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quinta-feira, 28 de março de 2013

O QUE É A EVANGELIZAÇÃO


Durante todo o ano, diante da repercussão de alguns trabalhos publicados aqui, como Comunidade Missionária, Batismo, e outros; Recebemos através de e-mail , algumas perguntas que procuraremos esclarecer a partir de agora, em ( 3 Partes ). Gostaria de lembrar a todos que sou um leigo, e todos os trabalhos publicados aqui, não tem influência de terceiros e são frutos de uma consciência gerada nas águas do Batismo. Pois bem respondendo as diversas perguntas, o que é a evangelização? Seria a evangelização um Marketing? Seria a evangelização um festival de milagres? O que é de fato a evangelização? Meus amigos eu gosto bastante do método de João, e procuro colocar em pratica em minha vida e nos meus trabalhos a linha de evangelização, utilizada por João Batista o primo de Jesus. Veja bem João Batista converteu uma multidão sem realizar milagres! É possível que naquele tempo, João Batista tenha convertido mais pessoas que o próprio Jesus.  Está multidão acreditou na proposta de evangelização de João Batista e aderiu ao Batismo e foi fiel a proposta de João. Jesus depois do batismo no Jordão e ao receber a noticia do assassinato de João Batista, voltou até a multidão e a multiplicou através de Sinais e milagres; E sabendo Jesus que também seria assassinado, escolheu da multidão 12 Apóstolos para dar seguimento a sua Igreja. Diante de Pilatos e Barrabás e no momento em que Jesus é colocado na Cruz, a multidão que tinha se convertido através de milagres, queria agora vê milagres. No entanto eu acredito plenamente como ensinou meu Pai, que aqueles que converteram pela pregação de João estes se colocaram de lado e foram fiel até o fim, sem a necessidade de vê Jesus realizar Milagres, pois eles sabia que de fato ele erá o Messias o filho de Deus. Com este resumo inicial; Nos próximos capítulos, iremos nos aprofundando no Tema " O Que é a Evangelização?" Ass. Tarcísio Cirino

terça-feira, 3 de julho de 2012


Aviso à imprensa -  Assalto à Congregação Filhos da Sagrada Família 3 de julho
Assessoria de Comunicação
Mitra da Arquidiocese de Curitiba
Letícia Pessoa - Jornalista
Fones: (41) 2105-6343 / 8700-4752
Jaime Reis, 369, Alto São Francisco - Curitiba (PR)

 
À IMPRENSA
 
Informações sobre o assalto à Congregação Filhos da Sagrada Família ocorrido na manhã desta terça-feira em Curitiba
 
    Na manhã desta terça-feira (3), em torno das 6 horas, à Congregação Filhos da Sagrada Família (casa de comunidade católica), localizado em Curitiba (PR), no qual estão desde o ano passado osArautos do Evangelho  - Associação Internacional de Fiéis (leigos) de Direito Pontifício -, foi assaltada por 4 bandidos que estavam em busca de dinheiro.
 
    Os bandidos renderam um dos membros dos Arautos, que se encontrava em frente à casa, e o levaram para dentro. O assalto durou cerca de meia hora e não havia crianças na casa, conforme foi informado por alguns veículos de comunicação. 
 
    Um dos membros da associação foi ferido na cabeça por um pedaço de madeira de um dos bandidos, que se irritou ao saber que no local não havia objetos de valor, e muito menos dinheiro. O senhor agredido, de 40 anos, se recupera bem e não precisou ser encaminhado ao hospital, conforme foi divulgado pela imprensa. Não há informações de que os bandidos estivessem armados segundo os moradores da casa. A casa não é um seminário, mas uma casa de comunidade católica.
 
  • Fonte para entrevista:
    Leonardo, membro dos Arautos do Evangelho e porteiro da casa: (41) 3372- 1598. A casa fica na rua Fredolin Wolf, em Santa Felicidade.
 
 

Assessoria de Comunicação
Mitra da Arquidiocese de Curitiba

segunda-feira, 25 de junho de 2012

EM QUEM COLOCAR A NOSSA CONFIANÇA, NOS GOVERNANTES?

