domingo, 18 de julho de 2021

O BOM PASTOR DÁ A VIDA POR SUAS OVELHAS.

Desde a criação, passando pelas tribos dos patriarcas o Pai foi comunicando com seus filhos no deserto e guiando a verdes pastagens através dos profetas em tempos também de juízes, onde já naquele tempo existia muita corrupção e diante da conjuntura de repente o povo olha para o mundo a sua volta e percebe que existe governos que produz uma tal "alegria" onde o povo é governado por sistemas que oferece uma espécie de direitos e garantias ao povo e diante da corrupção dos tempos dos juízes o povo não quer mais ser guiado por: Pastor ou profeta que fala em nome de Deus e pede um rei.

Samuel  fica triste com a situação febril da conjuntura em que está inserido e vai conversar com Deus, que fala ao profeta se é um rei que eles querem então de um rei a eles, mais diga ao povo, quais são às consequências e mesmo assim o povo faz a sua escolha através de um processo para ter como governante o formoso guerreiro Saul para ser o rei.

Com o transcorrer dos séculos os governos que sucederam o rei Saul, Davi, Salomão e outros, levaram o povo de Deus para escravidão e agora no exílio começam a se lembrar de suas origens e como Javé foi bom guiando pelo deserto e conduzindo o povo a terra que mana leite e mel como um Bom Pastor.

A conjuntura social do tempo de Jesus é trágica, apocalíptica, os governos e sacerdotes são corruptos, hipócritas e manipulam às consciências para seus próprios interesses e diante da falta de esperança para o povo de Deus, que sofre calado no deserto das periferias existenciais, sem ter voz, encontra agora à compaixão do Bom Pastor

Jesus visualiza o sofrimento do povo que sofre e prepara seus discípulos e os envia dois a dois em missão para levar uma mensagem de esperança em nome do filho de Deus, para curar os enfermos e marginalizados que estão abandonados pelos governos, sacerdotes, sociedade e assim obedientes com a missão os discípulos sai pelo caminho rumo às cidades para expulsar os lobos revestidos de ovelhas, para que todos tenham vida.

Não podemos ser ingênuos em pensar que naquele momento todos levaram a sério a missão que o mestre Jesus confiou, pois para alguns é possível que a missão foi um TOUR, no entanto a maioria levaram a sério a ordem e voltaram entusiasmados com o êxito da missão e contam tudo para Jesus do sucesso pois até os demônios os temiam pelo caminho.

Jesus olha para os seus discípulos e para ter uma conversa mais intima ao pé do ouvido os convida para entrar no barco para um momento de diálogo e descanso no vento do deserto e quando chegam lá se deparam com a triste realidade do povo de Deus, que não tem governo e estão como que ovelhas machucadas, doentes, famintas e abandonadas sem Pastor.

 Em tempos onde os governos não se preocupava com o sofrimento do povo que sofre, a Igreja através de bons Pastores se compadeceu do sofrimento dos filhos de Deus, e sem se preocupar em ter "lucros" construiu hospitais com freiras que foram enfermeiras, cristãos leigos e sacerdotes médicos, além de escolas, e muitos projetos sociais para salvar a vida dos filhos de Deus.

O testemunho dos cristãos e sacerdotes a exemplo de São Vicente de Paulo, Santa Madre Paulina, Dom Bosco e outros que doaram suas vidas para que todos tenham vida nos impulsiona a refletir no seguimento cristão a voz que grita em nossa consciência, diante dos desmandos de governos que manipula o povo e como cristãos o que podemos fazer para ser livres das amarras de sistemas desse mundo que não se preocupa com os pobres? Dai-lhes vós mesmo de comer..

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino


sábado, 10 de julho de 2021

QUEM NÃO CRÊ NA EXISTÊNCIA DO DEMÔNIO: NÃO CRÊ NA VERDADE DO EVANGELHO.

A missão que nos foi confiada através do tesouro que recebemos no batismo, para não naufragarmos em meio aos raios das tempestades do mar em fúria e possamos com a força da FÉ, vencer o medo das trevas, seguindo a luz  do ressuscitado é preciso agora escutar novamente o espírito missionário do apóstolo dos gentios Paulo conforme anunciava: "Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu filho, nascido de mulher, nascido sujeito a lei, para que recebêssemos adoção filial". 

