terça-feira, 3 de julho de 2012
MOMENTO HISTÓRICO 100 ANOS COLÉGIO SANTA CÂNDIDA.
Aviso à imprensa - Assalto à Congregação Filhos da Sagrada Família 3 de julho
Assessoria de Comunicação
Mitra da Arquidiocese de Curitiba
Letícia Pessoa - Jornalista
Fones: (41) 2105-6343 / 8700-4752
Jaime Reis, 369, Alto São Francisco - Curitiba (PR)
À IMPRENSA
Informações sobre o assalto à Congregação Filhos da Sagrada Família ocorrido na manhã desta terça-feira em Curitiba
Na manhã desta terça-feira (3), em torno das 6 horas, à Congregação Filhos da Sagrada Família (casa de comunidade católica), localizado em Curitiba (PR), no qual estão desde o ano passado osArautos do Evangelho - Associação Internacional de Fiéis (leigos) de Direito Pontifício -, foi assaltada por 4 bandidos que estavam em busca de dinheiro.
Os bandidos renderam um dos membros dos Arautos, que se encontrava em frente à casa, e o levaram para dentro. O assalto durou cerca de meia hora e não havia crianças na casa, conforme foi informado por alguns veículos de comunicação.
Um dos membros da associação foi ferido na cabeça por um pedaço de madeira de um dos bandidos, que se irritou ao saber que no local não havia objetos de valor, e muito menos dinheiro. O senhor agredido, de 40 anos, se recupera bem e não precisou ser encaminhado ao hospital, conforme foi divulgado pela imprensa. Não há informações de que os bandidos estivessem armados segundo os moradores da casa. A casa não é um seminário, mas uma casa de comunidade católica.
- Fonte para entrevista:
Leonardo, membro dos Arautos do Evangelho e porteiro da casa: (41) 3372- 1598. A casa fica na rua Fredolin Wolf, em Santa Felicidade.
Assessoria de Comunicação
Mitra da Arquidiocese de Curitiba
segunda-feira, 25 de junho de 2012
EM QUEM COLOCAR A NOSSA CONFIANÇA, NOS GOVERNANTES?
A "Escritura Sagrada" nos revela o Reino de Deus, onde desde o principio Deus já te conhecia e te chamava pelo nome, e hoje Deus precisa de você na construção do Reino. Deus quer um povo exclusivamente seu, onde todos nos possamos conversar com ele de fato na condição de Pai, porque o nosso Deus antes de se o nosso Deus é o nosso Pai. E assim com o nosso Batismo, passamos a ser cidadãos do Céu andando sob a terra, na construção do Reino de Deus, e tendo Deus como nosso Pai passamos a confiar somente nele. Mais a "Escritura Sagrada" nos mostra que ouve um tempo, em que o povo cansou de Deus, e começou a olhar o "mundo" e começou a compreender que o "mundo" era governado por Reis ou governantes que dava direitos ao povo e o povo diante destes direitos poderia te uma condição de vida melhor; Ai o povo cansado de ouvir o "Profeta" fala em nome de Deus, o povo foi até o "Profeta" e explicou que tava cansado e que também queria um governante que governasse o povo um Rei. Diante da explicação do povo que queria direitos no mundo o "Profeta" ficou triste e foi conversar com Deus, e falou a Deus olha o teu povo já não está te aceitando e eles querem um Rei, um governante. Ai o nosso Deus colocou ao "Profeta" olha se é um Rei que eles querem de um Rei a eles, mais diga a eles de suas obrigações, ai o "Profeta" foi e conversou com o povo e falou novamente de Deus, mais o povo falou mesmo assim queremos um governante queremos direitos. Pois bem diante do quadro se queremos uma nova evangelização precisamos partir das raízes, precisamos partir de Jesus Cristo e telo como o nosso Rei. E desta forma precisamos "crer" que assim como ele nos afirmou que não devemos nos preocupar com o que vamos come no dia de amanhã, pois o Pai conhece as nossas necessidades, e nos sustentará em todas as nossas necessidades, desde que voltemos as nossas raízes e assumamos o nosso Batismo até as últimas consequências tendo Deus como o nosso Pai. É bem verdade que no mundo temos a missão de trabalhar na construção do Reino, e como cidadãos contribuir com os governantes na construção de um mundo melhor; Mais como cidadãos do Céu jamais podemos esquecer que tendo Deus como nosso Pai, passamos a se herdeiros e somos nós os responsáveis para construção do Reino, e quando nós tiramos esta responsabilidade e passamos aos governantes é como que assumidamente nos colocamos a condição daquele povo que já não aceitava mais o nosso Deus e queria acreditar em um governante. Tarcísio Cirino 03 junho 2012
sábado, 23 de junho de 2012
Ano da Fé é apresentado no Vaticano: E começa a "Nova Evangelização"
O Ano da Fé, através de um calendário repleto de grandes eventos, tem a finalidade de favorecer a fé de tantos fiéis que na fadiga cotidiana não cessam de confiar a sua existência ao Senhor – disse o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella.