Foto: Alianças políticas inacreditáveis, desrespeitosas...
A que preço????
Por Frank
     A "Escritura Sagrada" nos revela o Reino de Deus, onde desde o principio Deus já te conhecia e te chamava pelo nome, e hoje Deus precisa de você na construção do Reino. Deus quer um povo exclusivamente seu, onde todos nos possamos conversar com ele de fato na condição de Pai, porque o nosso Deus antes de se o nosso Deus é o nosso Pai. E assim com o nosso Batismo, passamos a ser cidadãos do Céu andando sob a terra, na construção do Reino de Deus, e tendo Deus como nosso Pai passamos a confiar somente nele. Mais a "Escritura Sagrada" nos mostra que ouve um tempo, em que o povo cansou de Deus, e começou a olhar o "mundo" e começou a compreender que o "mundo" era governado por Reis ou governantes que dava direitos ao povo e o povo diante destes direitos poderia te uma condição de vida melhor; Ai o povo cansado de ouvir o "Profeta" fala em nome de Deus, o povo foi até o "Profeta" e explicou que tava cansado e que também queria um governante que governasse o povo um Rei. Diante da explicação do povo que queria direitos no mundo o "Profeta" ficou triste e foi conversar com Deus, e falou a Deus olha o teu povo já não está te aceitando e eles querem um Rei, um governante. Ai o nosso Deus colocou ao "Profeta" olha se é um Rei que eles querem de um Rei a eles, mais diga a eles de suas obrigações, ai o "Profeta" foi e conversou com o povo e falou novamente de Deus, mais o povo falou mesmo assim queremos um governante queremos direitos. Pois bem diante do quadro se queremos uma nova evangelização precisamos partir das raízes, precisamos partir de Jesus Cristo e telo como o nosso Rei. E desta forma precisamos "crer" que assim como ele nos afirmou que não devemos nos preocupar com o que vamos come no dia de amanhã, pois o Pai conhece as nossas necessidades, e nos sustentará em todas as nossas necessidades, desde que voltemos as nossas raízes e assumamos o nosso Batismo até as últimas consequências tendo Deus como o nosso Pai. É bem verdade que no mundo temos a missão de trabalhar na construção do Reino, e como cidadãos contribuir com os governantes na construção de um mundo melhor; Mais como cidadãos do Céu jamais podemos esquecer que tendo Deus como nosso Pai, passamos a se herdeiros e somos nós os responsáveis para construção do Reino, e quando nós tiramos esta responsabilidade e passamos aos governantes é como que assumidamente nos colocamos a condição daquele povo que já não aceitava mais o nosso Deus e queria acreditar em um governante. Tarcísio Cirino 03 junho 2012

sábado, 23 de junho de 2012

Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização

Apresentado Instrumentum laboris do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização



Cidade do Vaticano  - Promover uma cultura mais profundamente radicada no Evangelho para oferecer uma resposta adequada aos sinais dos tempos: essa é a nova evangelização, tema da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, programada para realizar-se, no Vaticano, de 7 a 28 de outubro próximo.

Foi feita na manhã desta terça-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a apresentação do Instrumentum laboris, ou seja, o documento de trabalho da Assembleia. Subdividido em quatro capítulos, o documento foi publicado em latim, italiano, francês, inglês, alemão, espanhol, português e polonês.

Após ter repercorrido em síntese os pontos principais do documento sobre o qual se concentrará o trabalho dos padres sinodais e ter ilustrado aos representantes da mídia internacional o significado e a finalidade da nova evangelização, o Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, Dom Nikola Eterović, respondeu às perguntas dos jornalistas ressaltando a importância do testemunho de todos os cristãos e do contato pessoal na transmissão da fé. Nesse sentido, o arcebispo destacou dois setores prioritários:

"O setor da missão 'ad gentes' (além-fronteiras) e o setor da nova evangelização voltada para os nossos irmãos e irmãs que se distanciaram da Igreja."

A nova evangelização deve levar em consideração os novos cenários em que a Igreja se encontra atuando e transmitir a fé com novos instrumentos – ressaltou o Secretário-Geral do Sínodo. O ponto de força central na nova evangelização é a família cristã, pequena Igreja doméstica, no âmbito da qual justamente a figura da mulher desempenha um papel determinante:

"No Instrumentum laboris se evidencia a importância dos leigos, homens e mulheres na transmissão da Fé. Muitas respostas deram conta de que a maioria dos catequistas são mulheres, verdadeiramente merecedoras de grandes elogios pelo papel desenvolvido na transmissão da Fé. Também na família cristã as mulheres, as mães são as primeiras evangelizadoras."

A nova evangelização deve também ser entendida no sentido de uma profunda renovação interna da própria Igreja – observou Dom Eterović. Uma tarefa imprescindível, sobretudo à luz dos recentes escândalos que a atingiram.