Somos cidadãos do céu, irmãos de Jesus, e fomos enviado como missionários em ação que caminha sobre o mundo na firme esperança de construir o reino que o Pai nos confiou e no entanto neste mundo reina múltiplos interesses das instituições e da sociedade, que por vezes, caminha de mãos dadas com o gênio da lâmpada, em busca dos desejos políticos, mágicas e milagres que diante da atual conjuntura sistêmica é ai que somos impulsionados a comunicar a boa notícia, evangelizando até às últimas consequências com a força do ressuscitado.
 
E onde atuar como missionários sendo protagonistas da nova evangelização? 
 
Se vivêssemos nos dias do império romano e o imperador Cesar se convertesse ao cristianismo e decidisse promover a democracia através da eleição para que o povo livre e soberano escolhessem o novo governante através do voto e entre os diversos candidatos do processo eleitoral, estivessem presentes; Herodes e Pilatos é certo que no curral ou nos porões do barco a grande parte das consciências seriam manipuladas pelos piratas do mundo em alto mar, fazendo rei da eleição e vencedor no processo eleitoral; Herodes, pois foi ele quem expandiu e investiu no templo de Jerusalém, transformando mais suntuoso do que nos dias de Salomão.
 
Irmãos na fé, construir o reino sonhado pelo mestre Jesus pode parecer utopia mais é preciso reconstruir e navegar sem partidarismos políticos, através da providência divina, competência, maestria estratégica, pois a nossa geração com consciência critica e profética, encontrará os meios, sem ideologias, para que as próximas gerações receba de herança a tripulação do barco com o dom da fé.
 
E como vencer as legiões do mal os piratas da modernidade?
 
O mal cresce a passos longos e vem à milênios vagando no tempo a nossa frente, alimentando das almas ingênuas da humanidade onde como um camaleão o mal é invisível em uma espécie de vírus que para morrer é preciso um antídoto, uma vacina eficaz 100% e se você não acredita na existência do demônio, também não acredita na verdade do evangelho.
 
Particularmente do meu ponto de vista esta guerra contra as legiões o vírus pirata do mal só será vencida na Igreja doméstica com a vacina do jejum, oração, Eucaristia, ciência e ajuda de um bom Padre e Bispo.
 
Dito isso o antídoto espiritual e científico só é eficaz quando se descobre qual será a próxima mutação na legião e isso intriga o vírus que como em um corporativismo trocam á mascara e dificulta o trabalho para que a vacina não seja eficaz 100%.
 
É dentro desse contexto que todos nós batizados fomos convocados e enviados como cidadãos do céu, sendo missionários em meio aos lobos revestido de ovelhas, para que possamos expulsar demônios, curar os enfermos, transmitir a FÉ a começar por este mundo, que culmina na construção do reino de Deus, que é em nossa missão o  passaporte para voltar  a nossa morada no reino definitivo.    
Pense nisso!!
 
Nossa Reflexão e foto: Tarcísio Cirino

domingo, 4 de julho de 2021

TU ÉS PEDRO: VIVA O PAPA FRANCISCO

O seguimento cristão acreditava que a volta do ressuscitado seria em breve e diante da grande perseguição que foi culminando no martírio dos discípulos no transcorrer dos governos a exemplo da crueldade de Herodes o imperador Nero e outros, agora para o bom êxito da transmissão da FÉ, era preciso uma mão com a ação de Deus.

Paulo escolhido por Cristo no caminho de Damasco para não perseguir os cristãos e ser o  missionário apóstolo dos gentios foi decapitado em Roma por volta do ano 67 DC e Pedro aquele que recebeu de Jesus a liderança do barco com a chave para ligar e desligar e navegar com os discípulos rumo ao reino de Deus, este Pedro foi descobrindo através da experiência quem é Jesus? Na noite da traição quando o galo cantou.

São Pedro foi martirizado em Roma sendo crucificado de cabeça para baixo em 68 DC, e isso causou mais sofrimento para as comunidades de cristãos.

No ano 70 DC, todos os apóstolos escolhidos por Jesus já tinha morrido e assim o governo do império foi organizando ações estratégicas para  destruir o resto do seguimento do ressuscitado e a partir dai os cristãos batizados se viram como que no barco em uma grande tempestade onde às humildes comunidades com medo do genocídio em praça pública e pelo caminho começaram a se desanimar e parte das comunidades foram naufragando na diante da opressão do governo.

