segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

SEMINÁRIO SÃO JOSÉ NO SANTUÁRIO DE APARECIDA.

Neste final de semana, em que se comemora a Solenidade da Imaculada Conceição, dogma definido pelo Papa Pio IV em 8 dezembro de 1854. 

Uma boa notícia para as mensageiras(os) do movimento de capelinhas da arquidiocese de Curitiba, que trabalha nas casas durante o ano, evangelizado as famílias através da visita com a imagem de Nossa Senhora nas capelinhas, lectio divina, e ajuda material em prol dos seminários, vocações sacerdotais, religiosas, leigas.

Uma boa notícia neste tempo de advento, foi ver Pe. Regis Bandil, seminaristas e o novo assessor eclesiástico do Movimento de Capelinhas: Pe. Fernando, rezando no Santuário Nossa Senhora Aparecida, com outros sacerdotes neste domingo 09 dezembro 2018.

Viva Nossa Senhora das Capelinhas!
Matéria: Tarcísio Cirino                              

                              

COMIDA DE BOTECO: 1ª EXPOSIÇÃO DE CARROS ANTIGOS

Olá amigos a Paróquia Santo Antônio do Parolin: Promove no próximo sábado dia 15 dezembro, 1ª Exposição de Carros antigos, com uma deliciosa Comida de Boteco.

Se você aprecia estes eventos e conhece um amigo(a) que tem um carro antigo, convide a participar junto conosco deste encontro de carros antigos, com uma deliciosa comida de boteco, música sertaneja ao vivo, pagode e MPB.

Nosso boteco terá todas aquelas iguarias, comidas deliciosas, e estaremos acolhendo a todos, neste sábado dia 15, e com muita alegria, esperamos por você!

Venha, traga toda sua família, convide seus amigos e participe juntos neste tempo de advento em preparação ao Natal.

Local: Paróquia Santo Antonio do Parolin
Endereço: Rua Alferes Poli n° 3390

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO
16 horas: Carreata pela rua
17 horas: Benção dos motoristas, carros
18 horas: Missa Pe. Elias Wolff
19 horas: Deliciosa Comida de Boteco.
Música ao Vivo: ( Pagode, MPB, Sertaneja)

Matéria: Tarcísio Cirino

CENSO: MOVIMENTO DE CAPELINHAS.

Veiculo da Missão: A partir das missões que aconteceu no ano 2000, e fazendo parte do setor de comunicação, Grupos Reflexão, Capelinhas, COMIDI, erá comum realizarmos o censo, pesquisas do quadro de mensageiras(os), que foram gradativamente sendo atualizados até o início do ano 2016, a nível de arquidiocese de Curitiba.

A nova pesquisa com os números de mensageiras(os), que estamos publicando é do Setor Colombo, e foram atualizados, realizados, do mês de maio á dezembro 2018, com visita as comunidades, reuniões, e diálogo via telefone com parte das mensageiras(os), e coordenações. 

Segue á baixo o censo das Paróquias do Setor Colombo, até dezembro 2018, para conhecimento de todos(as).

Paróquia Santa Cândida
Coordenador: Tarcísio Cirino
248 Mensageiras(os)

Paróquia Santa Terezinha de Liseux
Coordenadora: Maria Aparecida Moraes da Silva
142 Mensageiras(os)

Paróquia Nossa Senhora do Rosário
Coordenadora: Irene Naldony
120 Mensageiras(os)

Paróquia Sagrada Família
Coordenadora: Irene da Silva
98 Mensageiras(os)

Paróquia Imaculada Conceição do Atuba.
Coordenadora: Olandina Guimarães
70 Mensageiras(os)

Paróquia Nossa Senhora da Saúde
Coordenadora: Barbara
67 Mensageiras(os)

Paróquia Bom Jesus
Coordenadora: Regina e Ivete
69 Mensageiras(os)

Total: 814 Mensageiras(os).

QUE MISTÉRIO TEM O PAPA?

Em tempos onde carteis, instituições, governos, utiliza os meios de comunicação, a serviço da manipulação das consciências em massa, viver o cristianismo é quase impossível e passou a ser para os santos.

Nos dias atuais é preciso urgente, um olhar, com consciência critica a realidade da conjuntura eclesial, politica, tal como ela é.

Diante do contexto, comunicar com competência e maestria estratégica, a verdade, para que a nossa geração, ou as próximas gerações, tenha consciência critica das forças e meios que governa as consciências em massa no mundo.

Com a força das grandes mídias, a religiosidade sem espiritualidade, deixou nossa geração carente, doente, e sem consciência critica.

A partir dai o homem de nosso tempo, preenche as suas carências na busca do culto ao corpo, procurando uma religião a seu gosto, buscando a felicidade no aplauso, e desta forma se preenche a carência afetiva, de onde nasce em nosso meio, em nosso tempo o grande mercado das seitas.

Em nosso tempo, quem quiser ser influente no presente para  mudar á conjuntura do mundo atual no presente, precisa amar o mundo no presente, saber escutar, discernir, e com maturidade na fé, comunicar até as últimas consequências. 

O Papa Francisco, é o modelo da comunicação no momento, pois fala na terra de Lutero, e domina com maturidade o terreno da comunicação no presente, com linguagem clara que todos compreendem, levando a boa noticia de Jesus Cristo, com a identidade da missão da igreja, sem medo da perseguição no presente.

Ideólogos fracassados se frusta, diante da comunicação do Papa Francisco, nas audiências ás quartas-feiras em Roma.

É um fenômeno de comunicação nas audiências, viagens, jornadas mundiais.  

E que mistério tem o Papa Francisco?

Milhões de pessoas de diversas idades e classes sociais, querem ouvir o Papa Francisco.