"Somente crendo a fé cresce e se reforça" (Porta fidei, 7). À luz das reflexões contidas na Carta ApostólicaPorta fidei, Bento XVI convocou um Ano da Fé que terá início em concomitância com o 50º aniversário do Concílio Vaticano II (1962). O objetivo príncipe do Ano da Fé é favorecer a fé de tantos fiéis que na fadiga cotidiana não cessam de confiar com convicção e coragem a sua existência ao Senhor Jesus – explicou o Arcebispo Fisichella.
"O último Ano da Fé foi celebrado em 1968. Para agora foi pensado se poder fazer um momento, justamente, de reflexão, sobretudo, num contexto de crise generalizada. Não escondemos que existe uma crise de fé."
No atual contexto caracterizado por um secularismo que impele a "viver no mundo como se Deus não existisse" – frisou Dom Fisichella –, o Ano da Fé se propõe como um percurso que a comunidade cristã oferece a tantas pessoas que vivem com saudade de Deus e o desejo de encontrá-lo novamente.
Os objetivos indicados pelo Papa para o Ano da Fé – contidos na Carta Apostólica Porta fidei – são repercorridos com um programa que envolve a vida ordinária de todo fiel e a pastoral ordinária voltados a dar vida à nova evangelização.
Para isso, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos aprovou o formulário de uma santa missa especial "Pela Nova Evangelização". Todos os movimentos, antigos e novos, terão na vigília de Pentecostes um papel fundamental na transmissão da fé e na renovação do espírito missionário.
"O Ano da Fé é um ano que impele os movimentos a reencontrar na nova evangelização um elemento de participação comum em favor do crescimento da Igreja."
O primeiro evento do Ano da Fé terá lugar no domingo, 21 de outubro próximo, com a canonização de seis mártires e confessores da fé. Teremos, em seguida, muitas iniciativas voltadas para os jovens, em vista da Jornada Mundial da Juventude no Brasil, e voltadas também para os leigos em geral mediante a experiência das Confrarias e da piedade popular, precisou o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.
Ademais, o Ano da Fé terá um logotipo e hino próprios, caracterizando assim os eventos oficiais. Para informar-se sobre todos os eventos afins foi criada uma página na Internet em italiano, inglês, espanhol, francês, alemão e polonês no endereço www.annusfidei.va. (RL)
Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização
Apresentado Instrumentum laboris do Sínodo dos Bispos sobre a Nova Evangelização


Cidade do Vaticano - Promover uma cultura mais profundamente radicada no Evangelho para oferecer uma resposta adequada aos sinais dos tempos: essa é a nova evangelização, tema da XIII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, programada para realizar-se, no Vaticano, de 7 a 28 de outubro próximo.
Foi feita na manhã desta terça-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a apresentação do Instrumentum laboris, ou seja, o documento de trabalho da Assembleia. Subdividido em quatro capítulos, o documento foi publicado em latim, italiano, francês, inglês, alemão, espanhol, português e polonês.
Após ter repercorrido em síntese os pontos principais do documento sobre o qual se concentrará o trabalho dos padres sinodais e ter ilustrado aos representantes da mídia internacional o significado e a finalidade da nova evangelização, o Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, Dom Nikola Eterović, respondeu às perguntas dos jornalistas ressaltando a importância do testemunho de todos os cristãos e do contato pessoal na transmissão da fé. Nesse sentido, o arcebispo destacou dois setores prioritários:
"O setor da missão 'ad gentes' (além-fronteiras) e o setor da nova evangelização voltada para os nossos irmãos e irmãs que se distanciaram da Igreja."