Diante da conjuntura, assim como no tempo do cativeiro do exílio da Babilônia, os profetas precisaram animar e organizar o verdadeiro culto a Javé, e começaram relembrando as consciências dos feitos do altíssimo e as origens do povo de Deus, desde á criação e depois passando por Abraão e sua descendência com a saída e libertação das mãos do faraó, atravessando o mar a pé enxuto rumo a terra prometida

E assim irmãos com a morte dos apóstolos após a ressurreição de Jesus em tempos de governos cruel, os evangelistas precisava de um plano de ação: um projeto de amor o projeto da salvação (Catequese) para mobilizar e motivar até as ultimas consequências a evangelização através da força do amor a transmissão da FÉ e sob a Luz e Ação do Espírito Santo, começam a escrever a boa notícia da revelação do reino de Deus, através da anunciação, nascimento, vida pública, morte e ressurreição do filho de Deus, sendo Marcos o pioneiro que para manter a transmissão da Fé, leva os catecúmenos e demais famílias das comunidades em seu tempo à refletir quem é Jesus? 

Hoje muitos cristãos possuem um conhecimento bíblico ou conhecimento de quem foi Jesus, através do comércio de livretos e escritos de pensadores teólogos, filósofos de academias que por vezes nunca tiveram uma experiência de fé, vivenciada com o testemunho de vida em comunidade.

Refletir e Celebrar a Solenidade de São Pedro e São Paulo é fazer a experiência na carne do mistério da cruz, transmitindo a Fé para as novas gerações com a força do ressuscitado, a partir de nossa família através do testemunho de vida que é a chave para viver a felicidade e celebrar em comunidade a vitória da missão rumo a eternidade no reino definitivo, pois tu és Pedro.

E viva o Papa Francisco.

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino.

domingo, 20 de junho de 2021

FRANCISCO: PENSE - REPENSE A NOMEAÇÃO DE BISPOS.



Com o barco envolto ás irresponsabilidades dos ventos oriundos das pandemias em alto mar, existe agora por parte dos batizados que teme a Deus a preocupação de como reconstruir a rede o barco com o leme e remo danificados na difícil travessia da noite em trevas para que o seguimento do ressuscitado possa cumprir a sua missão levando o tesouro que foi confiado através do depósito da FÉ 

Diante do contexto para que o resto de Israel possa navegar com o mar em fúria á Igreja com humildade, seriedade, precisa indicar sacerdotes anciãos experientes para o episcopado mesmo que diante da idade avançada seja Bispo por poucos anos pois o apagão da FÉ é fruto também de imaturos que chegaram ao episcopado e a partir dai com o mundo plural em trevas a ingenuidade foi transferindo a culpa para anjos decaídos, modernismo, conspiração da nova ordem mundial que estrategicamente foi influenciando as consciências e fortalecendo os movimentos radicais religiosos e políticos em especial a Torre do empreendedorismo dos empresários da fé.

E como chegamos a isso?

Quando o seminarista chega no seminário passando pela formação e assim que é ordenado padre o novato no sacerdócio pega a velha mala de quando chegou ao seminário e sai correndo para a missão na "diocese de Jericó": onde por vezes sem conhecer na prática a conjuntura de uma pastoral ou movimento e nem conhecendo as realidades cultural sendo vigário ou pároco nas comunidades este novato assume a coordenação na diocese e faz alguns estudos e viagens para curriculum missionários, status e na sequência a força do corporativismo vai o transformando em bispo e a partir dai a Igreja sofre ás consequências.

Diante da conjuntura, como batizados enquanto neste mundo somos todos lamparinas à levar com responsabilidade a bússola que aponta o horizonte para que possamos cumprir a missão e tenhamos êxito na missão e para isso é preciso que você conheça ás origens e profundezas dos ventos do mar em fúria e reme o barco com discernimento para ancorar  no reino de Deus.

Antes da pandemia á Igreja no que se refere á transmissão da FÉ já passava por muitas dificuldades e isso ficava nítido nas celebrações de domingo onde grande parte das comunidades de Fé não conseguia reunir 30% ou 40%  de sua capacidade na assembleia e durante a semana em muitas comunidades por vezes só o celebrante e a equipe de liturgia e uma dúzia de pessoas com exceção dos templos matriz tinha uma melhor participação dos fiéis.

Em meio a pandemia aqueles que não são vocacionados à trabalhar a Igreja em saída, sendo missionários que vai ao encontro do povo que sofre, estão agora  preocupados nas redes sociais com a Igreja doméstica pois em sua preguiça ou cegueiras espirituais até dizem com outras palavras: o que será do Templo e dos Sacramentos se as lideranças das famílias de Fé, continuar prestigiando e fomentando a Igreja Doméstica com celebrações nas casas?

