Deus, rumo ao reino definitivo. 

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino
22-05-2020

terça-feira, 19 de maio de 2020

NOTA: EM CURITIBA - CORPUS CHRISTI 2020 - ACONTECERÁ NA IGREJA DOMÉSTICA ATRAVÉS DAS MÍDIAS CATÓLICAS.


domingo, 17 de maio de 2020

CNBB: ESTÁ PROTEGENDO O REBANHO DO GENOCÍDIO.

A catástrofe da saúde em nosso país, diante da COVID-19, só não é maior no momento, graças a coragem e orientações da CNBB: Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que com muita responsabilidade, e respeito a vida, orientou as paróquias, a realizar as celebrações de fé, através das redes sociais, mantendo o povo de Deus, em especial os cristãos católicos, a ficar em casa, participando em família da santa missa, na Igreja doméstica.

Por um punhado de moedas, daqui para frente: Bispos, Padres, sofrerão uma forte pressão, política, e interna, para liberar as celebrações no templo, para a participação da sociedade.

Amigo: é possível que a ação do vento, esteja impulsionando o futuro, para que os sobreviventes da pandemia, na casa comum, esteja passando por uma purificação, em um novo tempo, uma nova Igreja, que culminara no protagonismo da Igreja doméstica, uma Igreja humilde, simples, não clerical, que vivera na gratuidade, os frutos do amor na solidariedade, com a verdadeira prática da caridade.

Rezemos para que nossos Bispos, tenham forças e com responsabilidade, sabedoria, proteja o rebanho da doença dos lobos.

Matéria Reflexão: Tarcísio Cirino
17-05-2020

sábado, 2 de maio de 2020

PARA ONDE IREMOS? VENCER A PANDEMIA

Amigos: em tempos de pandemia, muito - se tem falado e publicado nas redes sociais, por parte de intelectuais e apoiadores do seguimento político, com objetivo de atingir a massa, para que cresça a pressão interna, na Igreja, - e, Bispos, Padres, abandone a quarentena prolongada, abandone a Missa nas redes sociais, abandone a Igreja doméstica e volte de imediato para Jericó, celebrar a eucaristia.

Nos dias atuais, fica evidente a hipocrisia do seguimento, quando se defende a vida, por interesses políticos, mais não se preocupa com a vida do idoso, do povo humilde e sofrido, o próximo, que a séculos estão sendo manipulados e escravizados, sobrevivendo de doações, por falta de políticas publicas. 

De nosso ponto de vista, particular, é dentro deste contexto, da conjuntura social, eclesial, e, geopolítica do mundo atual, que governos da casa comum, estão de joelhos diante do vírus da morte, que paralisou, a economia, levando todos a uma leitura, neste tempo de pandemia, a pensar que o mundo não será mais o mesmo, do contexto atual, no pós pandemia. Será? 

A tempos o que difere muitas comunidades de fé, das seitas é a eucaristia, e se não tivesse a eucaristia nestas comunidades, muitas delas seriam muito pior do que as seitas que estão esparramadas por ai. 

Dito isso, precisamos na força da oração, trabalhar, saindo da competitividade e no silêncio, fazer a experiência do encontro com a palavra de Deus, e na gratuidade viver o amor na solidariedade.   

Reflexão: no velho mundo, a sociedade motivava os jovens a passar a vida estudando para participar de um concurso público e receber as regalias de trabalhar para o governo.

Outros, deixava suas comunidades de fé, família, pegavam a sua mala e seguia para o seminário em busca de alcançar o sacerdócio, ser Padre.

No seminário, bons professores, doava a vida, trabalhando, para que o jovem seminarista, tivesse uma formação missionária de excelência, e pudesse transformar o mundo, realizando o projeto da salvação, na construção do reino de Deus, rumo ao reino definitivo.

Após a ordenação sacerdotal, parte dos presbíteros, corria pegar a velha mala, retirava a roupa de quando chegou no seminário, vestia, e voltava correndo para os braços do corporativismo.

Nas comunidades, o velho clericalismo, sobrevive no tempo, apoiando, políticos e vocacionados para que as famílias pioneiras, tivesse frutos no controle eclesial, e na sociedade. 

Príncipes, tinha um bom coração, mais seus assessores nas cúria, possui-a, um coração de pedra, - era preciso uma transfusão, para um coração, com espírito misericordioso.