"A nova evangelização não pode ter bom êxito se antes não houver o momento de conversão, de purificação de todos os membros envolvidos nessa tarefa. Devemos sempre ressaltar a imagem do sal da terra. Não é tanto a quantidade, mas a qualidade de seus membros que será também a força portadora da nova evangelização." 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

VIDA E MISSÃO


Vida e missão
Reflexões espirituais de Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará
Dom Alberto Taveira Corrêa
BRASILIA, terça-feira, 19 de junho de 2012 (ZENIT.org) - Santidade é vocação de todos os cristãos, sem exceção. A redescoberta da Igreja como um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, não pode deixar de implicar um reencontro com sua santidade, entendida no seu sentido fundamental de pertença àquele que é o Santo por antonomásia, o três vezes Santo (cf. Is 6,3). Professar a Igreja como santa significa apontar o seu rosto de Esposa de Cristo, que a amou entregando-se por ela precisamente para santificá-la (cf. Ef 5,25-26). Este dom de santidade é oferecido a cada batizado. Mas, o dom gera um dever, que há de moldar a existência cristã inteira: Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (1 Ts 4,3). É um compromisso que diz respeito aos cristãos de qualquer estado ou ordem, chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Significa exprimir a convicção de que, se o Batismo é um ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contrassenso contentar-se com uma vida medíocre (Cf. Novo Millenio ineunte 30-31).
A formação da cultura dos povos é marcada positivamente pela presença da Igreja e por homens e mulheres que se elevam pelo seu comportamento e suas opções de vida, mostrando que efetivamente é possível sair da rotina do “mais ou menos”, para ser daqueles que confirmam que uma alma que se eleva, eleva o mundo. Tenho descoberto esta santidade em homens e mulheres que a testemunham na fidelidade ao Evangelho, na coerência de suas opções e na estatura com que enfrentam as dificuldades da vida. Há que abrir os olhos e descobrir tais pessoas, vendo-as como provocação positiva ao risco de acomodamento que nos cerca continuamente.
A Igreja reconhece publicamente a santidade, com o que chama “beatificação” e “canonização”. Hoje o Brasil já conta com diversas pessoas assim reconhecidas, entre cristãos leigos, religiosos ou sacerdotes, crianças, jovens e adultos, confessores da fé e mártires. São homens e mulheres cuja santidade heroica merece ser posta diante dos olhos do mundo. Não nos envergonhemos de dizer que os cristãos têm para oferecer ao mundo o que existe de melhor em humanidade. Não nos furtemos à responsabilidade de superar as falhas humanas existentes com a virtude comprovada e testemunhada. Nosso tempo tem direito a receber dos cristãos a oferta da santidade. Ao reconhecer que o mistério da iniquidade se encontra presente no meio do mundo e também entre os cristãos, continue como referência a medida alta da santidade!
No período em que nos encontramos, chamado pela Igreja de “tempo comum”, as verdades do Evangelho são mostradas a todos pelo testemunho dos santos e santas que se consagraram a Cristo e são sinais luminosos de luta e de perfeição, além de reconhecidos como valorosos intercessores para aqueles que acreditam “na comunhão dos santos”, como dizemos na profissão de Fé. E, como sempre acontece, os santos de maior devoção geraram cultura e hábitos na sociedade. Multiplicam-se as festas patronais em nossa região, muitas pessoas retornam a sua terra natal para as férias que se aproximam e para se alimentarem de legítimas e positivas tradições religiosas que contribuem para que se tome consciência de que não nos inventamos a nós mesmos, mas somos tributários de uma magnífica herança, como tocha da grande olimpíada da vida a ser mantida acesa e passada às sucessivas gerações. São conhecidos de forma especial os santos do mês de junho, Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. São figuras que geraram cultura popular entre nós.
Ponho em relevo, de modo especial, a figura de São João Batista, cujo nome, vida e missão são reconhecidos pela tarefa que a Providência divina lhe confiou, como Precursor da chegada do Messias, aquele que mostrou presente o Salvador do mundo, pregador da penitência, capaz de abrir nos corações humanos a estrada, para que chegasse aquele “que tira os pecados do mundo”, como foi por ele mesmo apresentado (Cf. Jo 1,29).
Um dia, Jesus recebeu emissários de João Batista, com a pergunta sobre sua identidade de Messias. De fato, João se revelou sempre radical em suas escolhas e profundamente honesto em seu desejo de fidelidade à missão recebida. Mandou-lhe a magnífica resposta: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a Boa-Nova. E feliz de quem não se escandaliza a meu respeito!” (Mt 14,4-5). Às multidões de ontem e de hoje Jesus fala sobre João Batista: “Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Olhai, os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um profeta? Sim, eu vos digo, e mais do que profeta. Este é de quem está escrito: Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho diante de ti (Mt 14, 7-10).
Viver para servir, ser honestos na procura da verdade e coerentes no comportamento! Com exemplos de tal quilate descobrimos o quanto é bom viver para servir e amar. A vida e missão de João Batista, unidas à sua oração fervorosa, nos façam acolher as verdadeiras alegrias vindas do Salvador e nossos passos se dirijam no caminho da salvação e da paz.