Jovens do mundo inteiro deixa o rock, para ouvir um Papa idoso, participando das jornadas mundiais da juventude.

É possível que a chave do mistério, seja uma consciência critica, atualizada para o nosso tempo, através da "Lectio Divina, com á Doutrina Social da Igreja, e maturidade na transmissão da Fé".

E Viva o Papa!!

Texto: Tarcísio Cirino
30-06-2018

JESUÍSMO: UM JESUS PARA TODOS OS GOSTOS!

Os desafios da nova evangelização, em tempos atuais onde organizações  promoveram Jesus, á ser um pop star, uma marca de sucesso no cosmos, meio político, no mundo dos esportes, clubes de futebol, entre os artistas, cantores, seitas - me parece que virou moda falar de Jesus e viralizou nas redes sociais o nome Jesus, dentro do contexto do sistema político do mundo atual, governado pela Bolsa de Valores.

Vivemos em tempos, de um sistema moderno que chamo de Jesuísmo, uma espécie de um Jesus para todos os gostos, e bolsos.

É dentro deste sistema maquiavélico que os cristãos católicos, precisa atuar na história hoje, com conhecimento estratégico da missão, com a força do sinal de nossa Fé, em oração, vivendo o testemunho do batismo, até as últimas consequências, para que ás futuras gerações, possa receber o depósito da Fé. 

Não é uma tarefa fácil, desenvolver um projeto de missões, dentro do contexto da conjuntura religiosa, geopolítica, cultural, em tempos onde missões é; benzer casas, fazer o censo para saber se as famílias são católicas, ou realizar esquemas através da comunicação que fortalece o carreirismo, clericalismo, em uma comunicação que perdeu sua força em nossos dias.

Para tudo isso existe uma esperança, conforme a "Exortação Apostólica Gaudet Et Exsultate do Papa Francisco, ou como dizia em sua visita ao Brasil, São João Paulo II, - o Brasil precisa de Santos, o Brasil precisa de muitos Santos".

É possível que esse seja o caminho, para se alcançar a tão sonhada felicidade para o Brasil.  Buscar a Santidade!!

Nas próximas publicações, daremos sequência em nossa reflexão, com o tema: Missões, dentro do contexto, um Jesus para todos os gostos.

Texto: Tarcísio Cirino
04-11-2019 

O REFORMADOR DO CLERO NA ÓTICA DO LEIGO.

                     

Veiculo da Missão: Muito já-se falou e escreveu sobre a biografia de São Vicente de Paulo, nestes 400 anos, fazendo conhecido no serviço aos necessitados, como o Pai da Caridade, Pai dos Pobres, fundador da Congregação da Missão, Companhia das Irmãs da Caridade, AIC, sendo o modelo da Caridade para diversos ramos da família vicentina, e outras congregações religiosas que nasceram nos últimos quatro séculos.


Nossa reflexão de leigo, dentro das comemorações do aniversário dos 400 anos de São Vicente de Paulo, não tem a pretensão de republicar os dados históricos de sua biografia e sim voltar no tempo, e caminhar junto com Pe. Vicente de Paulo, nas periferias existenciais da época e levar o amigo(a) leitor que visita este veiculo de comunicação, a contextualizar com o mundo eclesial atual, onde todos estamos inseridos.

Para entrarmos no barco e navegar até o tempo do Pe.Vicente de Paulo, compartilho com você uma reflexão do arcebispo da arquidiocese de Curitiba, feito no inicio deste ano de 2017, com os agentes e coordenações de Pastorais e Movimentos da arquidiocese, no Santuário Diocesano do Sagrado Coração de Jesus, no Bairro Água Verde, onde Dom José Antonio Peruzzo, levou todos a seguinte reflexão:

Antes do Concilio Vaticano II, o Povo de Deus, vivia dentro de uma estrutura eclesial, uma espécie de "Piramide" onde em cima da Piramide, ficava o Clero, e embaixo da "Piramide", ficava os escravos.

Dom Peruzzo: dentro de uma espécie de estrutura eclesial de "Piramide". o Clero funcionava como que tivesse um monopólio, e através deste monopólio, passava a ser como que os concessionários da verdade, se consideravam os donos da verdade, e o Povo de Deus, tinha o papel de apenas obedecer os concessionários da verdade e era isso; 

E graças a Deus, isso mudou, após o Concilio Vaticano II.

Veiculo da Missão: Voltando ao barco e navegando até a França no século XVII, é dentro deste contexto, que encontramos a igreja, onde está inserido o Povo de Deus, nos dias de Vicente de Paulo.


Os concessionários da verdade "Clero" não tinha formação e dentro do corporativismo nascia Bispos, e estes sem muita formação, ordenava os Padres, que muitas vezes, nem estudava o básico e viviam nos palácios em  uma obesidade espiritual.

O jovem Vicente de Paulo, de família pobre e muito humilde, a exemplo de outros, quer se dar bem na vida e decide ir para o seminário ser Padre, para ganhar dinheiro e ficar rico.

A pressa erá tanto em ganha dinheiro, que Vicente de Paulo, engabelou o Bispo e foi ordenado muito jovem com apenas 19 anos.

Ordenado Padre, Vicente de Paulo, vai ao encontro das famílias mais ricas, se encosta no sistema politico de governo, e conquista a todos(as) se tornando um Padre Rico, e vivendo junto a nobreza na alta sociedade de seu tempo.

Depois de caminhar pelo deserto, e estando vivendo junto a alta sociedade, um certo dia Pe.Vicente de Paulo, olha para Cruz de Cristo, e começa uma reflexão, onde percebe que não está sendo coerente com sua missão de Padre, pois Jesus Cristo, foi aquele que acolheu os pobres, enfermos, injustiçados, marginalizados e após uma profunda reflexão decide ir ao encontro do Povo que sofre, ficando junto daqueles que não tinha mais esperança em Deus, e nem voz na sociedade.