Em síntese: conta-se uma historia - que no alto de uma colina, tinha um templo e certo dia estava acontecendo uma Missa, e começou uma guerra dentro da Igreja no mundo invisível entre anjos e as forças do mal.

De repente, em oração, um jovem entrou na Igreja, e viu o Padre, sendo influenciado e assessorado por demônios, na forma de um homem e uma mulher.

O bancos do templo, estavam lotados de pessoas, mais estavam, como que cegos, e, era cego, guiando cegos e não conseguiam visualizar a guerra dentro da Igreja.

Na guerra, um dos anjos, olhou para o jovem que tinha entrado no templo e pediu que os ajudassem a combater as forças do mal.

Dentro da Igreja, o jovem entrou em combate e foi para cima do demônio, que tinha forma de homem e mulher,  e venceu o homem, mais a mulher, rangendo os dentes e gritando blasfemas, fugiu para fora do templo e entrou no cemitério.

Os anjos continuaram a batalha dentro do templo, a Igreja, e o jovem, foi para fora, atrás da mulher e neste momento foi arrebatado, através de um portal e levado para o alto, e lá no lugar que chamamos de céu, estava acontecendo uma reunião com os santos em uma grande mesa.

Na mesa de reunião, os santos estavam cabisbaixo, e um deles, debruçado na mesa, olhou para o jovem e para a Igreja na terra e chorava por sua congregação. 

Através do portal o jovem voltando a terra, viu que um grande rio, tinha inundado a terra e sobrou só o templo e o cemitério no alto da colina, com as diversidades de peixes mortos, afogados,sobre as águas em volta do templo.

Visualizando o triste cenário, o jovem, viu e ouviu os gritos da mulher, que rangendo os dentes, prometeu voltar e destruir o templo a Igreja.

Naquele momento: Deus, falou com o jovem, para não ter medo, dizendo que era de sua vontade que aquele templo, se tornasse um sinal do santuário da vida, no mundo, dedicado a jovem batizada por São Pedro, e deu orientações, para não ter medo da perseguição e assim a Igreja venceria o mal. 

Fazendo uma leitura reflexiva da história, fico pensando;
uma andorinha sozinha não faz verão, mais faz o anúncio do outono, com o início da primavera. 

Deus quer depender de você, para vencermos a pandemia.

Fique em casa e rezemos pelas redes sociais, até que tenhamos a vacina contra o vírus que ataca o pulmão e leva o corpo humano, templo da morada de Deus a morte. 

Clique AQUI e visualize a 1° parte da reflexão. E agora para onde iremos? 

Matéria Reflexão: Tarcísio Cirino
02-05-2020

quarta-feira, 29 de abril de 2020

ARTIGO: COMUNICAR A FÉ - PE.ELISEU WISNIEWSKI CM

Uma resenha de Eliseu Wisniewski sobre o livro Comunicar a fé: por quê? Para quê? Com quem?, de Moisés Sbardelotto.

