quinta-feira, 21 de junho de 2012

2° EREN - ENCONTRO REGIÃO EPISCOPAL NORTE

Tarcisio e Bispo Dom Dirceu Vegini
   Na força do Espírito Santo, aconteceu um grande encontro de Missionários do setor Norte, nesse último domingo dia 24 de Outubro 2010 no Santuário Nossa Senhora do Equilíbrio em Orleans Curitiba/Pr.
O encontro procurou mostrar os desafios da missão continental de acordo com o que pede os Bispos no Documento de Aparecida.
   Abertura desse grande encontro foi realizada pelo Bispo Dom Dirceu Vegini que fez acolhida de todas as Lideranças Pastorais e Missionárias presentes e pronunciou a palavra do Papa Bento XVI, sobre o dia Mundial das Missões. Em seguida relatou que o mês de Outubro, é o mês Missionário e tem como tema Missão e Partilha e o Lema "Ouvi o Clamor de meu Povo". Dom Dirceu colocou que a Partilha é o Fruto da Eucaristia e passou a palavra para o Pe.Luiz Fernando Lisboa Coordenador Missionário do setor Colombo e Pároco da Paróquia Santa Terezinha em Colombo, que conduziu o encontro.
   Pe. Luiz Fernando Lisboa  falou do fato de Jesus ter entrado na sinagoga , aberto as escritura e dito " O Espírito do Senhor esta sobre mim (Lucas 4-14-21). Hoje se cumpriu as escrituras.
   Em seguida falou sobre a Dimensão da Missionariedade da Igreja  de acordo com o Papa João Paulo II, "Comunidade das Comunidades, uma só comunidade".
Para que nossas Comunidades seja centro de irradiação para outras Comunidades, é necessário que aconteça uma mudança de Mentalidade e Conversão em nossas Comunidades.
   Para finalizar o sucesso deste grande encontro do setor Norte de Colombo, houve a Santa Missa presidida pelo Bispo Dom Dirceu Vegini com a participação de Diáconos e Padres do setor Norte. Na Homilia Dom Dirceu colocou que a nossa missão é fruto de oração e que os objetivos da missão deve sempre estar fundamentado na oração para que a igreja possa colher  frutos. Antes da Bênção final Dom Dirceu Vegini agradeceu o apoio de todos, disse que espera chegar em Foz do Iguaçu e encontrar Padres bons como os do Setor Norte e que no próximo ano espera poder novamente participar do 3° Eren e assim
os encontristas os aplaudiu e Dom Dirceu deu como encerrado 2°Eren com a Bênção final.




Santuário Nossa Senhora do Equilíbrio Curitiba/Pr

Bispo Dom Dirceu Vegini
Pe. Luiz  Fernando Lisboa e Tarcisio Cirino


Santa Missa















sábado, 9 de junho de 2012

JOVENS EVANGELIZA NA RUA "SE A MODA PEGA"

Jovens para escritor na rua e fala do "amor" 

EM NOSSA LUTA " QUEM ESTÁ VENCENDO"?

Amigos na Fé, um certo dia alguém afirmou, "a nossa luta não é contra as pessoas, mais contra as potestades e principados"; O grande triunfo do "encardido" nos dias de hoje nos diversos métodos de informação é nos leva a "crer" que o "encardido" não existe, tudo é fruto de nossas crenças ou imaginação, No entanto faz parte de minha Fé e de nossa Fé "crer" que Deus existe e esta ai através da mesa da Eucaristia e da sua Palavra, assim como também faz parte de minha Fé e nossa Fé, "crer" que o mal existe e esta presente, onde poderíamos nos perguntar, quem está vencendo está luta? Ou esta guerra Deus ou o "encardido"? Imagine você em nosso País, e no mundo existe cadeias ou penitenciarias de segurança máxima, onde traficantes lá são presos, muitas vezes condenados a uma prisão eterna  até o final de seus dias; E lá dentro destas "cadeias" eles conseguem continuar sua obra neste mundo através de seus soldados. Enquanto isto nós os soldados de Jesus Cristo, muitas vezes nos deixamos a nos influenciar por métodos que leva multidões a abandonar a verdadeira Fé. Em nosso País hoje e também no mundo, a religião que mais atrai as pessoas de diversas idades, mais de modo especial os "jovens", não é os evangélicos ou protestantes! A religião que mais cresce ou filosofia de vida, nas diversas classes sociais, arrastando multidões é o "espiritismo". É urgente nos colocarmos a serviço de uma "Nova Evangelização" atenta a realidade que estamos inseridos, voltando as nossas raízes e partindo de Jesus Cristo. Ass. Tarcísio Cirino 09 junho 2012.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CORPUS CHRISTI 2012 E A MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI.


Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Bento XVI presidiu no início da noite desta quinta-feira, Festa de Corpus Christi a Santa Missa na Basílica de São João de Latrão, às 19 horas (14h de Brasília). Após a celebração, seguiu-se a procissão litúrgica até a Basílica de Santa Maria Maior. 

Em sua homília, durante a missa Bento XVI reiterou o aspecto da adoração eucarística da festa de hoje, mas não deixou de abordar o sentido celebrativo.

Leia abaixo a íntegra da homília do Papa.

Queridos irmãos e irmãs!

Esta noite gostaria de meditar com vocês sobre dois aspectos, entre eles relacionados, do Mistério eucarístico: o culto da Eucaristia e a sua sacralidade. É importante levá-los em consideração para preservá-los de visões incompletas do próprio Mistério, como as que se verificaram num passado recente.

Antes de tudo, uma reflexão sobre o valor do culto eucarístico, em especial da adoração ao Santíssimo Sacramento. É a experiência que também esta noite nós viveremos depois da Missa, antes da procissão, durante sua realização e no seu final. Uma interpretação unilateral do Concílio Vaticano II penalizou esta dimensão, restringindo na prática a Eucaristia ao momento celebrativo. 

Com efeito, foi muito importante reconhecer a centralidade da celebração, em que o Senhor convoca o seu povo, o reúne em torno da dúplice Ceia da Palavra e do Pão da vida, o nutre e o une a Si na oferta do Sacrifício. Essa valorização da assembleia litúrgica, em que o Senhor atua e realiza o seu mistério de comunhão, permanece naturalmente válida, mas deve ser reinserida no justo equilíbrio. 

Com efeito, como muitas vezes acontece, para destacar um aspecto se acaba por sacrificar outro. Neste caso, a acentuação dada à celebração da Eucaristia foi em detrimento da adoração, como ato de fé e de oração dirigido ao Senhor Jesus, realmente presente no Sacramento do altar. Esse desequilíbrio teve repercussões também na vida espiritual dos fiéis. De fato, concentrando toda a relação com Jesus Eucaristia somente no momento da Santa Missa, corre-se o risco de esvaziar de Sua presença o restante do tempo e do espaço existenciais. 

E assim se percebe menos o sentido da presença constante de Jesus no meio de nós e conosco, uma presença concreta, próxima, entre as nossas casas, como “Coração pulsante” da cidade, do país, do território com as suas várias expressões e atividades. O Sacramento da Caridade de Cristo deve permear toda a vida cotidiana.

Na realidade, está errado contrapor celebração e adoração, como se estivessem em concorrência uma com a outra. É justamente o contrário: o culto do Santíssimo Sacramento constitui o “ambiente” espiritual dentro do qual a comunidade pode celebrar bem e em verdade a Eucaristia. Somente se for precedida, acompanhada e seguida por essa atitude interior de fé e de adoração, a ação litúrgica poderá expressar seu pleno significado e valor. 

O encontro com Jesus na Santa Missa se realiza realmente e plenamente quando a comunidade é capaz de reconhecer que Ele, no Sacramento, habita a sua casa, nos aguarda, nos convida à sua ceia e, a seguir, depois que a assembleia se desfaz, permanece conosco, com a sua presença discreta e silenciosa, e nos acompanha com a sua intercessão, continuando a recolher os nossos sacrifícios espirituais e a oferecê-los ao Pai.