Dito isso, nossa sugestão a Francisco e sucessores é repensar a metodologia da nomeação episcopal com anciãos para que cesse o vento do carreirismo que começa pelo seminário e assim o depósito da FÉ faça a travessia e chegue a esperança para as novas gerações do seguimento cristão.

Nossa  Reflexão: Tarcísio Cirino

domingo, 13 de junho de 2021

OS EMPRESÁRIOS DA FÉ E O GRÃO DE MOSTARDA.

Cristãos mártires e santos místicos no transcorrer dos séculos, influenciaram em seu apostolado o crescimento da verdadeira FÉ de onde a piedade e devoções produziram a boa semente da espiritualidade de muitos santos fundadores de comunidades e congregações.

No Concilio os padres conciliares falaram muito de Jesus, mais não entraram na linguagem devocional que dominou os séculos através dos santos místicos a exemplo de Santa Gertrudes e os contemplativos da escola francesa e outros.

Parece que o Concílio ao visualizar o crescimento de outros segmentos de fé, evitou entrar no terreno das devoções, evitando uma espécie de equívocos para culminar em prol da unidade ecumênica para agregar os demais segmentos cristãos, através de uma ação de linguagem bíblica.  

Com isso é possível que muitas congregações e paróquias que estavam a séculos, ligadas ao carisma da espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, foram perdendo aos pouco à essência contemplativa de onde germinou muitas vocações familiares, religiosas e sacerdotal.

É dentro desse contexto que vai se fortalecendo e crescendo em nosso tempo, na modernidade o Cartel da Torre do Empreendedorismo que na forma de um guarda chuva vai encobrindo da chuva a velha semente e manipulando às sementes das novas gerações em suas consciências do qual este comunicador, denomina: a ideologia dos empresários da Fé.

Imaginem o que acontece quando se forma um cartel de supermercados, os alimentos e outros produtos são manipulados em toda rede de supermercados e os pequenos comércios do segmento nas periferias, entra em falência com o povo das comunidades sofrendo as consequências da pandemia dos altos preços e precisam se deslocar no caminho de um lado para outro à procura de ofertas, sem saber que estão comprando ou fomentando um só grupo empresarial.

Acreditem no mundo dos empresários da fé não é diferente do cartel dos grandes mercados; e diante da conjuntura é possível que também eles os empresários da fé, são vitimas de um sistema maquiavélico da Casa Grande que os escraviza a semear o grão de mostarda e na prática a árvore não produz frutos de cristãos autênticos e SIM "quantidades" que são como palhas na construção do reino de Deus.

Nas próximas publicações aprofundaremos de forma pedagógica: à ideologia dos empresários da fé e sua força e influências no estado laico, através das bancadas políticas do segmento que impõe suas ideologias no curral para governar o mundo, através de seus governantes.

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino

quarta-feira, 2 de junho de 2021

CORPUS CHRISTI 2021: DEUS SE ESCONDE EM SUA CASA.


Em tempos de martírio da janela do condomínio visualizando os pássaros, pardal e refletindo:
à Solenidade de Corpus Christi, o espírito do eterno nos impulsiona a pensar nas perguntas sem respostas e inquietações da conjuntura eclesial do mundo moderno.

A boa semente da notícia do evangelho, germinou e cresceu em território de perseguição atingindo o coração dos povos, com a verdadeira conversão de onde a Igreja primitiva se expandiu nos três primeiros séculos, através do sangue derramado com o testemunho de vida do martírio dos cristãos.   

Na ilegalidade como uma seita a Igreja de Jesus Cristo, ultrapassou ás fronteiras e começou a incomodar governos e o culto do imperador romano. 

As estratégias de governo do império com os métodos de paralisar às conversões, desorganizando o crescimento do cristianismo através do cruel sistema de perseguição com decretos de lei, não foram eficaz, diante da força da FÉ, que foi ás últimas consequências e culminou com testemunho de vida até o martírio.

Diante do contexto no ano 313 aconteceu o Édito de Milão, através do Imperador Constantino que concedeu a liberdade aos cristãos para viver a FÉ no império. 

O homem recebeu do eterno uma única vida humana: nasce, vive, morre e ressuscita uma única vez.

Deus possui uma vida divina e eterna em sua misericórdia infinita e quer se comunicar com seus filhos para aproximá-los de Si, preparando o caminho para  encontrá-los face a face na mesa da palavra e do pão. 