A nova evangelização deve levar em consideração os novos cenários em que a Igreja se encontra atuando e transmitir a fé com novos instrumentos – ressaltou o Secretário-Geral do Sínodo. O ponto de força central na nova evangelização é a família cristã, pequena Igreja doméstica, no âmbito da qual justamente a figura da mulher desempenha um papel determinante:
"No Instrumentum laboris se evidencia a importância dos leigos, homens e mulheres na transmissão da Fé. Muitas respostas deram conta de que a maioria dos catequistas são mulheres, verdadeiramente merecedoras de grandes elogios pelo papel desenvolvido na transmissão da Fé. Também na família cristã as mulheres, as mães são as primeiras evangelizadoras."
A nova evangelização deve também ser entendida no sentido de uma profunda renovação interna da própria Igreja – observou Dom Eterović. Uma tarefa imprescindível, sobretudo à luz dos recentes escândalos que a atingiram.
"A nova evangelização não pode ter bom êxito se antes não houver o momento de conversão, de purificação de todos os membros envolvidos nessa tarefa. Devemos sempre ressaltar a imagem do sal da terra. Não é tanto a quantidade, mas a qualidade de seus membros que será também a força portadora da nova evangelização."
Foi feita na manhã desta terça-feira, na Sala de Imprensa da Santa Sé, a apresentação do Instrumentum laboris, ou seja, o documento de trabalho da Assembleia. Subdividido em quatro capítulos, o documento foi publicado em latim, italiano, francês, inglês, alemão, espanhol, português e polonês.
Após ter repercorrido em síntese os pontos principais do documento sobre o qual se concentrará o trabalho dos padres sinodais e ter ilustrado aos representantes da mídia internacional o significado e a finalidade da nova evangelização, o Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, Dom Nikola Eterović, respondeu às perguntas dos jornalistas ressaltando a importância do testemunho de todos os cristãos e do contato pessoal na transmissão da fé. Nesse sentido, o arcebispo destacou dois setores prioritários:
"O setor da missão 'ad gentes' (além-fronteiras) e o setor da nova evangelização voltada para os nossos irmãos e irmãs que se distanciaram da Igreja."
A nova evangelização deve levar em consideração os novos cenários em que a Igreja se encontra atuando e transmitir a fé com novos instrumentos – ressaltou o Secretário-Geral do Sínodo. O ponto de força central na nova evangelização é a família cristã, pequena Igreja doméstica, no âmbito da qual justamente a figura da mulher desempenha um papel determinante:
"No Instrumentum laboris se evidencia a importância dos leigos, homens e mulheres na transmissão da Fé. Muitas respostas deram conta de que a maioria dos catequistas são mulheres, verdadeiramente merecedoras de grandes elogios pelo papel desenvolvido na transmissão da Fé. Também na família cristã as mulheres, as mães são as primeiras evangelizadoras."
A nova evangelização deve também ser entendida no sentido de uma profunda renovação interna da própria Igreja – observou Dom Eterović. Uma tarefa imprescindível, sobretudo à luz dos recentes escândalos que a atingiram.
"A nova evangelização não pode ter bom êxito se antes não houver o momento de conversão, de purificação de todos os membros envolvidos nessa tarefa. Devemos sempre ressaltar a imagem do sal da terra. Não é tanto a quantidade, mas a qualidade de seus membros que será também a força portadora da nova evangelização."
quinta-feira, 21 de junho de 2012
VIDA E MISSÃO
Vida e missão
Reflexões espirituais de Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém do Pará
Dom Alberto Taveira Corrêa
BRASILIA, terça-feira, 19 de junho de 2012 (ZENIT.org) - Santidade é vocação de todos os cristãos, sem exceção. A redescoberta da Igreja como um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, não pode deixar de implicar um reencontro com sua santidade, entendida no seu sentido fundamental de pertença àquele que é o Santo por antonomásia, o três vezes Santo (cf. Is 6,3). Professar a Igreja como santa significa apontar o seu rosto de Esposa de Cristo, que a amou entregando-se por ela precisamente para santificá-la (cf. Ef 5,25-26). Este dom de santidade é oferecido a cada batizado. Mas, o dom gera um dever, que há de moldar a existência cristã inteira: Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (1 Ts 4,3). É um compromisso que diz respeito aos cristãos de qualquer estado ou ordem, chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Significa exprimir a convicção de que, se o Batismo é um ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contrassenso contentar-se com uma vida medíocre (Cf. Novo Millenio ineunte 30-31).