A esse propósito, quero ressaltar a experiência que viveremos juntos esta noite. No momento da adoração, nós estamos todos no mesmo plano, de joelhos diante do Sacramento do Amor. O sacerdócio comum e o ministerial se encontram acomunados no culto eucarístico. É uma experiência muito bela e significativa, que vivemos diversas vezes na Basílica de S. Pedro, e também nas inesquecíveis vigílias com os jovens – lembro por exemplo as de Colônia, Londres, Zagreb e Madri. 

É evidente a todos que esses momentos de vigília eucarística preparam a celebração da Santa Missa, preparam os corações ao encontro, de modo que isso resulte ainda mais frutuoso. Estar todos em silêncio prolongado diante do Senhor presente no seu Sacramento é uma das experiências mais autênticas do nosso ser Igreja, que acompanha de modo complementar a celebração da Eucaristia, ouvindo a Palavra de Deus, cantando, aproximando-se junto da ceia do Pão da Vida. 

Comunhão e contemplação não podem se separar, vão juntas. Para comunicar realmente com outra pessoa devo conhecê-la, saber estar em silêncio ao seu lado, ouvi-la, olhá-la com amor. O verdadeiro amor e a verdadeira amizade vivem sempre desta reciprocidade de olhares, de silêncios intensos, eloquentes, repletos de respeito e de veneração, de modo que o encontro seja vivido profundamente, de modo pessoal e não superficial. 

E, infelizmente, se falta esta dimensão, também a própria comunhão sacramental pode se tornar, da nossa parte, um gesto superficial. Ao invés, na verdadeira comunhão, preparada com o colóquio da oração e da vida, nós podemos dizer ao Senhor palavras íntimas, como as que ressoaram agora há pouco no Salmo responsorial: “Sou teu servo, filho de tua serva, rompeste os meus grilhões. Vou te oferecer um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor” (Salmo 115, 16-17).

Agora gostaria de passar brevemente para o segundo aspecto: a sacralidade da Eucaristia. Também aqui sofremos no passado recente com certa incompreensão da mensagem autêntica da Sagrada Escritura. A novidade cristã quanto ao culto foi influenciada por uma mentalidade mundana dos anos 60 e 70 do século passado. É verdade, e permanece sempre válido, que o centro do culto já não está mais nos ritos e nos sacrifícios antigos, mas no próprio Cristo, na sua pessoa, na sua vida, no seu mistério pascal. 

E, todavia, desta novidade fundamental não se deve concluir que o sagrado não existe mais, mas que encontrou sua realização em Jesus Cristo, Amor divino encarnado. A carta aos Hebreus, que ouvimos esta noite na segunda Leitura, nos fala justamente da novidade do sacerdócio de Cristo, “sumo sacerdote dos bens vindouros” (Hb 9, 11), mas não diz que o sacerdócio acabou. Cristo “é mediador de uma nova aliança” (Hb9,15), estabelecida no seu sangue, que purifica “a nossa consciência das obras mortas” (Hb9,14).

Ele não aboliu o sagrado, mas o levou a cabo, inaugurando um novo culto, que é sim plenamente espiritual, mas que todavia, até que estejamos em caminho no tempo, se serve ainda de sinais e de ritos, que desaparecerão somente no fim, na Jerusalém celeste, onde não haverá mais nenhum templo. Graças a Cristo, a sacralidade é mais verdadeira, mais intensa, e, como acontece para os mandamentos, também mais exigente! 

Não basta observar o rito, mas se requer a purificação do coração e o envolvimento da vida. Apraz-me sublinhar que o sagrado possui uma função educativa, e seu desaparecimento inevitavelmente empobrecerá a cultura, de modo particular a formação das novas gerações.

Se, por exemplo, em nome de uma fé secularizada e não mais necessária de sinais sagrados, fosse abolida esta procissão urbana de Corpus Domini, o perfil espiritual de Roma resultaria “esvaziado”, e nossa consciência pessoal e comunitária se tornaria enfraquecida. Também pensamos em uma mãe e em um pai que, em nome de uma fé dessacralizada, privassem seus filhos de qualquer ritual religioso: na realidade terminariam por deixar o campo livre a tantos substitutos presentes na sociedade de consumo, e a outros ritos e a outros sinais, que mais facilmente poderiam se tornar ídolos. 