O processo de conversão, o transformou em um novo Padre; O homem do encontro, aquele que vai as periferias existenciais ao encontro do Povo sofrido, e se depara diante da triste realidade do Povo, que vive como ovelhas sem Pastor.

O Homem do Encontro, sofrendo, rezando e acolhendo o Povo, nas periferias existenciais, ganha toda a confiança do Povo; "Pois o Povo começa a sentir que Deus gosta dos Pobres" e Pe.Vicente de Paulo se torna o grande líder daquele tempo, um mistico visionário, que conhecendo a realidade do Clero, soube com inteligencia e sabedoria, iniciar a reforma do Clero, partindo das periferias e atendendo as necessidades espirituais e sociais do Povo de Deus, criando a Confraria do Rosário, para que os enfermos, diante do sofrimento, tivesse um meio para aliviar a dor, do corpo e da alma, e através da devoção ao Rosário,  pudesse conversar com Deus.

Visionário é um Homem de Visão; um Homem que consegue enxergar além de seu tempo, e este foi Pe.Vicente de Paulo, que vendo o povo doente, com o mal do século, nas periferias existenciais, trabalha para que-se tenha sacerdotes, bem formados, que atenda o Povo de Deus, com a caridade em suas necessidades espirituais, realizando confissões e dando esperança ao Povo de Deus, através da Boa Noticia de Jesus Cristo.

No ano 1617, instituiu a Congregação da Missão, dos Padres de São Lazaro: Lazaristas, hoje mais conhecido como Padres Vicentinos, e no ano de 1633 instituiu a Companhia das Irmãs da Caridade, hoje conhecida como irmãs Vicentinas.

Hoje, após o Concilio Vaticano II, na força do Espirito Santo de fato a igreja está sendo a cada dia transformada, mais muitos que nasceram antes do Concilio Vaticano II, e outros que nasceram depois, ainda continua presos em seus projetos pessoais, dentro dos Palácios.

É dentro deste contexto eclesial,  que precisamos hoje de São Vicente de Paulo.

E hoje estamos aqui, com os talentos, para contribuir com São Vicente de Paulo, na construção do Reino de Deus, sendo parte de sua família, e sua herança. 

E Viva São Vicente de Paulo!!

Matéria: Tarcísio Cirino 
10-12-2017

domingo, 9 de dezembro de 2018

PORQUE DEUS PERMITE A PERSEGUIÇÃO?

Durante o percurso no longo caminho da história cristã, até os dias atuais em nosso tempo, ser cristão tem sido um desafio constante.
Os cristãos católicos sempre encontraram dificuldades, desde a igreja primitiva com perseguição promovida por vários imperadores romanos, onde muitas vidas foram ceifadas por causa da fidelidade a Jesus, na construção do reino de Deus.
imagem internet
Essa perseguição que acontece nos dias atuais de forma invisível para muitos de nosso meio, que se encontra indiferentes e fecha os olhos, para não-se comprometer, produzindo um conluio, efeito maléfico a longo prazo, com um dos métodos  ou formas preferidas de Satanás para atacar a igreja, no segmento cristão em especial aqueles que foram chamados a um ministério Pastoral, ou Movimento.

A perseguição religiosa aos cristãos se carateriza pelos tratos psicológicos, que incluem bullyng, motivados por interesses de grupos de intolerância, indiferença, desrespeito, preconceito, que de forma estratégica silencia o resto de israel. 

Texto: Tarcísio Cirino
21-11-2018

sábado, 8 de dezembro de 2018

O SOFRIMENTO DE FRANCISCO EM TERRITÓRIO MAFIOSO.



Papa: não se pode acreditar em Deus e ser mafioso


O Papa retornou à Sicília nos 25 anos da morte do padre Pino Puglisi, assassinado pela máfia em 1993. Em sua homilia, o Papa fez uma dura advertência aos mafiosos: caso não se converterem ao Deus verdadeiro de Jesus Cristo, "sua vida será perdida e será a pior das derrotas”.
Jackson Erpen – Cidade do Vaticano
“Não se pode acreditar em Deus e ser mafiosos. Quem é mafioso não vive como cristão, porque blasfema com a vida contra o nome de Deus-amor”, e hoje “temos necessidade de homens e de mulheres de amor, não de homens e de mulheres de honra”.
Na homilia da Missa celebrada no final da manhã deste sábado no Foro Itálico, em Palermo, o Papa exortou os mafiosos a deixarem de pensar em si mesmos e em seu dinheiro e a converterem-se ao verdadeiro Deus de Jesus Cristo, advertindo que caso contrário, a vida deles "será perdida e será a pior das derrotas”.
Francisco  voltou à Sicília por ocasião do 25º aniversário de morte do padre Pino Puglisi, assassinado pela máfia em 15 de setembro de 1993, “coroando a sua vitória com o sorriso, com aquele sorriso que não deixou dormir de noite seu assassino que disse: «havia uma espécie de luz naquele sorriso»”.

