sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

REUNIÃO MISSIONÁRIA COM O ANDARILHO.

Veículo da Missão: Somos, gratos, pela família que nos acolhe para o nosso encontro, de oração e diálogo, na periferia da região metropolitana.

( 3° parte)  

A semana foi difícil e visualizando o sofrimento dos batizados, em um presídio, e, lar de idosos, senti, que nossos irmãos, a maioria de pele negra, estão abandonados, como que, em um depósito de almas, a espera de um abraço, uma mensagem de esperança, que traga um pouco de felicidade.

Fico, pensando, o que fazer, para ao menos, amenizar o sofrimento de jovens e idosos, que estão nesta situação, sem esperança de futuro? 

Mulher:  Moço, o paraíso na terra, foi feito para os ricos, e precisamos aceitar a realidade, como ela é, - pois o sonho de construir um mundo melhor, para os nossos filhos, e futuras gerações, só é possível - se de fato, encontrarmos a verdade.

Ancião: Mais quem está com a verdade? 

Andarilho: O sol nasceu para todos, e ilumina as trevas, a cada novo dia, para que possam visualizar o mundo com a luz de Deus, e promover a vida a nossos irmãos.

Veículo da missão: Senhor, tenho a impressão, que uma comunidade, com dezenas e dezenas de pastorais e movimentos é uma Paróquia, fragmentada que terá muito trabalho em conduzir o povo a encontrar a verdade.

Se possível, poderia aprofundar a reflexão?

Andarilho: Em mutos setores, a perda de privilégios, interno, externo, foi sendo compensado, através da concessão de monopólios. 

Convém lembrar que conforme já conversamos, herdamos do império, um sistema político, semelhante ao feudalismo, que levou grupos de interesses a se organizar, como concessionários da verdade, para possuir o monopólio da educação, comunicação, assistência social, e até mesmo do espirito santo, e por ai vai.  

É dentro de um sistema, que pensava ter o controle das massas, que durante décadas, os concessionários da verdade, foi formando, uma estrutura, junto a sociedade, que hoje, está fragmentada.

Jovem: Caso sua leitura, esteja correta, não seria o momento de organizarmos, com ousadia, um planejamento estratégico de Igreja em saída, conforme nos pede o Papa Francisco, e construir um natal solidário, através de um laicato em estado permanente de missão, em solidariedade aos irmãos que sofre, durante o ano inteiro.

Ancião: Gostei da sugestão, poderíamos, começar pela Jornada Mundial da Juventude, patrocinando os jovens das periferias que não tem oportunidade, nas comunidades de participar do evento.

Mulher: Amigos, já é tarde, poderíamos deixar, os detalhes para os nossos próximos encontros, e ai vamos nos organizando e amadurecendo o planejamento em nossos grupos de whatsapp.

Andarilho: Bacana, foi para isso que nasci, até!

Matéria: Tarcísio Cirino
24-01-2020

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

A IGREJA INVISÍVEL: ENTREVISTA COM O ANDARILHO

Foi uma grata surpresa, a interação do Andarilho, na publicação, da  1° primeira entrevista, que já ultrapassou as fronteiras, e chegou em muitos corações. 

De nossa parte, trabalhamos para que o diálogo, esteja em uma linguagem compreensível, e diante dos dramas da humanidade, estamos abordando as crises da conjuntura, buscando soluções, no desenrolar da série entrevistas.  

Conforme acordado, a pedido do Andarilho: não vou citar o seu nome, em nenhum momento de nossas publicações.

Preciso fazer provocações, na entrevista, para levar respostas: as muitas perguntas de nosso tempo, que chega através da interação dos amigos das comunidades de comunidades em nossa caixa de mensagem.

Caminhando pelas periferias da cidade, encontrei um andarilho com fome. e durante a refeição, começamos a conversar. Depois de um longo diálogo, nasceu a série: Entrevista com o Andarilho.

( 2° parte)

Veículo da Missão: Para a Luz, chegar em nossa casa, precisamos de um fio positivo e outro negativo, conversando com o proprietário de uma grande construtora de imóveis, ele me dizia: que se confiar a rede da instalação elétrica de um prédio pequeno de 5 andares, a um engenheiro recém formado em uma universidade; é possível o prédio, pegar fogo, e até cair. 