Para o cristianismo o atual cenário mundial – diversificado, complexo e mutante – representa um enorme desafio. O fim da “cristandade” e o advento do pluralismo cultural e religioso sacudiram mentalidades, comportamentos e posturas e, com isso, geraram a perda de chão, a crise de referências, nas certezas e nas identidades. O impacto das mudanças coloca a Igreja diante da ineficácia das mediações através das quais a missão da Igreja se concretiza e manifestam o Reino de Deus (cf. Mc 6,7).
Frente a isso muito já se discutiu e se refletiu sobre a missão e a presença da Igreja no atual momento histórico. Apesar das mudanças radicais pelas quais estamos passando, sem o discernimento feito a partir da fé e condizentes com o Reino de Deus, corremos o risco de nos apegar a mediações anacrônicas, descontextualizadas, defasadas, obsoletas. Quais são as melhores mediações para responder e transmitir os dados da fé em um mundo como o atual sem a tentação de nos deixar levar pelos imediatismos, pragmatismos, providencialismos, fundamentalismos, relativismos e indiferença? Eis a pergunta a ser feita.
Moisés Sbardelotto jornalista, graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, mestre e doutor em Ciências da Comunicação – Unisinos, professor colaborador do PPG em Ciências da Comunicação – Unisinos, palestrante, tradutor e consultor em Comunicação para diversos órgãos e instituições civis e religiosas – na obra: Comunicar a fé. Por quê? Para quê? Com quem? –, páginas que “nasceram de um caminho comunicacional de escuta, acompanhamento e diálogo sobre a missão e a pastoral da Igreja” (p.12), coloca-nos diante do “desafio de aprender e apreender o estilo cristão de comunicar a fé” (p. 13).
O autor, partindo da premissa que o ser humano é um ser comunicacional (p. 11), entende que neste período histórico comunicar é uma tarefa repleta de possibilidades e desafios (cf. p. 11), uma vez que “os processos de comunicação são os mais diversos e interagem entre si de modo cada vez mais complexo” (p. 11). Daí a relevância da reflexão proposta pelo autor, acompanhada de algumas provocações: qual o papel da Igreja e de cada cristão e de cada cristã em relação a isso; e, em meio a tanta conectividade, por que as pessoas não são mais felizes e realizadas em seus vínculos; por que as sociedades não se mantêm mais coesas e harmônicas; e por que o mundo não se torna mais solidário e pacífico. Então, a pergunta: como reanimar nas pessoas a alegria de viver e conviver?
Como resposta às interrogações, Sbardelotto propõe a fé cristã – fé na vida, fé em Alguém, fé que se comunga e se comunica (cf. p. 12). Um referencial disto é o Papa Francisco: “uma pessoa que, ao mesmo tempo, entusiasma e realimenta a fé e também desafia a própria noção eclesial de comunicação” (p. 12). Inspirando-se na práxis comunicacional de Francisco, que “se explicita em suas ideias encarnadas em ações” (p. 13), o autor reflete sobre a comunicação cristã, eclesial e pastoral e propõe algumas “releituras dos textos do papa a partir do olhar comunicacional sobre a ação evangelizadora da Igreja” (p. 13). Faz notar, ainda que, “deixando-nos guiar pelo pensamento-ação de Francisco, seremos convidados a experimentar a alegria do Evangelho e também a aprender o estilo cristão de comunicar a fé, com alegria, ao mundo de hoje” (p. 13).
O livro está dividido em três partes, sendo prefaciado pelo padre jesuíta estadunidense James Martin, colunista da revista America e consultor do Dicastério para Comunicação do Vaticano. Para Martin, “entender o discernimento é fundamental para entender a comunicação da fé hoje” (cf. p. 7-9).
Na primeira parte, Comunicação e fé hoje: por quê? Para quê? Com quê? (p. 15-58), busca-se, através de oito (8) provocações a partir de uma releitura comunicacional de alguns trechos bíblicos, repensar a ação evangelizadora como ação de comunicação. Reflete-se assim sobre:
1) as raízes cristãs da Comunicação (p. 17-19);
2) a comunicação como ação cosmogênica (p. 20-22), a comunicação como ação ecológica (p. 22-25), a comunicação como ação alterizante (p. 25-30);
3) os relatos da Anunciação e Encarnação de Jesus (Lc 1,26-38) os cinco eixos da comunicação: a) comunicação é construção de sentido (p. 31-32), b) comunicação é uma dinâmica alterizante (p. 32-33), c) comunicação é diálogo e discurso em tensão criativa (p. 33), d) comunicação é processo em “beta aberta”: complexo, histórico, infinito (p. 33-34), e) comunicação é transformação da realidade (p. 34-35);
4) a comunicação encarnada de Jesus: a) linguagem do povo (p. 38-39), b) linguagem do corpo (p. 39-41);
5) a espiritualidade encarnada do comunicador cristão (p. 42-45);
6) não à mundanidade comunicacional (p. 46-49);
7) a relação entre evangelização e marketing: “evangelizar não é mercadejar” (p. 50) – a autêntica evangelização como comunicação cristã no contexto da cultura do descartável – entende que : a) a comunicação cristã é dom (p. 51-52), b) a comunicação cristã é um encontro (p. 52); c) a comunicação cristã é gratuita (p. 52-53); d) a comunicação cristã é alterizante (p. 53);
8) os limites de um catolicismo de massa: a) superficialismo e barateamento (p. 55-56), b) proselitismo e sectarismo (p. 56-57), c) clericalismo e exibicionismo (p. 57-58).
Na segunda parte, A alegria de comunicar: o Papa Francisco e a comunicação (p. 59-132), busca-se, numa perspectiva comunicacional, analisar os principais documentos do pontificado de Francisco. Em cada um destes documentos, olha-se primeiramente para as suas características gerais e, num segundo momento, seus aspetos comunicacionais. Das seis (6) reflexões que compõem esta parte, faremos breves acenos:
1) A comunicação do Papa Francisco, dos gestos às palavras: seus gestos (nome e a inclinação; o primeiro encontro com comunicadores, a primeira entrevista televisiva, a primeira carta aberta, a primeira entrevista impressa) explicitam intuições para o agir comunicacional de toda a Igreja, encarnadas no encontro – diálogo sem exclusão (p. 61-68);
2) Evangelii Gaudium: um estilo evangelizador para a comunicação da fé hoje: é um documento abrangente e programático para a vida eclesial neste período histórico. Uma exortação que traz a marca da alegria pela presença de Deus junto do seu povo e da liberdade, da diversidade, da pluralidade e da multiplicidade dos fiéis que se deixam conduzir pelo Espírito Santo e nele encontram a unidade, sem particularismos nem exclusivismos (cf. p. 69-82);
3) Laudato Si’: desafios e possibilidades de uma ecologia comunicacional: para Francisco, a comunicação envolve um nível antropológico, um nível ecológico e também um nível cosmológico. A ecologia comunicacional favorece uma experiência humana mais consciente e crítica, que não simplifica os problemas em dicotomias empobrecedoras. Reconhecer o lado técnico (dos elementos não humanos) e social (dos “outros” humanos) de toda comunicação é favorecer a construção de relações mais saudáveis, na consciência de que tudo está interligado ( cf. p. 83-93);
4) Amoris Laetitia: como comunicar o Evangelho da família hoje: o Evangelho da família não é uma boa noticia apenas para o casal e os filhos. Seja a dois, seja em família, é preciso vencer a autorreferencialidade familiar e buscar, sempre, uma “comunicação em saída” ao encontro do outro, das outras famílias, da sua linguagem e de seu contexto de vida. A família se torna sujeito da ação pastoral quando anuncia o Evangelho a outros, especialmente através do testemunho (cf. p. 94-111);
5) Gaudete et Exsultate: a santidade na comunicação do cotidiano: a santidade também é comunicação (p. 112). Santificar-se pela comunicação significa apaixonar-se por comunicar a beleza e alegria do Evangelho. Em um mundo cada vez mais marcado pelo ódio e pela violência, pela depressão e pela ansiedade, esperam-se comunicadores pacíficos e alegres, pacificadores bem-humorados e comunicativos. Assim nos santificamos pela comunicação e por comunicar a santidade (cf. 112-123);
6) Christus Vivit: por uma comunicação eclesial jovem com os jovens: um texto que desafia a Igreja a olhar para os jovens e para as juventudes não apenas como “receptores passivos” da comunicação da Igreja, mas como sujeitos ativos e criativos da mesma comunicação de que “Cristo vive”. Em termos comunicacionais, os jovens levam a Igreja inteira a pensar e a praticar estilos e linguagens (cf. p. 124-131).
Por fim, a terceira parte, Comunicar o Evangelho em tempos de redes (p. 133-183) é composta de sete (7) reflexões, nas quais leva-se em consideração o ambiente comunicacional contemporâneo e propõe-se um aprofundamento das mensagens do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais:
1) a revolução da ternura e a necessidade de uma comunicação encarnada: para Francisco, a encarnação não é apenas um conceito teológico. É uma realidade história que não nos deixa inertes. Na sua encarnação, o Filho de Deus convidou-nos à revolução da ternura (Evangelii Gaudium, n. 88). Esse também é o desafio comunicacional que a Encarnação lança a cada cristão e cristã: encarnar mediante gestos, palavras e símbolos, a ternura de Deus. Uma verdadeira revolução, que passa pela carne, em seu sentido mais profundo, pela realidade concreta de cada irmão e irmã que devemos tocar e pela qual devemos nos deixar tocar, como fez o próprio Jesus, Deus feito homem (cf. p. 135-137);
2) Na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2014: na sua primeira mensagem para este dia, Francisco convidou a viver a comunicação como proximidade. A construção de uma autêntica cultura do encontro passa pela proximidade, pelo diálogo e pela ternura. Desta forma os comunicadores são convidados a serem samaritanos comunicacionais, superando a intolerância com a proximidade (cf. p. 138-147);
3) Na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2015: nessa mensagem, Francisco relê a comunicação contemporânea a partir da família, “primeiro lugar onde aprendemos a comunicar” e em que começamos a construir os nossos contatos com o mundo. Assim, a família se torna a primeira escola de comunicação, o ambiente de relação e de convivência, sujeito que comunica. Nesse contexto, a relação entre comunicação e família se desdobra em três aspectos principais: a comunicação na família; a família na comunicação e a família comunicadora (cf. p. 148-154);
4) Na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2016: celebrando o Jubileu de Ouro do Dia Mundial das Comunicações Sociais, o Papa dedicou o texto desse jubileu ao tema da Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo, no âmbito do Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia. Na mensagem, ele relembra que a misericórdia é o traço característico de todo o ser e agir da Igreja. E isso envolve também a comunicação eclesial, que deve ser igualmente misericordiosa, portadora da força de Deus, graças a qual se constroem uma sociedade, uma cidadania e uma humanidade compartilhadas. Essa comunicação misericordiosa leva, principalmente, a uma opção comunicacional pelos pobres, a uma comunicação que elimina todas as formas de fechamento e desprezo, e expulse todas as formas de violência e discriminação. O convite a uma comunicação que reconheça os pobres também como agentes da construção de uma sociedade inclusiva e pontifícia, de uma cidadania responsável e alterizante, e de uma familiaridade próxima e cuidadora (cf. p. 155-159);