Vitória e derrota

 

A sua homilia contrapôs o amor e o egoísmo, contrapôs a vida do padre Puglisi com o estilo mafioso de ser e agir. “Hoje Deus nos fala da vitória e da derrota”, disse o Papa referindo-se ao Evangelho de São João, “e somos chamados a escolher de que parte estamos: viver para si  - com a mão fechada - ou doar a vida - a mão aberta. Somente doando a vida se derrota o mal. Um preço alto, mas somente assim”.
“ Somente doando a vida se derrota o mal. Um preço alto, mas somente assim ”
“Quem vive para si, quem multiplica os seus ganhos, quem tem sucesso, quem satisfaz plenamente as suas necessidades, parece vencedor aos olhos do mundo. A publicidade martela esta ideia”, diz Francisco.
Mas para Deus, “quem vive para si não perde somente alguma coisa, mas toda a vida, enquanto quem se doa encontra o sentido da vida e vence”. Portanto, há uma escolha a ser feita: “amor ou egoísmo”:
O egoísta pensa em cuidar da própria vida e se apega às coisas, ao dinheiro, ao poder, ao prazer. Então o diabo tem as portas abertas.  O diabo entra pelos bolsos - eh! - se você é apegado ao dinheiro, isto é, ao diabo. O diabo faz acreditar que tudo está bem, mas na verdade o coração se anestesia com o egoísmo. O egoísmo é uma anestesia muito poderosa.  Este caminho sempre acaba mal: no final se fica sozinho, com um vazio por dentro. O fim dos egoístas é triste: vazios, sozinhos, circundados somente por aqueles que querer herdar”.
“ Quem vive para si não perde somente alguma coisa, mas toda a vida, enquanto quem se doa encontra o sentido da vida e vence ”
Mas para muitos – observa Francisco – essa conversa poderia parecer fora da realidade, pois para seguir em frente “serve dinheiro e poder”. Mas isto, advertiu, “é uma grande ilusão:
Dinheiro e poder não libertam o homem, fazem dele um escravo. Vejam: Deus não exerce poder para resolver nossos males e os males do mundo. Seu caminho é sempre o do amor humilde: somente o amor liberta internamente, dá paz e alegria. Por isso que o verdadeiro poder, o poder segundo Deus, é serviço. Jesus o diz.  E a voz mais forte não é a aquela de quem grita mais. A voz mais forte é a oração. E o maior sucesso não é a própria fama, como o pavão, não! A glória maior é, o sucesso maior é, o próprio testemunho”.

Lógica "perdedora"

 

Era isso o que padre Pino ensinava – recordou o Pontífice: “não vivia para se mostrar, não vivia de apelos antimáfia, e tampouco se contentava em não fazer nada, mas semeava o bem”. Sua lógica, “parecia uma lógica perdedora”, enquanto a lógica da carteira parecia vencedora”, mas “a lógica do deus-dinheiro é sempre perdedora”.
“ A lógica do deus-dinheiro é sempre perdedora ”
Ao ser morto há 25 anos, o sacerdote coroou a sua vida com um sorriso. Era inofensivo e seu sorriso transmitia a força de Deus, uma luz gentil que é a luz do amor, do dom, do serviço:
“Temos necessidade de cristãos sorridentes, não porque levem pouco a sério as coisas, mas porque são ricos somente da alegria de Deus, porque acreditam no amor e vivem para servir”.
Padre Pino sabia que arriscava, “mas sabia sobretudo que o perigo verdadeiro na vida é não arriscar, é ir levando a vida entre comodidades, futilidades e atalhos”. Que Deus nos liberte disso:
Deus nos liberte de vivermos no lado negativo, nos contentando com meias-verdades. As meias-verdades não saciam o coração, não fazem bem. Deus nos liberte de uma vida pequena, que gira em torno das "mesquinharias". Liberte-nos de pensar que tudo está bem se estiver tudo bem comigo, o outro que se arranje. Liberte-nos de acreditarmos que somos justos se não fizermos nada para combater a injustiça. Quem não faz nada para combater a injustiça não é um homem ou uma mulher justo.  Liberte-nos de acreditarmos que somos bons, somente porque não fazemos nada de mal (...). Senhor, dá-nos o desejo de fazer o bem; buscar a verdade detestando a falsidade; de escolher o sacrifício, não a preguiça; o amor, não o ódio; o perdão, não a vingança”.

Quem é mafioso não vive como cristão

 

Quem diz amar a Deus, mas odeia o seu irmão é um mentiroso - recordou o Papa referindo-se à primeira leitura -, pois “Deus-amor repudia toda a violência e ama todos os homens. Por isso, a palavra ódio deve ser apagada da vida cristã”. Então, dirigindo-se aos mafiosos disse:
“ A palavra ódio deve ser apagada da vida cristã ”
Não se pode acreditar em Deus e ser mafiosos. Quem é mafioso não vive como cristão, porque blasfema com sua vida o nome de Deus-amor. Hoje temos necessidade de homens e de mulheres de amor, não de homens e mulheres de honra; de serviço, não de subjugação; temos necessidade de homens e mulheres, de caminhar juntos, não de perseguir o poder. Se a ladainha mafiosa é: "Você não sabe quem eu sou", a cristã é: "Eu preciso de você". Se a ameaça mafiosa é: "Você vai pagar para mim", a oração cristã é: "Senhor, ajuda-me a amar". Por isso aos mafiosos eu digo: mudem irmãos e irmãs! Parem de pensar em si mesmos e em seu dinheiro. Você sabe, vocês sabem, que o Sudário não tem bolsos. Vocês não podem levar nada com vocês.  Convertam-se ao verdadeiro Deus de Jesus Cristo, queridos irmãos e irmãs! Eu digo a vocês, mafiosos: se não fizerem isto a vida de vocês será perdida e será a pior das derrotas”.

O que eu posso fazer?