Deus, nosso Pai, não fez assim com a humanidade: enviou seu Filho ao mundo não para abolir, mas para dar cumprimento também ao sacro. No cume desta missão, na última Ceia, Jesus instituiu o Sacramento de seu Corpo e de seu Sangue, o Memorial de seu Sacrifício Pascal. Assim fazendo Ele mesmo se colocou no lugar dos sacrifícios antigos, mas o fez dentro de um rito, que mandou os Apóstolos perpetuar, qual sinal supremo do verdadeiro Sagrado, que é Ele mesmo. 

Com esta fé, queridos irmãos e irmãs, celebramos hoje e cada dia o Mistério Eucarístico e o adoramos como centro de nossa vida e coração do mundo. Amém.

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI AS FAMILIAS

Nossos agradecimentos a CTV pelas imagens cedidas, somos grato

CORPUS CHRISTI 2012


Missa com a tradicional Procissão acontecerá  ás 9 horas da manhã na Igreja Matriz da Paróquia Santa Cândida.
“O SENHOR OFERECE SUA VIDA NO SACRIFÍCIO EUCARÍSTICO”.

Pax  Domini  sit  semper  vobiscum!!!

Com muita alegria celebramos nesta quinta-feira a festa que comemora a “Presença” Real de Jesus na Eucaristia. Jesus se dá em cada Eucaristia celebrada com seu infinito amor. Ela é uma fonte inesgotável de misericórdia por nós que somos limitados pelas nossas fraquezas. O amor verdadeiro exige presença. Só amamos o que percebemos no fundo de nosso coração. Jesus entra no profundo centro de nossa humanidade e comunica o seu amor misericordioso. Esta festa recorda que jamais Deus abandona suas criaturas. Nunca estaremos órfãos porque o Senhor está conosco em sua Igreja.
A festa de “Corpus Christi” é um momento forte de oração e louvor a Jesus presente no meio de nós no Santíssimo Sacramento. Ela foi instituída em 1264 pelo Papa Urbano IV que desejava que houvesse uma solenidade para glorificar a “presença real de Jesus Cristo na Eucaristia”. A festa do Corpus foi marcada oficialmente na quinta-feira depois da festa da Santíssima Trindade.

ORAÇÃO:  Senhor Jesus Cristo, neste admirável sacramento, nos deixastes o memorial da vossa paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso Corpo e do vosso Sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós, que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.


EVANGELHO (Mc 14, 12-16.22-26):
No primeiro dia dos ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?” Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse: “Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao vosso encontro. Segui-o e dizei ao dono da casa em que ele entrar: ‘O mestre manda dizer: onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos? Então ele vos mostrará, no andar de cima, uma grande sala, arrumada com almofadas. Ali fareis os preparativos para nós!” Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito, e prepararam a Páscoa. Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: “Tomai, isto é meu corpo”. Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes e todos beberam dele. Jesus lhes disse: “Isto é meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. Em verdade vos digo, não beberei mais o fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no reino de Deus”. Depois de terem cantado o hino, foram para o monte das Oliveiras.

“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: ‘Tomai, isto é meu corpo’. Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes e todos beberam dele. Jesus lhes disse: ‘Isto é meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos’”.