5) Na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2017: nessa mensagem, o Papa Francisco elevou a metáfora a “forma de misericórdia” de comunicação, capaz de abrir um “espaço de liberdade” para o outro com que se comunica. Apresenta-se desta forma o ícone da Boa Notícia, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. A partir dessa imagem, ele convida a buscar um estilo comunicativo aberto e criativo, mediante uma abordagem propositiva e responsável dos fatos. O pontífice convoca e encoraja a todos, no seu dia a dia, a oferecer relatos permeados pela lógica da boa notícia (cf. p. 160-164);
6) Na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2018: nessa mensagem, ele contrapõe dois tipos de entender a prática da comunicação. Por um lado, a comunicação é vista a partir do projeto de Deus, segundo o qual ela é entendida como uma modalidade essencial para viver a comunhão. Por outro, a partir do egoísmo orgulhoso, isto é, um modo distorcido de usar a própria faculdade de comunicar, que provoca uma alteração da verdade, em suma, a falsidade. Nessa perspectiva, o autor reflete sobre o sentido relacional da verdade e as fake news como construção da falsidade ou desconstrução da verdade (cf. p. 165-171);
7) Na Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2019: nessa mensagem, o papa reconhece que desde quando se tornou possível dispor da internet, a Igreja sempre procurou promover o seu uso a serviço do encontro entre as pessoas e a solidariedade entre todos. Sendo assim, o ser-em-relação é abordado a partir de três metáforas principais: a rede, a comunidade e o corpo (cf. p. 172-183).
Está aí um livro muito interessante, que versa sobre um tema fundamental para a evangelização no contexto atual em que a Igreja é interpelada pelas mudanças trazidas à sociedade contemporânea pela revolução digital. Sabemos que a Igreja no Brasil vem realizando um esforço de reflexão sobre a ação evangelizadora como prática de comunicação, tendo como horizonte uma comunicação aberta ao diálogo com o mundo, a pessoa, a sociedade e suas tecnologias.
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023 salientam que a evangelização do mundo urbano não pode prescindir da questão da comunicação: “Para ser missionária, a comunidade eclesial necessita também se inserir ativa e coerentemente nos novos areópagos, dentre os quais se encontram as redes sociais. Com um olhar propositivo, é imprescindível reconhecer as oportunidades para a propagação do Evangelho que a cultura midiática oferece. São novos recursos, linguagens e meios para evangelizar. Entretanto, é indispensável agir com discernimento, pois o próprio consumo de informação superficial e as formas de comunicação rápida e virtual podem ser um fator de estonteamento que ocupa todo o nosso tempo e nos afasta da carne sofredora dos irmãos. Além disso, possibilitam a difusão de notícias e informações mentirosas, as fake news, de forma rápida e com graves consequências para as pessoas, as comunidades e a sociedade”. Nesse sentido, o Papa Francisco convida a tomarmos consciência de que somos membros uns dos outros (Ef 4,25), por isso é necessário restituir à comunicação uma perspectiva ampla, baseada na pessoa, onde a interação é entendida sempre como diálogo e oportunidade de encontro com o outro. Uma comunidade é uma rede entre as pessoas em sua totalidade” (cf. n. 118).
O livro nos chega a momento oportuno. O nível de informação é gigantesco, e as pistas pastorais são inumeráveis. Despojado das armaduras acadêmicas, sem sofisticações e complicações, os conteúdos abordados nos capítulos deste livro são acessíveis e profundos. Aborda amplos problemas e permite ampliar e aprofundar a compreensão da comunicação, trazendo a contribuição do pensamento do Papa Francisco para esta temática (especialmente em suas mensagens para o Dia Mundial das Comunicações Sociais). Trata-se de um livro precioso para quem quer aprofundar os caminhos da reflexão sobre a comunicação em âmbito católico.
Numa nova edição – uma correção e uma sugestão. Correção: na página 9: em vez de inácio = Inácio. Sugestão: ajudaria ao leitor  se fossem incluídas notas explicativas de expressões pouco conhecidas/usadas por um leitor não acostumado com algumas expressões, como por exemplo: bitspixels (p. 123), ciberbullying (p. 128) e a tradução de frases em latim, como por exemplo a que se encontra na p. 131: “nova semper quaerere et parta custodire”.
Enfim, reafirmo, é uma obra valiosa, sumamente recomendável a todos os que estão empenhados em comunicar a fé, sobretudo neste tempo de isolamento e confinamento por conta da pandemia do coronavírus, em que a Igreja se vê desafiada a repensar seu estilo e seus métodos evangelizadores.
Neste contexto, em que as comunidades cristãs voltaram seu olhar e suas energias para o ambiente digital – uma vez que os recursos tecnológicos nos ajudam a suprir a distância física neste período de cautela – esta obra merece atenção e cuidadoso estudo com grandes benefícios para a Igreja do Brasil.
Eliseu Wisniewski*                                                                                         
Rua Pedro Gawlak, 174
83704-560 Araucária, PR/BRASIL
E-mail: eliseu.vicentino@gmail.com