 

Nós não podemos seguir Jesus somente com ideias, mas precisamos colocar mãos-à-obra. Seguindo o exemplo de padre Pino que dizia: “Se alguém faz alguma coisa, se pode fazer muito”, o Papa pergunta o que eu posso fazer, pelos outros? Pela Igreja?”:
Não espere que a Igreja faça algo por você, comece você. Não espere que a sociedade o faça, comece você! Não pense em si mesmo, não fuja da sua responsabilidade, escolha o amor! Sinta a vida das pessoas que têm necessidade, escuta o teu povo. Tenham medo, tenham medo, da surdez de não escutar o seu povo.  Este é o único populismo possível: escutar o seu povo, o único "populismo cristão": ouvir e servir o povo, sem gritar, acusar e provocar contendas”.
“ Este é o único populismo possível, o único "populismo cristão": ouvir e servir o povo, sem gritar, acusar e provocar contendas ”
Padre Pino – continuou o Papa - vivia a pobreza, a cadeira no quarto onde estudava estava quebrada, “mas a cadeira não era o centro de sua vida, porque não vivia sentado repousando, mas vivia em caminho para amar. Eis a mentalidade vencedora, eis a vitória da fé, que nasce da doação cotidiana de si. Eis a vitória da fé que leva o sorriso de Deus pelas estradas do mundo. Eis a vitória da fé que nasce do escândalo do martírio”.
“Dar a vida”, disse o Papa ao concluir, “foi o segredo da sua vitória, o segredo de uma vida bela. Hoje, queridos irmãos e irmãs, escolhamos também nós uma vida bela”.

15-09-2018

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

CONVITE: MISSA DE 7° DIA ( CONSELHOS PASTORAIS )

No último sábado 23 de junho, lideranças dos CCPs e mensageiras(os), das 07 Paróquias do Setor Colombo, participaram de uma manhã de formação na Paróquia Santa Terezinha de Lisieux, arquidiocese de Curitiba.

O evento de formação teve inicio com Pe.Regis Soczek Bandil, que motivou as mensageiras(os), lideranças e trabalhou a "Exortação Apostólica Gaudete Et Exsultate, do Papa Francisco, onde fala sobre o chamado a santidade no mundo atual".

Na sequencia Dom Francisco Cota, motivou e orientou as lideranças de CCPs. Grupos de reflexão, Mensageiras(os), através dos documentos 100, 105, 106, 107 da CNBB. 

No vídeo á cima, uma pequena síntese, um aperitivo do que foi o encontro do Setor Colombo, com imagens onde Dom Francisco Cota, convida os meios de comunicação, rádios, mídias sociais, a divulgar o "Convite: Missa de 7° dia", conforme sátira no áudio e as orientações no vídeo, publicado à cima.

O encontro foi de alto nível, com a presença e animação do Grupo Afro, Pe.André Marmilicz CM, Pe.Tadeu Camilo, Pe.Jefferson Costa, diáconos, coordenadora: Josiane Andrade do Movimento de Capelinhas e Comissão 13, Coordenador do Setor Tarcísio Cirino, e cerca de 600 lideranças das 7 Paróquias do Setor Colombo, envolvidos com os trabalhos de Grupos de Reflexão.

Matéria: Tarcísio Cirino
25-06-2018

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A IGREJA INVISÍVEL: PASTORAIS SOCIAIS

Veiculo da Missão: Me lembro como se fosse hoje, quando na história do Brasil, um Papa, visitou pela primeira vez esta terra da Santa Cruz.

Depois de algumas décadas, ainda posso ouvir a sua voz o seu clamor, gritando em meus ouvidos através de São João Paulo II;"O Brasil precisa de santos, o Brasil precisa de muitos santos!" 

O Brasil precisa muito de você..

Em tempos onde predomina o gnosticismo, pelagianismo, pós-verdade: as grandes mídias a serviço das grandes instituições, organizações, conglomerados financeiros internacional, manipula a consciência do povo, na conjuntura social econômica e politica, para no presente e no futuro próximo assumir agenda de governo, com aqueles que representa os interesses dos grandes bancos, e dentro deste mundo cruel das tecnologias que escraviza as pessoas, somos desafiados a ser livres, sendo igreja, e juntos lutar pela causa do povo que sofre, em especial os mais pobres.   

Me parece que é dentro deste contexto que somos chamados a cumprir a nossa missão, sendo igreja, comprometida com a "Casa Comum", que muitas vezes por inocência ou falta de conhecimento, sofre com as mazelas de nosso sistema de governo politico global, onde todos(as) estamos inseridos, e padecemos.

A Comissão Pastoral da Ação Social Transformadora, realizou nos dia 04 a 06 Maio na casa de encontros dos Freis Carmelitas na Vila Fanny, em Curitiba, o 9° Encontro das Pastorais Sociais e Organismos do Regional Sul 2 CNBB, com a participação dos representantes das 18 dioceses do Paraná, na coordenação de Jardel Neves Lopes, sendo o tema do encontro: Alegrai-vos e Exultai-vos ( Gaudete et Exultate )
Após reunião com as coordenações das Pastorais Sociais, aconteceu no sábado dia 05, na parte da manhã, estudo de análise de conjuntura econômica social com o cientista político, Masimo Della Justina, professor do Departamento de Ciências Econonomicas da PUCPR, mestre pela London School of Economics.
 Masimo, aprofundou análise conjuntural e Estrutural da economia e da política no contexto global, para que todas coordenações das Pastorais Sociais, compreendesse, como os grandes Países,
conglomerados financeiros, utiliza-se da boa fé das pessoas, influenciando através das grandes empresas, mídias, e  descarta as pessoas e governos em momentos oportuno de acordo com os interesses financeiros, para controle econômico e politico do País.
Na parte da tarde aconteceu estudo da nova encíclica do Papa Francisco: GAUDETE ET EXSULTATE, com o teólogo João Santana.
No domingo ás 7:30h o dia começou com a Santa Missa, presidida por Dom Francisco Cota, bispo referencial das Pastorais Sociais. 