A formação da cultura dos povos é marcada positivamente pela presença da Igreja e por homens e mulheres que se elevam pelo seu comportamento e suas opções de vida, mostrando que efetivamente é possível sair da rotina do “mais ou menos”, para ser daqueles que confirmam que uma alma que se eleva, eleva o mundo. Tenho descoberto esta santidade em homens e mulheres que a testemunham na fidelidade ao Evangelho, na coerência de suas opções e na estatura com que enfrentam as dificuldades da vida. Há que abrir os olhos e descobrir tais pessoas, vendo-as como provocação positiva ao risco de acomodamento que nos cerca continuamente.
A Igreja reconhece publicamente a santidade, com o que chama “beatificação” e “canonização”. Hoje o Brasil já conta com diversas pessoas assim reconhecidas, entre cristãos leigos, religiosos ou sacerdotes, crianças, jovens e adultos, confessores da fé e mártires. São homens e mulheres cuja santidade heroica merece ser posta diante dos olhos do mundo. Não nos envergonhemos de dizer que os cristãos têm para oferecer ao mundo o que existe de melhor em humanidade. Não nos furtemos à responsabilidade de superar as falhas humanas existentes com a virtude comprovada e testemunhada. Nosso tempo tem direito a receber dos cristãos a oferta da santidade. Ao reconhecer que o mistério da iniquidade se encontra presente no meio do mundo e também entre os cristãos, continue como referência a medida alta da santidade!
No período em que nos encontramos, chamado pela Igreja de “tempo comum”, as verdades do Evangelho são mostradas a todos pelo testemunho dos santos e santas que se consagraram a Cristo e são sinais luminosos de luta e de perfeição, além de reconhecidos como valorosos intercessores para aqueles que acreditam “na comunhão dos santos”, como dizemos na profissão de Fé. E, como sempre acontece, os santos de maior devoção geraram cultura e hábitos na sociedade. Multiplicam-se as festas patronais em nossa região, muitas pessoas retornam a sua terra natal para as férias que se aproximam e para se alimentarem de legítimas e positivas tradições religiosas que contribuem para que se tome consciência de que não nos inventamos a nós mesmos, mas somos tributários de uma magnífica herança, como tocha da grande olimpíada da vida a ser mantida acesa e passada às sucessivas gerações. São conhecidos de forma especial os santos do mês de junho, Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. São figuras que geraram cultura popular entre nós.
Ponho em relevo, de modo especial, a figura de São João Batista, cujo nome, vida e missão são reconhecidos pela tarefa que a Providência divina lhe confiou, como Precursor da chegada do Messias, aquele que mostrou presente o Salvador do mundo, pregador da penitência, capaz de abrir nos corações humanos a estrada, para que chegasse aquele “que tira os pecados do mundo”, como foi por ele mesmo apresentado (Cf. Jo 1,29).
Um dia, Jesus recebeu emissários de João Batista, com a pergunta sobre sua identidade de Messias. De fato, João se revelou sempre radical em suas escolhas e profundamente honesto em seu desejo de fidelidade à missão recebida. Mandou-lhe a magnífica resposta: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a Boa-Nova. E feliz de quem não se escandaliza a meu respeito!” (Mt 14,4-5). Às multidões de ontem e de hoje Jesus fala sobre João Batista: “Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Olhai, os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um profeta? Sim, eu vos digo, e mais do que profeta. Este é de quem está escrito: Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho diante de ti (Mt 14, 7-10).
Viver para servir, ser honestos na procura da verdade e coerentes no comportamento! Com exemplos de tal quilate descobrimos o quanto é bom viver para servir e amar. A vida e missão de João Batista, unidas à sua oração fervorosa, nos façam acolher as verdadeiras alegrias vindas do Salvador e nossos passos se dirijam no caminho da salvação e da paz.
BRASILIA, terça-feira, 19 de junho de 2012 (ZENIT.org) - Santidade é vocação de todos os cristãos, sem exceção. A redescoberta da Igreja como um povo unido pela unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, não pode deixar de implicar um reencontro com sua santidade, entendida no seu sentido fundamental de pertença àquele que é o Santo por antonomásia, o três vezes Santo (cf. Is 6,3). Professar a Igreja como santa significa apontar o seu rosto de Esposa de Cristo, que a amou entregando-se por ela precisamente para santificá-la (cf. Ef 5,25-26). Este dom de santidade é oferecido a cada batizado. Mas, o dom gera um dever, que há de moldar a existência cristã inteira: Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (1 Ts 4,3). É um compromisso que diz respeito aos cristãos de qualquer estado ou ordem, chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Significa exprimir a convicção de que, se o Batismo é um ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contrassenso contentar-se com uma vida medíocre (Cf. Novo Millenio ineunte 30-31).