Então amigo Andarilho, nas conversas e mensagens que recebemos, o povo nos leva a pensar que a crise que vivemos, começou á décadas, nos seminários, e foi se estendendo ao laicato, nas comunidades, pois o seminarista assim que é ordenado, já assume uma carreira, coordenação, a nível de diocese, e as vezes nunca trabalhou em uma pastoral pu movimento, de uma pequena comunidade a nível de Paróquia, e diante do impulso do corporativismo, vai crescendo no seguimento. 

Será que é a força do espirito santo que o capacita? 

Andarilho: A Igreja existe por iniciativa da ação de Deus, e enquanto divina, recebe a força do espírito santo, para fortalecer a construção do reino, que vai culminar no plano da salvação.

Convém lembrar, que a mentalidade da sociedade imperial do passado, com seus erros e acertos, influenciaram os comportamentos das instituições, no transcorrer dos séculos, até os dias de hoje.

Não posso generalizar, pois, existe muita gente boa, de fé, empenhada na construção do reino de Deus; nas minhas andanças pelo caminho, percebi, que a crise estrutural ou institucional que estamos vivenciando é fruto da busca ao poder e parte do clero, continua nos dias atuais, dentro de um sistema, semelhante ao feudalismo, em uma conjuntura imperial, onde diante das doenças existenciais de nosso tempo, preenche-se as carências, as lacunas, através do clericalismo, que gera, "aparências", um bem estar, através de "status" em uma estrutura hierarquizado.

Veículo da Missão: Escuto, comentários de parte do povo, ou visualizando as redes sociais, e parece que em algumas comunidades, bem longe daqui, as homilias são lição de moral, que estimula, palmas, como que se estivéssemos em um comício, em uma competição, 

Em suas andanças como Senhor, visualiza isso?

Andarilho: A pouco conversando com alguns amigos do povo de rua, que sofre nas periferias, no coração da porta da cidade, praças públicas, nós refletíamos que os primeiros bancos da Igreja, deveria ser reservado para eles, os pobres, miseráveis, enfermos, idosos, os mais humildes da sociedade, e diante da platéia, é possível que pregadores, repensassem as lições de moral, em um contexto social, escutando no silêncio do coração, o que Deus, tem a falar.  

O fato é que em um sistema semelhante ao feudal, onde os nobres da sociedade, são privilegiados na acolhida, com os primeiros lugares, ninguém quer ter problemas, e se você mostrar os problemas de quem sofre, poderá sofrer as consequências, e o coitado dos pobres, humildes, ficará atrás da porta, em silêncio, no fundo da casa. 

Pare um pouco para uma reflexão e pense! Você conhece alguém na história de uma família pobre, que teve direito a ter uma placa de nome de rua?

Se os primeiros bancos da casa de Deus, não são reservados aos pobres, o templo, vai ficando vazio, só com a elite da sociedade.   

Veículo da Missão:  Senhor, tenho muitas perguntas e gostaria de escutá-lo, mais preciso refletir, o que já foi falado,- poderíamos deixar, esse nosso diálogo, para a próxima semana, sexta-feira?

Andarilho: Sim, vou estar visitando a Igreja invisível, se fazendo presente, levando uma mensagem de esperança, ao povo que sofre. 

Você tem um tempo, na próxima semana para conhecer, meus irmãos? 

Veículo da Missão: Creio que Sim!

Andarilho: Bacana, Até..
Matéria: Tarcísio Cirino
Imagem: Internet
17-01-2020

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

O QUE VOCÊ PENSA DOS BISPOS?: ENTREVISTA COM O ANDARILHO..

Caminhando pelas periferias da cidade, encontrei um andarilho com fome. e durante a refeição, começamos a conversar. Depois de um longo diálogo, resolvi fazer a publicação, em forma de entrevista. 

Veículo da Missão: Vivemos no mundo atual, uma espécie de Jesus para todos os gostos e como o Senhor está visualizando no caminho, o processo de evangelização, em especial a presença de nossos bispos na conjuntura eclesial e geopolítica do mundo.

Andarilho: Que a paz esteja com todos vocês!
Particularmente, gosto muito de todos, alguns até são meus amigos e caminho com eles, em especial com o sucessor dos 12 apóstolos. 

Veículo da Missão: E como dar seguimento a construção  do reino de Deus, neste ano que está começando, em um mundo onde predomina a indiferença, através da falta de amor, Justiça, caridade, fraternidade, saúde, segurança, e somos massa de manobra de um sistema político que vive do suor alheio, em especial dos mais humildes.