Na sequência as coordenações das Pastorais Sociais do Regional Sul 2 CNBB, se reuniram com as coordenações das demais Pastorais, para dialogar, estudar como trabalhar a evangelização de nosso tempo em conjunto, com as demais Pastorais.

O encontro encerrou ás 12:00h, domingo dia 06 de Maio, com oração e benção dos sacerdotes presentes.

Obs: No vídeo á cima, selecionamos a fala da coordenação da Pastoral Carcerária, Pastoral indígena, com a reflexão de Dom Francisco Cota, e imagens do encontro. 

Em breve, publicaremos vídeos exclusivos de todas Pastorais Sociais, presente neste encontro.

Matéria: Tarcísio Cirino
07-05-2017


quinta-feira, 29 de novembro de 2018

300 MILHÕES DE CRISTÃOS SÃO PERSEGUIDOS NO MUNDO.


VENEZA PINTADA DE VERMELHO RECORDA OS CRISTÃOS PERSEGUIDOS.
Marco Guerra - Cidade do Vaticano
Um cristão a cada sete, vive em um país onde a perseguição é uma realidade dramática, para um total de mais de 300 milhões de fiéis que sofrem discriminação e perseguição. São carne e sangue de nossos irmãos na fé os números divulgados pelo XIV relatório da Fundação de direito pontifício "Ajuda à Igreja que Sofre", apresentado na quinta-feira em Roma, na Embaixada da Itália junto à Santa Sé.

Cristãos os mais perseguidos

 

No relatório, que examina o período de junho de 2016 a junho de 2018, emerge o fato de que o cristianismo é a comunidade de fé que sofre, mais do que qualquer outra, formas de opressão e intolerância.
No entanto, as violações da liberdade religiosa em muitas outras confissões também estão aumentando. O estudo apresenta incidentes e episódios significativos que foram coletados e relatados graças ao trabalho dos parceiros do projeto, presentes em mais de 150 países.
São casos de conversões e matrimônios forçados, atentados, sequestros, destruição de locais de culto e de símbolos religiosos, prisões arbitrárias, acusações de blasfêmia, regulamentos para o controle de assuntos religiosos e várias medidas para a limitação do culto público.

Violações graves em 38 países

 

O estudo da AIS identifica, portanto, 38 países em que são registradas violações graves ou extremas da liberdade religiosa. 21 deles são classificados como locais de perseguição: Afeganistão, Arábia Saudita, Bangladesh, Birmânia, China, Coréia do Norte, Eritreia, Índia, Indonésia, Iraque, Líbia, Níger, Nigéria, Paquistão, Palestina, Síria, Somália, Sudão, Turcomenistão , Uzbequistão e Iêmen. 17, por outro lado, são considerados lugares de discriminação: Argélia, Azerbaijão, Butão, Brunei, Egito, Federação Russa, Irã, Cazaquistão, Quirguistão, Laos, Maldivas, Mauritânia, Catar, Tadjiquistão, Turquia, Ucrânia e Vietnã.

Situação piorada em muitos países

 

A situação piorou durante o período em análise em 17 dos 38 Estados assinalados. Em outros - como Coreia do Norte, Arábia Saudita, Nigéria, Afeganistão e Eritreia - a situação se manteve inalterada, porque, segundo a Fundação pontifícia, é tão grave que não pode piorar.
O relatório também reserva sinais de esperança: uma queda brusca das violências cometidas pelo grupo islâmico al-Shabaab, fazendo com que a Tanzânia e o Quênia - anteriormente classificados como "países de perseguição" no período de 2016 a 2018 - voltassem à categoria de "não classificados”.
Depois, há o sucesso de campanhas militares contra o Estado Islâmico e outros grupos hiper-extremistas que de alguma forma "ocultaram" a disseminação de outros movimentos militantes islâmicos em regiões da África, Oriente Médio e África. Ásia.

Entre o fundamentalismo e o ultranacionalismo

 

Em vários países, a perseguição é incentivada e alimentada pelo fundamentalismo de matriz islâmica, mas outra "tendência" definida como "preocupante" é a do aumento do nacionalismo agressivo contra as minorias e, em alguns casos, contra todas as crenças religiosas, degenerado a tal ponto que pode ser definido como ultranacionalismo.

O caso da Índia

 

Este fenômeno tem se desenvolvido de diferentes maneiras, dependendo do país, lê-se ainda no texto, que indica o caso da Índia como "particularmente significativo”, pois relatório após o relatório foram evidenciados cada vez mais atos de violência contra as minorias religiosas, com motivações que incluem claramente o ódio religioso.
As minorias são consideradas - como recentemente declarado por um deputado indiano - "uma ameaça à unidade do país". Estas declarações são indicativas de uma mentalidade nacionalista que identifica o Estado federal exclusivamente com o hinduísmo.
Segundo a AIS, o ultranacionalismo não necessariamente se identifica com uma religião: "Muitas vezes, de fato, ele se manifesta como uma hostilidade geral do Estado em relação a todos os credos e se traduz em medidas restritivas que limitam fortemente a liberdade religiosa". A tal propósito, o relatório recorda que na China ao longo dos últimos dois anos, o governo adotou novas medidas para reprimir grupos religiosos percebidos como resistentes ao domínio das autoridades comunistas.

Antissemitismo em aumento no Ocidente

 

Por fim, o Relatório também ressalta os problemas críticos encontrados no Ocidente. "O período em análise viu um aumento do antissemitismo na Europa, um fenômeno frequentemente ligado ao crescimento do islamismo militante".
"Na França, onde a comunidade judaica é a mais populosa da Europa, cerca de 500.000 judeus, foi registrado um pico bem documentado de ataques antissemitas e de violência contra centros culturais e religiosos judaicos".
A aversão às minorias islâmicas também aumentou significativamente. O período de dois anos analisado também viu uma onda de ataques terroristas no Ocidente, particularmente na Europa. A AIS também aponta que "a maioria dos governos ocidentais não conseguiu fornecer a assistência necessária e urgente aos grupos religiosos minoritários, em particular às comunidades de deslocadas que desejam voltar para casa nas respectivas nações, das quais foram forçadas a fugir".