A crise da ética e a fragilidade na aldeia global
Uma reflexão de Mons. Bruno Forte sobre o "Vatileaks" e a altura espiritual de Bento XVI
ROMA, segunda-feira, 18 de junho de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos a seguir um artigo de opinião de Mons. Bruno Forte, arcebispo da diocese de Chieti-Vasto (Abruzzo), publicado ontem, domingo, 17 de junho, no diário Il Sole 24 horas.
A publicação de algumas cartas privadas de Bento XVI (na sua maioria cartas privadas, dirigidas a ele), em um livro de fácil sucesso editorial, representa uma queda muito séria, em termos de ética, da comunicação. Nesta operação jornalística o respeito devido a cada pessoa não foi nem um pouco tomado em consideração, especialmente aquele devido à pessoa do Papa e daquelas pessoas que com confiança e senso de responsabilidade lhe escreviam. Se o objetivo era fazer que a comunidade eclesial, no seu centro universal, a Cúria Romana, aparecesse como uma espécie de "ninho de víboras", desacreditando assim a mesma autoridade moral da Igreja Católica, parece que falhou inteiramente: e isso especialmente no âmbito do povo de Deus, onde querendo mostrar o Sucessor de Pedro numa condição de fragilidade e de solidão despertou para com ele uma onda de afeto e carinho na oração em proporções impressionantes. As manifestações de carinho dirigidas ao Papa por milhões de pessoas presentes  na Missa celebrada no aeroporto de Bresso em Milão por ocasião do VII Encontro Mundial das Famílias, há duas semanas, como os muitos sinais de devoção e de afeto que estão aumentando nas Igrejas locais de todo o mundo, são uma prova.
Até mesmo protagonistas da cultura "secular" e da vida pública têm mostrado a sua justa indignação em face dessa exploração mediática da "privacidade" de muitos, em primeiro lugar, daquela referência moral e espiritual altíssima que é para todo o mundo Bento XVI. O que é mais doloroso nesta história toda é a figura do chamado "corvo", isto é, daqueles que por causa dessas cartas sairam à luz, fazendo-os sair da confidencialidade que lhes era devido: tratou-se de uma grave traição da confiança recebida, de um ato moralmente repreensível no mais alto grau. Além disso, a comunidade dos discípulos de Cristo está acostumada à traição desde os seus inícios, a partir do drama de Judas e daquelas infames "trinta moedas" que - manchadas de sangue - foram consideradas adequadas apenas para comprar um campo de mortos para os estrangeiros. No entanto, nesta história emerge um estraordinário aspecto positivo, ligado ao testemunho mais do que bilhante e fidedigno de Bento XVI, de fé verdadeiramente rochosa. Prova disso são as palavras pronunciadas pelo Papa na audiência da quarta-feira passada na Sala Nervi no Vaticano,
que merece mais do que nunca uma reflexão: o contexto era o da reflexão sobre a oração, "oásis de paz em que podemos tirar a água que alimenta a nossa vida espiritual e transforma a nossa existência”. O modelo proposto pelo Papa foi o apóstolo Paulo, que em um momento de grande sofrimento "por três vezes orou fervorosamente ao Senhor para remover esta prova". E é nesta situação que, na contemplação profunda de Deus, recebe resposta ao seu apelo: "Te basta a minha graça; a minha força se manifesta na fraqueza” (2 Coríntios 12, 9). A lógica do Apóstolo é simples: ele "não se vangloria de suas ações, mas da atividade de Cristo que age justamente na sua fraqueza". Comenta Bento XVI: "Esta atitude de profunda humildade e confiança no manifestar-se de Deus é fundamental também para a nossa oração e para a nossa vida, para a nossa relação com Deus e com as nossas fraquezas... Paulo compreende com clareza como afrontar e viver cada evento, sobretudo o sofrimento, a dificuldade, a perseguição: no momento em que se experimenta a própria fraqueza, manifesta-se a potência de Deus, que não abandona, não deixa só, mas se torna o sustento e força”.
Aqui segue uma declaração marcante do Papa, na qual parece manifestar algo do seu sofrimento com discrição e modéstia: "Claro, Paulo teria preferido ser libertado deste sofrimento; mas Deus diz: Não, isso é necessário para ti. Terás as graças suficientes para resistir e para fazer tudo o que precisa ser feito. Isso também vale para nós. O Senhor não nos liberta dos males, mas nos ajuda a amadurecer nos sofrimentos, nas dificuldades, nas perseguições... Não é o poder dos nossos recursos, das nossas virtudes, das nossas capacidades que realiza o Reino de Deus, mas é Deus que obra maravilhas através da nossa fraqueza, da nossa insuficiência com a posição ocupada. Devemos, portanto, ter a humildade de não confiar apenas em nós mesmos, mas trabalhar, com a ajuda do Senhor, na vinha do Senhor, confiando-nos a Ele como frágeis vasos de barro”.
Transparece aqui o testemunho do homem de fé, que sabe muito bem o quão importante seja "a constância, a fidelidade do relacionamento com Deus, especialmente nas situações de aridez, de dificuldades, de sofrimento, de aparente ausência de Deus”. E isso é fruto de um grande amor: "Somente quando estamos agarrados ao amor de Cristo, seremos capazes de enfrentar qualquer adversidade como Paulo, convencidos de que tudo podemos Naquele que nos fortalece”. Justo assim, à sombra da miséria do acontecimento “Vatican Leaks” se eleva a grandeza da estatura espiritual deste Papa, que se torna uma mensagem de vida e de esperança para todos nós: diante das provas da vida e da história, principalmente daquelas que nos chegam tanto de forma inesperadas,  quanto de forma dolorosas, daquelas morais como físicas (como os dramáticos acontecimentos do recente terremoto na Emilia), diante da crise ética que está na raiz das dificuldades de hoje na "aldeia global" é necessário acima de tudo manter alta a confiança na força do bem, na capacidade da verdade de vencer ao final, e a serena certeza – vivíssima em quem crê – de não estarmos sozinhos, mas de contarmos com a fidelidade de um amor que nunca falhará e que sustentará nas tempestades a barca da Igreja e de quem confiar no Deus vivo em uma rota segura, em direção a um porto de justiça e de paz para todos.
[Traduzido do italiano por Thácio Siqueira]