* Presbítero da Congregação da Missão Província do Sul (padres vicentinos), mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR) e Professor na Faculdade Vicentina (FAVI).

Fonte: Editora Vozes

terça-feira, 28 de abril de 2020

REFLEXÃO: 1° DE MAIO 2020 - ESCRAVIDÃO DOS NOVOS TEMPOS

Prezadas/os, 

Este 1º de maio de 2020, como todas outras comemorações deste período de quarentena pela contenção da pandemia da COVID-19, tem característica diferente dos demais. Talvez seja a primeira vez na história desde 1886, que essa data não terá manifestações nas ruas ou romarias. 


A memória do dia internacional das trabalhadoras e dos trabalhadores neste ano será em nossas casas, com nossas famílias e nas redes sociais para os que puderem acompanhar. E outros estarão nos postos de trabalho a serviço da vida. Deste modo, o subsídio que apresentamos tem uma característica de estudo, de reflexão, interação na família e nas redes sociais. 

A Colegiada Nacional da PO escolheu como tema A ESCRAVIDÃO DOS NOVOS TEMPOS: A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO. Esse tema traz a preocupação com os novos arranjos em torno do trabalho, sem direitos, sem remuneração digna, sem proteção. A pandemia da COVID-19 acentuou essa questão. Famílias trabalhadoras na informalidade,  sem direitos, que estão sobrevivendo graças à solidariedade de outras pessoas. Expôs a ferida aberta do capitalismo, da “modernização neoliberal” que aplicou reformas no campo do trabalho, que retira direitos da classe trabalhadora. 
Refletiremos sob o lema LIVRAI O EXPLORADO DA MÃO DO OPRESSOR (Jr 21, 12). Se a função das autoridades é defender a vida e o direito dos pobres, quando isso não acontece Deus age contra elas. Esperamos e acreditamos que o direito seja restabelecido e a justiça seja a medida.
Todavia, isso é fruto também da luta, da organização, da solidariedade. Quando a classe dos patrões pede o fim do isolamento e o retorno ao trabalho em meio à pandemia, mesmo empresários de grande capital financeiro, significa que “eles/as sem nós não geram riquezas”. 
A força da produção está em nossas mãos, mentes e corações. Por isso, a organização, a formação e a solidariedade são tão importantes para que não deixemos o valor do trabalho ser substituído por uma nova escravidão: precarização. 
Por isso, preparamos um material com textos, orações, poesias, reflexões, que possam ajudar a construir pensamento crítico, empoderar consciência de classe, provocar novos estilos de vida, construir o “novo céu e nova terra” em mutirão. Desejamos que esse seja canal de reflexão para você que o acessa, que discute com outras pessoas, e que possa também nos enviar suas reflexões, percepção sobre o tema, experiência ou o que desejar. 
Boa reflexão e inspiração para nossa ação comum!

Jardel Lopes - Coordenação Nacional