Em Is 45,15 se lê ou interpreta: "Verdadeiramente um Deus se esconde em sua casa, o Deus de Israel, o Deus que salva".

Jesus instituiu a Eucaristia em uma casa na sala da Igreja doméstica e ai a importância para nós cristãos católicos a Solenidade de Corpus Christi.

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino

02-06-2021

domingo, 23 de maio de 2021

É PRECISO DAR UMA MÃO, UMA AJUDA AO ESPÍRITO SANTO!


De nossa ótica refletindo o conceito de Deus, com o nascer e o pôr do sol, não existe o tempo, no entanto recentemente fiz uma provocação que rendeu dezenas de comentários em nossos sistemas, onde dizíamos que o Papa da Igreja do futuro será um catequista, pois o protagonista da evangelização desde a Igreja primitiva é o laicato, tendo em vista que Jesus foi um leigo. 

Tempos atrás o telefone tocou e fui surpreendido pela coordenação de uma Paróquia, dizendo: amigo, precisamos de sua ajuda, pois o Padre está pesadão e precisamos de você que trabalha com marcenaria e estofados, que faça uma estrutura se possível de ferro para a cadeira suportar o peso. 

Começamos o trabalho, tirando ás medidas, cortei o ferro e durante a fabricação e cromagem da estrutura da cadeira um filme ou imagens começou a passar diante de meus olhos.

Dois anos depois do pós missões 2000 em Curitiba, fazíamos parte da organização de um encontro formativo que tinha como objetivo, reunir todas lideranças paroquiais a nível de arquidiocese para uma formação de liturgia, se não me falha a memória em um período de 10 dias consecutivos, na Paróquia São José no bairro Capão Raso. 

A equipe do clero arquidiocesano da formação era do meu ponto de vista à cima da média, e ao menos um deles merecia ter sido Bispo. 

A irmã que ensinava o rito dos cânticos parece que hoje, trabalha no Santuário de Aparecida e os Padres estão por ai nas paróquias da arquidiocese. 

Gostaria de citar os nomes para essa reflexão, mais não posso, quem sabe no futuro.

Um dos formadores em uma das últimas noites de formação, era um jovem padre novato na capital paranaense, ainda desconhecido, e no final da formação, todos foram saindo embora, e o Padre correu na frente e ficou no portão do redil de saída da Igreja.

De calça Jeans, jaqueta de couro, o Padre ficou ali na saída, com o olhar fixo para o céu ou nas estrelas da noite fria e quando fui saindo em meio às lideranças, percebi que o Padre estava sozinho, talvez porque era desconhecido e  provoquei para um diálogo: E ai Padre você está perdidão ai o que aconteceu?

Padre: não é que moro na região metropolitana e como não conheço esta região, vim de carona e agora estou esperando a carona, mais estão demorando, vai que já foram embora, rsss, e ali no portão ficamos conversando enquanto todos foram saindo, indo embora.

Quando cheguei em casa e fui rezar o espirito impulsionou a pensar na acolhida e uma voz sussurrou ao meu ouvido: É preciso dar uma mão ao Espirito Santo.

Mais como dar uma mão ao Espirito Santo? 

Mais tarde depois de participar de uma reunião na cúria, um amigo da época da Paróquia Santo Antônio, começou a falar em nossa roda de conversa, sobre à conversão da Igreja, e que as mudanças só aconteceria através do laicato, não esse laicato que fica só de organizar nos palácios esquemas de interesses dos tempos de eleição e sim através de nós cristãos católicos que temos como objetivo transmitir as próximas gerações a FÉ e para isso precisávamos nos unir como no silêncio de uma Igreja invisível e dar uma mão á comunicação nos organizando e articulando com os demais do laicato, com uma estratégia invisível de missão, pois a Igreja estava crescendo em "quantidades" mais sem a força do Espirito Santo.

Não temos como imaginar ás consequências de nossas ações para beneficiar a organização ou a estrutura, só sei que de nosso jeito, em nosso tempo, com boas estratégias, contribuímos na esperança da nova evangelização. 

Dito isso, quando falamos do Espírito Santo, não estamos falando de uma concessionária onde muitos pensam ter o monopólio. 

O Papa Francisco diz que os comunicadores precisam contar histórias, embora o meu português é horrível e poucos ou só os mais próximos compreendem, gosto de contar um pouco do que foi o inicio de nossas histórias no caminho.

E hoje porque nos persegue? A culpa é do Espírito Santo!

Nossa Reflexão: Tarcísio Cirino