Presença na conferência de imprensa de hoje

 

Na apresentação do Relatório estavam presentes o embaixador da Itália junto à Santa Sé, Pietro Sebastiani, o presidente da AIS-Itália, Alfredo Mantovano, o presidente executivo internacional da AIS, Thomas Heine-Geldern, e o diretor AIS-Itália, Alessandro Monteduro.
Pronunciaram-se o cardeal Mauro Piacenza, presidente internacional da AIS; Dom Botros Fahim Awad Hanna, bispo copta católico de Minya (Egito); Tabassum Yousaf, advogado do Supremo Tribunal de Sindh e defensor das vítimas de perseguição religiosa (Paquistão) e Marta Petrosillo, porta-voz da AIS-Itália.

Manter alta a atenção

 

O presidente da ACS-Itália Mantovano falou sobre a importância de manter  alta a atenção sobre a liberdade religiosa, porque "a indiferença mata mais do que terrorismo", e salientou que o Relatório encarna a missão de denunciar a perseguição, mas também a de ajudar as Igrejas que sofrem discriminação.

Liberdade religiosa refere-se a todos os direitos humanos

 

O cardeal Piacenza recordou que os cristãos contribuíram para o correto amadurecimento da ideia de liberdade e tiveram um papel não somente em nível religioso, mas também histórico cultural. "De fato, a liberdade religiosa não é um direito dos muitos - acrescentou o cardeal - é antes uma rocha sobre a qual todos os direitos humanos se agarram firmemente, porque se refere à dimensão transcendente da pessoa humana". "Na liberdade religiosa - continuou ele - há liberdade de pensamento e até mesmo a liberdade para se distanciar do elemento religioso".

Colocar a liberdade religiosa entre as prioridades da política

O diretor Monteduro, por sua vez, retornou aos dados apresentados no relatório e ressaltou que 61% dos cristãos vivem em países onde a liberdade religiosa não é respeitada, e voltou-se para "um Ocidente analfabeto", pedindo que a liberdade religiosa seja colocada entre as prioridades da política internacional.
O encontro concluiu-se com o testemunho de Dom Hanna, que falou sobre o Egito, onde a liberdade religiosa foi colocada na Constituição, embora na prática ainda exista muito a ser feito para sua plena aplicação, e de Tabassum Yousaf, que falou sobre as dramáticas intimidações sofridas pelos cristãos no Paquistão.

A INJUSTIÇA É A RAIZ PERVERSA DA POBREZA


Missa na íntegra do Papa no II Dia Mundial dos Pobres 

"O grito dos pobres torna-se mais forte a cada dia, e a cada dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos, que são sempre menos e sempre mais ricos", disse Francisco na homilia.