A formação da cultura dos povos é marcada positivamente pela presença da Igreja e por homens e mulheres que se elevam pelo seu comportamento e suas opções de vida, mostrando que efetivamente é possível sair da rotina do “mais ou menos”, para ser daqueles que confirmam que uma alma que se eleva, eleva o mundo. Tenho descoberto esta santidade em homens e mulheres que a testemunham na fidelidade ao Evangelho, na coerência de suas opções e na estatura com que enfrentam as dificuldades da vida. Há que abrir os olhos e descobrir tais pessoas, vendo-as como provocação positiva ao risco de acomodamento que nos cerca continuamente.
A Igreja reconhece publicamente a santidade, com o que chama “beatificação” e “canonização”. Hoje o Brasil já conta com diversas pessoas assim reconhecidas, entre cristãos leigos, religiosos ou sacerdotes, crianças, jovens e adultos, confessores da fé e mártires. São homens e mulheres cuja santidade heroica merece ser posta diante dos olhos do mundo. Não nos envergonhemos de dizer que os cristãos têm para oferecer ao mundo o que existe de melhor em humanidade. Não nos furtemos à responsabilidade de superar as falhas humanas existentes com a virtude comprovada e testemunhada. Nosso tempo tem direito a receber dos cristãos a oferta da santidade. Ao reconhecer que o mistério da iniquidade se encontra presente no meio do mundo e também entre os cristãos, continue como referência a medida alta da santidade!
No período em que nos encontramos, chamado pela Igreja de “tempo comum”, as verdades do Evangelho são mostradas a todos pelo testemunho dos santos e santas que se consagraram a Cristo e são sinais luminosos de luta e de perfeição, além de reconhecidos como valorosos intercessores para aqueles que acreditam “na comunhão dos santos”, como dizemos na profissão de Fé. E, como sempre acontece, os santos de maior devoção geraram cultura e hábitos na sociedade. Multiplicam-se as festas patronais em nossa região, muitas pessoas retornam a sua terra natal para as férias que se aproximam e para se alimentarem de legítimas e positivas tradições religiosas que contribuem para que se tome consciência de que não nos inventamos a nós mesmos, mas somos tributários de uma magnífica herança, como tocha da grande olimpíada da vida a ser mantida acesa e passada às sucessivas gerações. São conhecidos de forma especial os santos do mês de junho, Santo Antônio, São João Batista e São Pedro. São figuras que geraram cultura popular entre nós.
Ponho em relevo, de modo especial, a figura de São João Batista, cujo nome, vida e missão são reconhecidos pela tarefa que a Providência divina lhe confiou, como Precursor da chegada do Messias, aquele que mostrou presente o Salvador do mundo, pregador da penitência, capaz de abrir nos corações humanos a estrada, para que chegasse aquele “que tira os pecados do mundo”, como foi por ele mesmo apresentado (Cf. Jo 1,29).
Um dia, Jesus recebeu emissários de João Batista, com a pergunta sobre sua identidade de Messias. De fato, João se revelou sempre radical em suas escolhas e profundamente honesto em seu desejo de fidelidade à missão recebida. Mandou-lhe a magnífica resposta: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista, paralíticos andam, leprosos são curados, surdos ouvem, mortos ressuscitam e aos pobres se anuncia a Boa-Nova. E feliz de quem não se escandaliza a meu respeito!” (Mt 14,4-5). Às multidões de ontem e de hoje Jesus fala sobre João Batista: “Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Olhai, os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis. Que fostes ver então? Um profeta? Sim, eu vos digo, e mais do que profeta. Este é de quem está escrito: Eis que envio meu mensageiro à tua frente, para preparar o teu caminho diante de ti (Mt 14, 7-10).
Viver para servir, ser honestos na procura da verdade e coerentes no comportamento! Com exemplos de tal quilate descobrimos o quanto é bom viver para servir e amar. A vida e missão de João Batista, unidas à sua oração fervorosa, nos façam acolher as verdadeiras alegrias vindas do Salvador e nossos passos se dirijam no caminho da salvação e da paz.
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