Andarilho: O tempo é como o amor de Deus, um livro aberto, que ajuda você meu irmão, compreender a história da sociedade e sua atuação no caminho, com suas consequências, na geopolítica global, para o bem ou para o mal, e tenho esperança que com o tempo a casa em comum, vai se conscientizar que já é tempo de ser Igreja; e não um conglomerado de empresas a serviço dos privilégios e interesses da corte.

Veículo da missão: Mais, o que é ser Igreja, na conjuntura atual?

Andarilho: Em verdade te digo, é dar sentido a sua existência divina no plano da salvação; e os leigos são os protagonistas da mudança na configuração institucional e por isso não podem ter medo de trabalhar na árdua missão que foi confiada a Pedro.

Gostaria de continuar o nosso diálogo, mais começou a chover, e ação do vento está aqui, em baixo da ponte, me impulsionado a sair agora, para atender um acidente, de uma família a beira do caminho.

Você não se importa de continuarmos este diálogo, na próxima semana, para aprofundar o assunto?

Veículo da Missão: Tranquilo vou agendar para a próxima semana, sexta feira, no mesmo horário, mais veja o que vai falar.

Andarilho: rsss, até..  

Matéria: Tarcisio Cirino
Imagem: Internet
10-01-2019

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

COM O MAR EM FÚRIA - CHEGAMOS EM 2020.

Um novo ano está começando, e o barco da esperança, continua navegando, através de nossas famílias, amigos, contemporâneos, envolto ao manto do céu azul, sendo iluminado entre as estrelas pelo sol da justiça, com a força do vento que sopra e impulsiona o barco a navegar pelos oceanos da história da humanidade, para o encontro com as periferias existenciais do mundo em mudança.

Chegamos em 2020; tudo renovou, até poderíamos nos perguntar, o que estamos fazendo aqui?  Parece que chegamos em uma outra galáxia, um novo mundo, diferente do passado, ultramoderno, fascinante, com tecnologias que vai além de nossa imaginação. 

Vivemos agora em paz, na aurora da liberdade, um novo ciclo, um novo tempo, onde as milícias, os cartéis morreram e já não possuem mais o monopólio da manipulação das consciências, nas instituições de governos, rádios e grandes redes de TVs, pois com a perda de audiência, grande parte da bolsa de comércio, foi engolido pelas redes sociais, plataformas, em especial pelo YouTube, que agora tem o domínio do segmento e patrocina, com valores financeiros os responsáveis pelas produções de conteúdo, e todos podem possuir um canal gratuito de comunicação, com prosperidade, neste velho, novo mundo.    

Prudentes como as serpentes e sem malícia como as pombas é nossa missão, neste sonho de mundo novo, ultramoderno, promover iniciativas para atrair trabalhadores ao chamado e com amor, contribuir com o fim da enfermidade na reconstrução da casa em comum.

Diante do contexto, precisamos dar passos estratégicos, com sabedoria e repensar a rede, que são também as células doméstica, pequenas comunidades, pois a rede de hoje, não é como da década ou do século passado, e não basta o concerto das carências de nosso tempo; é preciso discernimento na escolha dos fios para que a rede suporte a pressão, que vem pela frente, com o barco atravessando oceano cosmo, e as famílias sobreviva. e leve a esperança, ás futuras gerações, e possam receber de herança o que sobrou da família de fé do resto de Israel.  

Porque Creio? É a reflexão pessoal, a chave que pode ajudar nossa espiritualidade no contexto atual, e nos levar a uma experiência singular, diante dos desafios do mundo ultramoderno, onde o caminho mais seguro é possuir a chave da lectio divina, que abre o sacrário de nossa consciência, para responder a voz que grita no silêncio das profundezas de nossa alma, e nos leva a seguinte reflexão: Porque Creio?

Porque o verbo se fez carne, é nossa missão eclesial, levar o cerne de nosso apostolado além das fronteiras, pois a fé é um tesouro, um dom concedido por Deus, e graças ao SIM da Mãe de Deus, que culminou no projeto da salvação, esmagando a cabeça do mal, temos hoje a Eucaristia, que nos dá força na comunhão com a rede de irmãos, sem medo das consequências com os desafios, pois, confiantes que a esperança jamais nos frustrará, navegamos focado na luz, para o encontro definitivo com o nosso Deus, através de seu espírito que caminha conosco. 

A todos um Feliz 2020. 

Nossa Reflexão: texto e imagem.
Tarcísio Cirino 
31-12-2019