A presença de Jesus na Eucaristia é a principal graça que temos como herança para a nossa salvação. Quando aceitamos a Cristo, precisamos aceitá-lo como um todo. Jesus é o novo cordeiro que tira os pecados do mundo. A Páscoa toma um novo sentido. É a passagem da morte para a vida. A passagem de Jesus é permanente em nossas igrejas.
Deus deseja se unir a nós, mesmo sa bendo de nossas fraquezas. É através da Eucaristia        que vamos nos fortificando em nossa vida de Fé. Preparando-nos para a nossa futura união definitiva com Deus. A celebração eucarística é um pré-anúncio do que iremos viver na eternidade.
A Eucaristia serve como alimento salutar, como sacramento de cura para nosso egoísmo, ela é vida que se reparte. Por esta razão precisamos nos tornar a extensão da Eucaristia que celebramos. Ela serve para conservar e cultivar a Graça de Deus em nós. Ela exige de nós uma verdadeira abertura de coração, vencendo toda a nossa racionalidade, purificando todo o nosso egoísmo. A presença de Jesus na Eucaristia é remédio para a humanidade, ela nos ajuda a sermos solidários, a repartirmos nossa existência com nossos irmãos.
Nesta quinta-feira em várias comunidades teremos a procissão com Jesus Sacramentado. Não podemos esquecer do sentido espiritual que tem esta procissão p or nossas ruas que são preparadas para a passagem de Jesus sobre a espécie Eucarística. Este momento é um momento de muita devoção. Nele acontece a cura dos corações de muitas pessoas que não tem a real consciência deste Augusto Mistério.
O fato de Jesus caminhar conosco é muito importante, pois Ele deve fazer parte de nossas vidas, da realidade de nosso cotidiano. Quando Jesus estava no meio de seu povo seu olhar se voltava para todos, especialmente para os doentes e necessitados.
Deus nos ama tanto que quer fazer parte de nossa vida. Esta festa nos alegra muito e nos compromete a vivermos a mensagem de Cristo contida nos Evangelhos.
Ao olharmos para o Ostensório contendo a Hóstia Consagrada nesta quinta-feira vamos pedir a Jesus uma renovação total de nossas vidas, a libertação do pecado e uma vida de profunda fraternidade.

 “Obrigado Senhor Jesus por estar sempre presente neste grande mistério de amor”

ELEMENTOS HISTÓRICOS DA FESTA DO CORPUS CHRISTI:

Ao redor o ano 1000 se despertou um grande entusiasmo eucarístico. Isto ocorreu devido a questões que surgiram para defender o mistério eucarístico contra heresias que surgiram colocando dúvidas sobre este sacramento.
O motivo principal para a instituição desta festa foi a revelação que teve Santa Juliana de Carmellón, Liège (Bélgica, 1193-1298). A ela deu-se o fato de uma aparição ou sonho de um disco luminoso com uma franja escura. A interpretação deste fato foi que o disco luminoso significava o ano litúrgico e a franja escura o vazio que se encontrava nele pela ausência de uma festa em honra ao Santíssimo Corpo de Cristo. Santa Juliana falou do acontecido ao seu confessor, que comunicou o fato a vários teólogos com o fim de indagar seus pareceres. Entre eles se encontrava o provincial dos dominicanos Hugo de Thierry e o cônego de Liège Jacques de Troyes. Este insistiu ao bispo Roberto para que a festa fosse estabelecida na diocese de Liège, e assim o fez em 1246.
Anos mais tarde Jacques de Troyes foi eleito Papa com o nome de Urbano IV. O interessante é que ele mesmo não estava mais tão interessado em introduzir a festa como uma solenidade universal.
Por esta época aconteceu um fato milagroso sucedido em Bolsena, segundo o qual um sacerdote peregrino sentiu grandes dúvidas sobre a presença eucarística ao celebrar a missa na igreja de Santa Cristina. Da Hóstia Consagrada saíram algumas gotas de sangue que mancharam o corporal. Ao saber do acontecido, o Papa Urbano IV quis ver os corporais e mandou traze-los a Orvieto, onde estava e neste local se encontram até hoje. Este fato influenciou  ao Papa a estabelecer na Igreja universal a festa do Corpus.
A procissão do Corpus aconteceu mais tarde sendo que as primeiras tiveram início em Colônia. Ao princípio se levava o Santíssimo fechado na píxide. Aos poucos se queria ver a Hóstia Consagrada e assim aparec eram as Custódias ou Ostensórios para que todos pudessem contemplar a presença de Jesus no Santíssimo Sacramento.

Obs. Estes dados foram retirados do Curso de Liturgia da Biblioteca de Autores Cristãos,  Madri, 1961.