Cidade do Vaticano
O Papa Francisco celebrou a Eucaristia, na Basílica de São Pedro, neste domingo (18⁄11), Solenidade da Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo fora dos Muros, e II Dia Mundial dos Pobres.
Eis a íntegra da homilia do Santo Padre.
Debrucemo-nos sobre três ações que Jesus realiza no Evangelho.
A primeira. Em pleno dia, deixa… deixa a multidão na hora do sucesso, quando era aclamado por ter multiplicado os pães. Os discípulos queriam gozar do triunfo, mas Jesus obrigou-os imediatamente a partir, enquanto Ele despede a multidão (cf. Mt 14, 22-23). Procurado pelo povo, retira-Se sozinho; quando tudo se apresentava «em descida», Ele sobe ao monte para rezar. Depois, no coração da noite, desce do monte e vai ter com os Seus, caminhando sobre as águas agitadas pelo vento. Em tudo isto, Jesus vai contracorrente: primeiro deixa o sucesso, depois a tranquilidade. Ensina-nos a coragem de deixar: deixar o sucesso que ensoberbece o coração, e a tranquilidade que adormece a alma.
Para ir… aonde? A Deus, rezando, e a quem tem necessidade, amando. São os verdadeiros tesouros da vida: Deus e o próximo. Subir até Deus e descer até aos irmãos: eis a rota indicada por Jesus. Subtrai-nos, assim, à tendência de nos apascentarmos calmamente nas cómodas planícies da vida, de deixar correr ociosamente a vida por entre as pequenas satisfações do dia-a-dia. Os discípulos de Jesus não estão feitos para a previsível tranquilidade duma vida normal. Como o seu Senhor, vivem a caminho, leves, prontos a deixar as glórias do momento, atentos a não se apegar aos bens que passam. O cristão sabe que a sua pátria não é aqui, sabe – como recorda o apóstolo Paulo na segunda Leitura – que já é «concidadão dos santos e membro da casa de Deus» (cf. Ef 2, 19). É um ágil viandante da existência. Não vivemos para acumular: a nossa glória está em deixar o que passa, para guardarmos aquilo que permanece. Peçamos a Deus a graça de nos assemelharmos à Igreja descrita na primeira Leitura: sempre em movimento, especialista no deixar e fiel no servir (cf. At 28, 11-14). Despertai-nos, Senhor, da calmaria ociosa, da bonança tranquila dos nossos portos seguros. Desligai-nos das amarras da autorreferencialidade que atulham a vida, libertai-nos da busca dos nossos sucessos. Ensinai-nos a saber deixar, para orientar a rota da vida pela tua: rumo a Deus e ao próximo.
segunda ação: em plena noite, Jesus encoraja. Vai ter com os Seus, submersos na escuridão, caminhando «sobre o mar» (Mt 14, 25). Na realidade, tratava-se de um lago; mas naquele tempo o mar, com a profundidade dos seus abismos tenebrosos, evocava as forças do mal. Por outras palavras, Jesus vai ao encontro dos Seus, calcando os inimigos malignos do homem. Tal é o significado deste sinal: não uma manifestação celebrativa de força, mas a revelação, que nos é feita, da certeza tranquilizadora de que Jesus, só Jesus, vence os nossos grandes inimigos: o diabo, o pecado, a morte, o medo. Hoje, Ele diz também a nós: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» (14, 27).
A barca da nossa vida vê-se, frequentemente, balanceada pelas ondas e sacudida pelos ventos; e, se as águas por vezes estão calmas, não tardam a agitar-se. Então irritamo-nos com as tempestades do momento, como se fossem os nossos únicos problemas. Mas o problema não é a tempestade presente, mas o modo como navegar na vida. O segredo de bem navegar é convidar Jesus a subir para bordo. O leme da vida deve ser dado a Ele, para que seja Jesus a traçar a rota. Com efeito, só Ele dá vida na morte, e esperança na dor; só Ele cura o coração com o perdão, e liberta do medo com a confiança. Convidemos, hoje, Jesus a subir para a barca da vida. Como os discípulos, experimentaremos que, com Ele a bordo, amainam os ventos (cf. 14, 32) e nunca sofremos naufrágio. E só com Jesus é que nos tornamos capazes também de encorajar. Há uma grande necessidade de pessoas que saibam consolar, não com palavras vazias, mas com palavras de vida. No nome de Jesus, encontramos e oferecemos verdadeira consolação: não são os encorajamentos formais e previstos que restauram, mas a presença de Jesus. Encorajai-nos, Senhor! Consolados por Vós, seremos verdadeiros consoladores para os outros.
Terceira ação: no meio da tempestade, Jesus estende a mão (cf. 14, 31). Agarra Pedro que, assustado, duvidara e, afundando, gritou: «Salva-me, Senhor!» (14, 30). Podemos colocar-nos no lugar de Pedro: somos pessoas de pouca fé e estamos aqui a mendigar a salvação. Somos pobres de vida verdadeira, e serve-nos a mão estendida do Senhor que nos tire fora do mal. Isto é o início da fé: esvaziar-se da orgulhosa convicção de nos julgarmos em ordem, capazes, autónomos, para nos reconhecermos necessitados de salvação. A fé cresce neste clima, um clima ao qual nos adaptamos convivendo com quantos não se colocam no pedestal, mas precisam e pedem ajuda. Por isso é importante, para todos nós, viver a fé em contacto com os necessitados. Não é uma opção sociológica, mas exigência teológica. É reconhecer-se mendigos de salvação, irmãos e irmãs de todos, mas especialmente dos pobres, prediletos do Senhor. Assim bebemos do espírito do Evangelho: «o espírito de pobreza e de caridade – diz o Concílio – são a glória e o testemunho da Igreja de Cristo» (Const. past. Gaudium et spes, 88).
Jesus ouviu o grito de Pedro. Peçamos a graça de ouvir o grito de quem vive em águas borrascosas. O grito dos pobres: é o grito estrangulado de bebés que não podem vir à luz, de crianças que padecem a fome, de adolescentes habituados ao fragor das bombas em vez de o ser à algazarra alegre dos jogos. É o grito de idosos descartados e deixados sozinhos. É o grito de quem se encontra a enfrentar as tempestades da vida sem uma presença amiga. É o grito daqueles que têm de fugir, deixando a casa e a terra sem a certeza dum refúgio. É o grito de populações inteiras, privadas inclusive dos enormes recursos naturais de que dispõem. É o grito dos inúmeros Lázaros que choram, enquanto poucos epulões se banqueteiam com aquilo que, por justiça, é para todos. A injustiça é a raiz perversa da pobreza. O grito dos pobres torna-se mais forte de dia para dia, mas de dia para dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos, que são sempre menos e sempre mais ricos.
Perante a dignidade humana espezinhada, muitas vezes fica-se de braços cruzados ou então abanam-se os braços, impotentes diante da força obscura do mal. Mas o cristão não pode ficar de braços cruzados, indiferente, nem de braços a abanar, fatalista! Não... O crente estende a mão, como Jesus faz com ele. Junto de Deus, o grito dos pobres encontra guarida, mas em nós? Temos olhos para ver, ouvidos para escutar, mãos estendidas para ajudar? «Nos pobres, o próprio Cristo como que apela em alta voz para a caridade dos seus discípulos» (Ibid., 88). Pede-nos para O reconhecermos em quem tem fome e sede, é forasteiro e está privado de dignidade, doente e encarcerado (cf. Mt 25, 35-36).
O Senhor estende a mão: é um gesto gratuito, não devido. É assim que se faz. Não somos chamados a fazer bem só a quem nos ama. Retribuir é normal, mas Jesus pede para ir mais longe (cf. Mt 5, 46): dar a quem não tem para restituir, isto é, amar gratuitamente (cf. Lc 6, 32-36). Consideremos os nossos dias: entre as muitas coisas que fazemos, alguma é de graça? Fazemos algo por quem não tem com que retribuir? Tal há de ser a nossa mão estendida, a nossa verdadeira riqueza no céu.
Estendei-nos a mão, Senhor, e agarrai-nos. Ajudai-nos a amar como Vós amais. Ensinai-nos a deixar o que passa, a encorajar quem vive ao nosso lado, a dar gratuitamente a quem está necessitado. Amém.