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CORPUS CHRISTI 2012 E A MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI.


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI presidiu no início da noite desta quinta-feira, Festa de Corpus Christi a Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, às 19 horas (14h de Brasília). Após a celebração, seguiu-se a procissão litúrgica até a Basílica de Santa Maria Maior. 

Em sua homília, durante a missa Bento XVI reiterou o aspecto da adoração eucarística da festa de hoje, mas não deixou de abordar o sentido celebrativo.

Leia abaixo a íntegra da homília do Papa.

Queridos irmãos e irmãs!

Esta noite gostaria de meditar com vocês sobre dois aspectos, entre eles relacionados, do Mistério eucarístico: o culto da Eucaristia e a sua sacralidade. É importante levá-los em consideração para preservá-los de visões incompletas do próprio Mistério, como as que se verificaram num passado recente.

Antes de tudo, uma reflexão sobre o valor do culto eucarístico, em especial da adoração ao Santíssimo Sacramento. É a experiência que também esta noite nós viveremos depois da Missa, antes da procissão, durante sua realização e no seu final. Uma interpretação unilateral do Concílio Vaticano II penalizou esta dimensão, restringindo na prática a Eucaristia ao momento celebrativo. 

Com efeito, foi muito importante reconhecer a centralidade da celebração, em que o Senhor convoca o seu povo, o reúne em torno da dúplice Ceia da Palavra e do Pão da vida, o nutre e o une a Si na oferta do Sacrifício. Essa valorização da assembleia litúrgica, em que o Senhor atua e realiza o seu mistério de comunhão, permanece naturalmente válida, mas deve ser reinserida no justo equilíbrio. 

Com efeito, como muitas vezes acontece, para destacar um aspecto se acaba por sacrificar outro. Neste caso, a acentuação dada à celebração da Eucaristia foi em detrimento da adoração, como ato de fé e de oração dirigido ao Senhor Jesus, realmente presente no Sacramento do altar. Esse desequilíbrio teve repercussões também na vida espiritual dos fiéis. De fato, concentrando toda a relação com Jesus Eucaristia somente no momento da Santa Missa, corre-se o risco de esvaziar de Sua presença o restante do tempo e do espaço existenciais. 

E assim se percebe menos o sentido da presença constante de Jesus no meio de nós e conosco, uma presença concreta, próxima, entre as nossas casas, como “Coração pulsante” da cidade, do país, do território com as suas várias expressões e atividades. O Sacramento da Caridade de Cristo deve permear toda a vida cotidiana.

Na realidade, está errado contrapor celebração e adoração, como se estivessem em concorrência uma com a outra. É justamente o contrário: o culto do Santíssimo Sacramento constitui o “ambiente” espiritual dentro do qual a comunidade pode celebrar bem e em verdade a Eucaristia. Somente se for precedida, acompanhada e seguida por essa atitude interior de fé e de adoração, a ação litúrgica poderá expressar seu pleno significado e valor. 

O encontro com Jesus na Santa Missa se realiza realmente e plenamente quando a comunidade é capaz de reconhecer que Ele, no Sacramento, habita a sua casa, nos aguarda, nos convida à sua ceia e, a seguir, depois que a assembleia se desfaz, permanece conosco, com a sua presença discreta e silenciosa, e nos acompanha com a sua intercessão, continuando a recolher os nossos sacrifícios espirituais e a oferecê-los ao Pai.

A esse propósito, quero ressaltar a experiência que viveremos juntos esta noite. No momento da adoração, nós estamos todos no mesmo plano, de joelhos diante do Sacramento do Amor. O sacerdócio comum e o ministerial se encontram acomunados no culto eucarístico. É uma experiência muito bela e significativa, que vivemos diversas vezes na Basílica de S. Pedro, e também nas inesquecíveis vigílias com os jovens – lembro por exemplo as de Colônia, Londres, Zagreb e Madri. 

É evidente a todos que esses momentos de vigília eucarística preparam a celebração da Santa Missa, preparam os corações ao encontro, de modo que isso resulte ainda mais frutuoso. Estar todos em silêncio prolongado diante do Senhor presente no seu Sacramento é uma das experiências mais autênticas do nosso ser Igreja, que acompanha de modo complementar a celebração da Eucaristia, ouvindo a Palavra de Deus, cantando, aproximando-se junto da ceia do Pão da Vida. 

Comunhão e contemplação não podem se separar, vão juntas. Para comunicar realmente com outra pessoa devo conhecê-la, saber estar em silêncio ao seu lado, ouvi-la, olhá-la com amor. O verdadeiro amor e a verdadeira amizade vivem sempre desta reciprocidade de olhares, de silêncios intensos, eloquentes, repletos de respeito e de veneração, de modo que o encontro seja vivido profundamente, de modo pessoal e não superficial. 

E, infelizmente, se falta esta dimensão, também a própria comunhão sacramental pode se tornar, da nossa parte, um gesto superficial. Ao invés, na verdadeira comunhão, preparada com o colóquio da oração e da vida, nós podemos dizer ao Senhor palavras íntimas, como as que ressoaram agora há pouco no Salmo responsorial: “Sou teu servo, filho de tua serva, rompeste os meus grilhões. Vou te oferecer um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor” (Salmo 115, 16-17).

Agora gostaria de passar brevemente para o segundo aspecto: a sacralidade da Eucaristia. Também aqui sofremos no passado recente com certa incompreensão da mensagem autêntica da Sagrada Escritura. A novidade cristã quanto ao culto foi influenciada por uma mentalidade mundana dos anos 60 e 70 do século passado. É verdade, e permanece sempre válido, que o centro do culto já não está mais nos ritos e nos sacrifícios antigos, mas no próprio Cristo, na sua pessoa, na sua vida, no seu mistério pascal. 

E, todavia, desta novidade fundamental não se deve concluir que o sagrado não existe mais, mas que encontrou sua realização em Jesus Cristo, Amor divino encarnado. A carta aos Hebreus, que ouvimos esta noite na segunda Leitura, nos fala justamente da novidade do sacerdócio de Cristo, “sumo sacerdote dos bens vindouros” (Hb 9, 11), mas não diz que o sacerdócio acabou. Cristo “é mediador de uma nova aliança” (Hb9,15), estabelecida no seu sangue, que purifica “a nossa consciência das obras mortas” (Hb9,14).

Ele não aboliu o sagrado, mas o levou a cabo, inaugurando um novo culto, que é sim plenamente espiritual, mas que todavia, até que estejamos em caminho no tempo, se serve ainda de sinais e de ritos, que desaparecerão somente no fim, na Jerusalém celeste, onde não haverá mais nenhum templo. Graças a Cristo, a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa, e, como acontece para os mandamentos, também mais exigente! 

Não basta observar o rito, mas se requer a purificação do coração e o envolvimento da vida. Apraz-me sublinhar que o sagrado possui uma função educativa, e seu desaparecimento inevitavelmente empobrecerá a cultura, de modo particular a formação das novas gerações.

Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada e não mais necessária de sinais sagrados, fosse abolida esta procissão urbana de Corpus Domini, o perfil espiritual de Roma resultaria “esvaziado”, e nossa consciência pessoal e comunitária se tornaria enfraquecida. Também pensamos em uma mãe e em um pai que, em nome de uma fé dessacralizada, privassem seus filhos de qualquer ritual religioso: na realidade terminariam por deixar o campo livre a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, e a outros ritos e a outros sinais, que mais facilmente poderiam se tornar ídolos. 

Deus, nosso Pai, não fez assim com a humanidade: enviou seu Filho ao mundo não para abolir, mas para dar cumprimento também ao sacro. No cume desta missão, na última Ceia, Jesus instituiu o Sacramento de seu Corpo e de seu Sangue, o Memorial de seu Sacrifício Pascal. Assim fazendo Ele mesmo se colocou no lugar dos sacrifícios antigos, mas o fez dentro de um rito, que mandou os Apóstolos perpetuar, qual sinal supremo do verdadeiro Sagrado, que é Ele mesmo. 

Com esta fé, queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje e cada dia o Mistério Eucarístico e o adoramos como centro de nossa vida e coração do mundo. Amém.

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI AS FAMILIAS

Nossos agradecimentos a CTV pelas imagens cedidas, somos grato

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Audiência Geral: Papa fala sobre oração, sismo e ilações da mídia


Cidade do Vaticano (RV) – Fiéis e peregrinos de diversas partes do mundo lotaram a Praça S. Pedro nesta quarta-feira de sol para a Audiência Geral.

Bento XVI prosseguiu suas catequeses sobre o tema da oração, falando em especial das Cartas de São Paulo.

Para o Apóstolo Paulo, a oração é um reencontro pessoal com o Senhor. As tribulações nada podem contra aquele que é amparado pela graça divina. São Paulo é um exemplo exímio dessa proximidade de Deus, seja nas provas que teve que suportar, seja na força e no valor que o Senhor lhe infundiu para enfrentá-las. “O consolo do qual o Apóstolo nos fala não é um mero lenitivo à dor, mas um estímulo para que não nos deixemos vencer pelas dificuldades.”

Unidos a Cristo nas fadigas que Ele carrega sobre si, não somente somos capazes de enfrentar qualquer prova, mas, inclusive, de consolar os outros em suas lutas. A oração e a fé em Sua presença nos alentam, e no meio das contrariedades, sentimos o consolo de Deus. Assim, a fé se reforça pela experiência concreta do amor fiel de Cristo, que se entregou na Cruz. A esse enorme «sim» que o Espírito Santo faz perene e universal, responde o «amém» da Igreja, que ressoa na liturgia e na oração pessoal. Nele devemos expressar nossa adesão total ao “sim” de Deus, pois unindo-nos ao Senhor, participamos de sua consolação.

Eis o resumo que o Papa fez de sua catequese em português, seguida de sua saudação aos fiéis dos países lusófonos: RealAudioMP3 

Queridos irmãos e irmãs, a oração é um verdadeiro encontro com Deus Pai, em Jesus Cristo, por meio do Espírito Santo. Assim se encontram o «sim» fiel de Deus, que vem em nosso auxílio e nos conforta, e o «ámen» dos fiéis que, nas provas da vida, se abandonam à vontade divina. A oração perseverante e diária faz-nos sentir, de forma concreta, a consolação do Pai do Céu e a fidelidade do seu amor que foi ao ponto de nos dar o seu Filho na cruz. Por nossa vez, somos chamados a corresponder com o «ámen» duma adesão fiel de toda a nossa vida à sua vontade. Esta fidelidade não se pode alcançar só com as nossas forças, mas vem de Deus e está fundada sobre o «sim» de Cristo, cujo alimento é fazer a vontade do Pai. É neste «sim» que devemos entrar, até podermos repetir, com São Paulo, «já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim». Então o «ámen» da nossa oração pessoal e comunitária envolverá e transformará toda a nossa vida. Amados peregrinos de língua portuguesa, em particular os participantes no curso de formação dos Capuchinhos e demais grupos do Brasil e de Portugal: a todos dou as boas-vindas, encorajando os vossos passos a manterem-se firmes no caminho de Deus. Tomai por modelo a Virgem Mãe! Fez-Se serva do Senhor e tornou-Se a porta da vida, pela qual nos chega o Salvador. Com Ele, desça a minha Bênção sobre vós, vossas famílias e comunidades eclesiais.

No final da Audiência, Bento XVI se pronunciou a respeito dos fatos publicados pela mídia italiana que envolvem seus colaboradores. A seguir, a íntegra das palavras do Papa:

“Os fatos ocorridos nesses dias acerca da Cúria e dos meus colaboradores provocaram tristeza no meu coração, mas jamais se ofuscou a certeza convicta de que, não obstante a fraqueza do homem, as dificuldades e as provações, a Igreja é guiada pelo Espírito Santo e o Senhor nunca deixará de oferecer a sua ajuda para ampará-la no seu caminho. Todavia, multiplicarem-se ilações amplificadas por alguns meios de comunicação completamente gratuitas e que foram para além dos fatos, oferecendo uma imagem da Santa Sé que não corresponde à realidade. Por isso, desejo renovar a minha confiança e o meu encorajamento aos meus mais estreitos colaboradores e a todos aqueles que cotidianamente com fidelidade, com espírito de sacrifício e no silêncio, me ajudam na realização do meu ministério.”

O Santo Padre deu destaque ainda ao sismo que abalou novamente ontem o centro da Itália. Ele manifestou sua solidariedade às vítimas com essas palavras:

“Expresso meu afeto na oração aos feridos, como também àqueles que sofreram danos, e manifesto meus vivos sentimentos aos familiares daqueles que perderam a vida. Faço votos de que com a ajuda de todos e a solidariedade de toda a nação aquelas terras tão duramente provadas possam retomar o mais rápido possível uma vida normal.” 

NOVO TERREMOTO ATINGE A ITÁLIA

domingo, 27 de maio de 2012

Papa "Que a unidade de Pentecostes vença a Babel das divisões e inimizades"


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa fez hoje um apelo à unidade e à compreensão entre as pessoas, que a seu ver, são muitas vezes “superficiais e difíceis”, não obstante o progresso tecnológico que melhorou as comunicações e reduziu as distâncias geográficas.

Na missa de Pentecostes celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Pontífice disse que a Igreja tem que ser um “lugar de unidade e de comunhão na verdade, neste momento em que o mundo parece reviver a passagem bíblica da Torre de Babel”:

“Perduram desequilíbrios que muitas vezes geram outros conflitos; o diálogo entre as gerações se faz árduo e muitas vezes, prevalece a contraposição; assistimos fatos cotidianos que apresentam o homem sempre mais agressivo e irritado; compreender-se parece demasiadamente penoso e cada um prefere permanecer dentro de si, concentrado em seus interesses”.

Em seguida, o Papa advertiu que a sociedade atual está vivendo novamente a experiência de Babel, o trecho bíblico que ilustra um reino em que os homens pensam ter tanto poder para chegar ao céu, abrir suas portas e colocar-se no lugar de Deus, que não se dão conta de construírem a torre uns contra os outros.

“Com o progresso da ciência e da técnica, obtivemos o poder de dominar as forças na natureza, de manipular os elementos, de fabricar seres animados, de chegar quase até o próprio ser humano. Nesta situação, rezar a Deus parece algo superado, inútil, porque nós mesmos podemos construir e realizar tudo o que quisermos” – indicou Bento XVI.

“Multiplicamos as possibilidades de comunicar, de trocar informações, de transmitir notícias, mas podemos dizer que aumentou a capacidade de nos entendermos, ou, paradoxalmente, nos entendemos cada vez menos? Não existe entre as pessoas uma sensação de desconfiança, de suspeito, de temor recíproco, ao ponto de parecermos perigosos uns para os outros?” – questionou o Papa.

À multidão de fiéis, 40 cardeais e 50 bispos presentes, o Pontífice afirmou que a Igreja deve ser um “lugar de unidade e de comunhão na verdade”, que propicie o encontro e a comunicação das pessoas, na qual os cristãos não se fechem em si mesmos, mas que se “orientem para o todo”.

Bento XVI instou a viver segundo o espírito da unidade e da verdade, e recordou palavras de São Paulo, afirmando que a vida das pessoas está marcada por um conflito interior entre “os impulsos que provêm da carne e os que provêm do espírito, e não podemos segui-los, todos”.

“Com efeito, não podemos se ao mesmo tempo egoístas e generosos, seguir a tendência de dominar os outros e sentir a alegria do serviço desinteressado. Temos sempre que escolher que impulso seguir” – disse o Papa, explicando que “as obras da carne são os pecados de egoísmo e de violência, como inimizade, discórdia, invejas e desacordos: são pensamentos e ações que não fazem viver realmente como humanos e cristãos, no amor. Ao contrário, o Espírito Santo nos guia às alturas de Deus”.

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